Hospital de Beja exige pagamento de 25 mil euros à família do forcado Pedro Primo

 

 

O Jornal Correio da Manhã está a avançar esta segunda-feira, que o Hospital de Beja está a cobrar cerca de 25 mil euros de despesas hospitalares à família do forcado Pedro Primo, que faleceu a 6 de Setembro de 2017, depois de uma grave colhida na corrida de touros realizada em Cuba.

De acordo com o CM, foi com “grande revolta” que Conceição Cardeira foi confrontada com as despesas hospitalares do filho.

A publicação recorda ainda toda a história de Pedro Primo, que tinha 25 anos, era forcado dos Amadores de Cuba e iria fazer a sua última pega diante de um touro de Ruy de Carvalho. Após a colhida foi transportado para o Hospital de Beja e, dois dias depois, transferido para o Hospital de Curry Cabral, em Lisboa, onde acabou por morrer, com lesões graves no fígado.

Segundo o CM, família tem agora de pagar quase 25 mil euros à unidade hospitalar alentejana e não sabe como fazer face à despesa.

A Mãe de Pedro primo, está desempregada e com dois filhos, revela ao CM, que o Grupo de Forcados Amadores de Cuba lhe prometeu ajuda mas o apoio nunca chegou, revelando ainda que o filho já tinha abandonado o conjunto e, por isso, não tinha seguro que cobrisse eventuais acidentes.

O meu filho nunca devia ter entrado naquela praça“, conta a mãe ao Correio da Manhã. O Hospital de Beja explica ao CM que o caso está a “merecer a atenção” da administração, sem avançar mais pormenores. Já o grupo de forcados não respondeu aos esclarecimentos pedidos pelo CM.

 

Foto: D.R.

One thought on “Hospital de Beja exige pagamento de 25 mil euros à família do forcado Pedro Primo

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    Será mesmo que o hospital está a cobrar as despesas à família do malogrado, ou remeteu factura para que estes informem qual a seguradora, número de apólice e nome do segurado, uma vez que, nestas situações (acidente com elementos de grupo de forcados), a existência de contrato de seguro é obrigatório.
    Porém, li, algures, que o malogrado já não pertencia, efectivamente, ao grupo de forcados em apreço.
    Ora, a verificar-se esta situação, nenhuma seguradora pode vir a ser considerada como responsável pelo pagamento das despesas hospitalares, uma vez que o malogrado não faz parte das pessoas seguras, através do seguro obrigatório contratado para cobrir os riscos de acidentes dos elementos daquele grupo de forcados.
    Existe, por isso, uma concorrência de culpa, ou seja, tanto existe culpa do grupo de forcados pois não deveriam ter deixado o malogrado participar do evento, com existiu a culpa do malogrado porque não deveria ter participado.
    Em termos da legislação em vigor – circular informativa nº. 1 de 01/07/2005 do IGIF – quando a responsabilidade pela ocorrência de algo que dá azo a que a um utente seja prestada assistência médica, cabe ao próprio assistido – como, em parte, é aqui o caso, pois que ele é que se foi meter na pega do touro – as despesas dessa assistência devem ser cobradas ao subsistema de saúde do assistido.
    Assim, deve-se, se necessário, judicialmente, apurar qual a quota parte de responsabilidade que cabe ao grupo de forcados, ao mesmo ser cobrado o valor correspondente à percentagem pelo qual serão responsabilizados e, relativamente ao valor restante, será de cobrar ao subsistema de saúde do malogrado…simples, não ?!?

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