bons sons

 

 

O Bons Sons, que vai acontecer de 11 a 14 de Agosto em Cem Soldos, vai ser muito mais do que música e actividades para as famílias. A edição deste ano deste festival conta com espectáculos de artes performativas e visionamentos de curtas-metragens.

 

 

 

Para a edição deste ano, o Bons Sons e a Materiais Diversos (associação cultural fundada pelo coreógrafo Tiago Guedes) celebraram uma parceria que vai promover a entrada das artes performativas na programação deste festival de música. As apresentações vão acontecer de 11 a 13 de Agosto, sempre pelas 17:45, no Auditório. Nestes três dias poderão ser vistas as duplas Ana Jezabel e António Torres (11), Lander & Jonas e Carlota Lagido (que se vai apresentar de forma individual no dia 13).

 

 

 

O cinema também vai ter lugar no Bons Sons. O dia 14 de Agosto será dedicado a uma mostra de curtas no Auditório. Das 14:00 às 16:00, e devido a uma parceria realizada com a Curtas em Flagrante (festival itinerante de curtas-metragens oriundas de países de língua portuguesa), poderão ser vistas oito curtas-metragens (originárias de países como a Alemanha, Brasil e Portugal) que vão ser divididas em duas sessões de visionamento.

 

 

 

A primeira sessão, que vai ter 50 minutos de duração e vai iniciar-se pelas 14:00, terá as seguintes curtas-metragens: “Circus Debere Berhan” (Sinopse: Não há cartazes, apenas uma estrada. Ao longo desta aparecem vários personagens, incluindo uma ave peralta. É assim começa a turné de “Circus Debere Berhan”); “Alvará” (Sinopse: Legalizar um estabelecimento comercial não é tarefa fácil. Quando Roberto, casado e com dois filhos, se depara com problemas, gerados pela corrupção, em conseguir o alvará para o seu bar, que fica junto do Porto do Rio de Janeiro, decide tomar uma medida radical); “Like a Tree” (Sinopse: Esta curta tem a cultura chinesa como tema e as crianças e idosos são o porto de partida desta história que apresenta o valor da herança da cultura de família na China);  “Aratikum” (Sinopse: 500 anos depois da colonização do Brasil, a luta pelo território continua a ser um grande problema para o povo indígena. O povo Pataxo, uma das tribos, depara-se diariamente com ameaças de invasões e desapropriação das suas terras por parte do governo. Nesta curta-metragem poderemos ver a frieza com que os índios do extremo sul da Bahia são tratados pelas forças governamentais) e “Speed Dating” (Sinopse: Esta curta conta as aventuras e desventuras de Alex no mundo moderno do speed dating, onde este encontra a pior ajuda profissional que se possa imaginar. Será que Alex vai encontrar a sua alma gémea).

 

 

 

Já a segunda sessão vai ter 60 minutos de duração e vai começar pelas 16:00. Aqui poderemos ver as seguintes curtas-metragens: “Pontos de Vista” (Sinopse: Maria é guia turística na cidade de São Paulo. O seu cão Glaz acompanha-a neste ofício, já que Maria é cega. Este filme vai colocar os espectadores na pele destas personagens); “Quarto em Lisboa” (Sinopse: Maria sempre viveu sozinha mas um dia vê-se obrigada a arrendar o seu próprio quarto a uma estudante. Só que viver com outra pessoa apenas vai acentuar a sua solidão) e “Fronteira Invisível” (Sinopse: Aqui poderemos ver o testemunho fidedigno de comunidades encurraladas no meio da guerra mais longa do mundo. A corrida pelo óleo de palma para a produção de combustíveis “verdes” fez com que muitos agricultores e grupos indígenas tenham sido derrotados. “Fronteira Invisível” vão dar voz às comunidades ameaçadas, ao mesmo tempo que denuncia as armadilhas das políticas actuais de incentivo aos biocombustíveis).

 

 

 

“Cantadores de Paris – Autópsia de Uma Montagem”, de Tiago Pereira, pode ser visto no dia 14 de Agosto, pelas 18:00, no Auditório. Os lugares serão limitados à capacidade do Auditório.

 

 

 

As canções viajam e carregam consigo um código genético que descreve de onde elas vêm e o que são. Estas canções trazem consigo paisagens e melodias que cantam a fome, o trabalho árduo, a força da vida e o suor de sol a sol. Já outras lamentam o casamento ou avisam os amantes. Todas estas músicas partilham culturas e formas de vida. A cultura e a forma de vida alentejana pode ser vista e sentida em Paris com o Cante Alentejano. Só que este grupo não é formado por portugueses. Aliás, nem conhecem o Alentejo mas mesmo assim são capazes de cantar uma cultura que não conhecem.

 

 

 

Depois de muitas viagens a Paris e ao Alentejo, Tiago Pereira partilha agora a edição de dezenas de horas de gravação. São 50 minutos de montagem deste filme que vai estrear em Novembro.

 

 

 

O Bons Sons vai acontecer de 11 a 14 de Agosto em Cem Soldos.

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