HMB: “Mais” é a “vontade de chegarmos mais longe, a mais gente e com mais e melhor música”

1promo2017

 

“Mais” é o novo disco dos HMB e conta com dois convidados de luxo: a fadista Carminho em “O Amor é assim” e Emicida em “Estrela Brilha”.

 

 

O Infocul entrevistou o grupo para saber um pouco mais do que este “Mais” oferece ao público e também todo o processo criativo que o antecedeu.

 

 

 

 

Novo disco. Qual a principal mensagem deste “Mais”?

 

O nosso objetivo na música sempre foi trazer uma mensagem positiva, descontraída, mas também que ao mesmo tempo pudesse contribuir para uma reflexão pessoal de quem nos ouve. Neste disco, esse objetivo mantém-se e é acompanhado da vontade de chegarmos mais longe, a mais gente e com mais e melhor música.

 

 

 

Quando começaram a pensar neste disco e a tratar do processo criativo?

 

Pouco tempo depois de lançarmos o Sente, o disco anterior a este, começaram a existir os primeiros esboços de várias das canções que compõem este novo álbum. Durante os dois anos seguintes, fomos amadurecendo as canções e elas foram tomando forma. Foram dois anos muito duros para nós porque, ao mesmo tempo que avançávamos com o álbum, tínhamos também uma agenda de concertos extremamente preenchida. Foram mais de 132 concertos em 7 países de 3 continentes diferentes. Isto obrigou-nos a levar o estúdio para a estrada. O Peito, o novo single, foi parcialmente gravado num hotel em Macau, por exemplo. 

 

 

 

Há diferenças deste disco para o vosso trabalho anterior?

 

Era importante para nós que houvesse uma certa continuidade no som deste disco em relação ao que já tínhamos feito anteriormente mas, obviamente, não queríamos ficar reféns disso. Há uma linha condutora que liga este disco ao Sente, mas cremos que ele evolui numa nova direção. É um disco em que as guitarras têm mais destaque e em que influências como Michael Jackson, Prince e outros, se notam.  

 

 

 

Há um tema que está com um estrondoso sucesso que é o dueto com Carminho. Como surgiu essa possibilidade?

 

Não foi nada planeado. A Carminho foi assistir a um concerto nosso e, no final do concerto, conhecê-mo-la e estivemos um bom tempo à conversa. Houve logo uma grande empatia entre nós e foi com naturalidade que a convidámos para cantar a música. Ela prontamente aceitou e o resultado é o que toda a gente conhece

 

 

 

Foi um desafio juntar artistas tão distintos como HMB e Carminho? Ou foi algo natural…

 

Quando existe talento, o desafio é sempre mais reduzido. E a Carminho é um talento gigante. Respira música e canta como muito poucos no nosso país. Apesar de serem mundos distintos, o Soul e o Fado, a junção dos dois nesta música não levantou grandes problemas. Houve adaptações que se teve que fazer tanto a nível de melodia como de letra para se enquadrar ao estilo da Carminho, mas mesmo essas adaptações só fizeram com que a música crescesse e se tornasse ainda mais especial. 

 

 

 

Qual o tema mais desafiante para vocês neste disco?

 

Creio que foi o Sabes a Pouco. Já tínhamos toda uma estrutura e arranjo delineado para ele mas, depois de o gravarmos, não gostámos do resultado, deitámos tudo fora e começámos do zero novamente. 

 

 

 

Como surgiu a possibilidade de terem Emicida neste disco?

 

A música Estrela Brilha tem um certo sabor a Brasil e nós gostávamos de ter alguém que pudesse ajudar a complementar isso. Em conversas com a nossa editora (Naptel Records) e com a nossa distribuidora (Sony), surgiu o nome do Emicída, rapper que tinha estado em Portugal há algum tempo atrás e onde alguns de nós tinham estado no concerto. Falámos com ele, enviámos a música para ele ouvir, ele gostou dela e fez-nos várias perguntas acerca do significado da mesma, acerca da abordagem a tomar, etc. Depois gravou a parte dele que foi completamente de encontro ao que procurávamos. Mais uma vez: quando o talento existe, tudo se torna mais fácil.

 

 

 

Para quem ainda não ouviu este disco, como convidam o público a ouvir? O que lá encontrarão?

 

É um disco cheio de canções honestas, cheias de ritmo e sentimento. Há uma frase que fazemos sempre questão de colocar no booklet dos nossos álbuns que resume bem isto: “É assim que sentimos, é assim que entregamos”. Nada melhor do que ouvir o álbum Mais para perceberem quem é que os  HMB realmente são. 

 

 

 

Em termos de espectáculos de apresentação do novo disco? O que já pode ser revelado?

 

Apesar do ano ainda agora ter começado, a nossa agenda já está muito preenchida. Já temos vários festivais marcados e vamos andar por todo o país. Aos poucos vamos revelando nas nossas redes sociais o que aí vem. 

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

Rui Lavrador has 6769 posts and counting. See all posts by Rui Lavrador

Rui Lavrador

One thought on “HMB: “Mais” é a “vontade de chegarmos mais longe, a mais gente e com mais e melhor música”

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.