Helder Milheiro: “Mostraram cabalmente a importância cultural, social e económica da tauromaquia nos seus territórios”

 

 

 

A tauromaquia tem dominado parte da actualidade noticiosa do país. Ora pela questão do IVA, quer pelas declarações da Ministra a Cultura e até por programas dedicados à temática. Ontem, o Auditório da Fundação Champalimaud acolheu o programa “Prós e Contras”, apresentado por Fátima Campos Ferreira e em que se debateu o tema “Touradas: Cultura ou Tortura”, com defensores dos animais e com agentes tauromáquicos.

 

 

 

O Infocul, no seguimento do debate, efectuou algumas questões a duas entidades: A Prótoiro (pelo seu porta-voz Helder Milheiro) e à Plataforma Basta.

 

 

Helder Milheiro, da Protoiro, em entrevista a Rui Lavrador abordou o debate, a importância destes debates, as iniciativas previstas da Protoiro e ainda o modo como este entidade actua na defesa da tauromaquia. Uma entrevista que apresentamos, na íntegra, de seguida.

 

 

 

 

Houve algum vencedor? Porquê?

Pelas reacções de todos os envolvidos pareceu claro que os defensores da liberdade e da cultura tauromáquica venceram claramente o debate. As participações dos diversos intervenientes forma ponderadas, fundamentadas e assertivas, todas elas orientadas para a defesa da liberdade de todos e em particular dos aficionados e da cultura tauromáquica. Destacaria as análises do sociólogo Prof. Luis Capucha, do Dr. Joaquim Grave pela enorme aportação de conhecimento e análise cultural, veterinária e ética, tal como os Srs presidentes das Câmaras municipais de Coruche, Vila Franca, Alcochete e Santarém, que mostraram cabalmente a importância cultural, social e económica da tauromaquia nos seus territórios. Destacaria por fim o apelo de tolerância formulado por todos os intervenientes tauromáquicos.

 

 

 

Em termos gerais quais os resultados práticos daquele debate?

Acima de tudo são oportunidades de expressar e contrapor argumentos levando-os a muito milhares de portugueses. São momentos importantes para difundir o argumentário taurino e desmontar o argumentário anti-taurino, que ontem mostrou muito pouca solidez e coerência.

 

 

Qual o feedback que já recebeu?

Muito positivo e vindo de vários quadrantes, quer dos aficionados, quer sociais e políticos.

 

 

Veio também a terreiro o ‘boato’ que a Protoiro poderia ter a ver com a reportagem emitida num outro canal televisivo sobre a ligação do PAN ao IRA. Há fundo de verdade ou não?

Absolutamente nenhum. Esse é um boato formulado por quem quer desviar a atenção dos graves crimes de que estão a ser investigados. Vivemos num estado de direito e o que esperamos é que as autoridades e a justiça façam o seu trabalho.

 

 

 

Quais as próximas medidas e iniciativas da Protoiro na defesa da tauromaquia?

O trabalho de lobby da tauromaquia é um trabalho continuo com os mais diversos interlocutores sociais e políticos. Neste momento estamos a acompanhar todo o processo do Orçamento de Estado e os temas da tauromaquia, que estão muito bem encaminhados. Estamos também a planear as actividades do próximo ano e em breve existirão novidades. Posso dizer-lhe que ainda antes do final deste mês realizaremos a reunião magna anual com todas as associações taurinas e associados, num momento de fazer o balanço do ano e prospectivar o futuro. Este é o momento de pensarmos a continuação do processo de modernização e potenciação do sector e que tem vindo a ser feito e que tem de envolver todos os intervenientes do sector taurino. Depois da criação da marca Touradas, do BullFest, da introdução do Cartão Aficionado e do alargamento da venda de bilhetes online, temos de robustecer estes processos e dar novos passos em frente.

 

 

 

Porque razão insiste a Protoiro em não ter uma política comunicacional da sua acção e apenas de reacção? É uma questão de estratégia?

Uma estratégia comunicacional tem sempre uma dimensão pro activa e outra reactiva. Uma grande parte da acção da Protoiro não pode ser pública, porque assim o exige a eficácia dessa acção. O que importa são os resultados. Por isso pode haver uma preponderância reactiva. No entanto, desde o lançamento da marca Touradas que temos por essa via tido uma presença mais pro-activa que continuara a aumentar no futuro.

 

 

Para quando um evento com toda a imprensa (da especialidade e generalista) e com os agentes da festa?

Depois de em 2018 termos ganho mais espaço mediático em diversos meios de comunicação generalista, queremos em 2019 dar mais passos nesse sentido envolvendo os agentes da festa e os media especializados e generalistas. Por vezes não vamos mais longe pelas limitações de orçamento e não pela nossa vontade. Se dependesse só da vontade teríamos um plano de comunicação e de ações incansável.

 

 

 

Até ao momento ainda não foi possível obter uma reacção da Plataforma Basta.

 

 

Fotografia: João de Sousa

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Notícia publicada a 20/11/2018


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