Impossível ao Vivo está de regresso e Luís de Matos garante espectáculo “diferente da ideia estereotipada que as pessoas têm desta área”

 

 

‘Luís de Matos- Impossível ao Vivo’ vai regressar ao Teatro Tivoli BBVA, em Dezembro. Com novas modalidades, novos convidados e a mesma imprevisibilidade de sempre. O mágico falou com o Infocul sobre este novo espectáculo.

No ano passado contou com Joana Almeida (única confidente dos seus truques), Momentum Crew, Yu Hojin, Aaron Crow e Tá na Manga.

Este ano contará com Joana Almeida, Momentum Crew, Halim An, James More, Raymond Crowe e Topas.

Sobre a escolha de convidados diferentes, Luís de Matos revelou-nos que decidiu “logo no ano passado, porque quando fizemos o primeiro ‘Impossível ao Vivo’ aqui no Tivoli não estávamos, verdadeiramente, à espera de 24 mil pessoas em 16 dias de representações. Isso é algo que nos enche de alegria mas acarreta por si só uma enorme responsabilidade e um desafio, que é continuar estar a altura destas pessoas e de todas aquelas com quem estas 24 mil partilharem essa experiência que viveram quando vieram assistir ao ‘Impossível ao Vivo’.”

Portanto, “imediatamente pensámos que queríamos regressar no ano seguinte e que pelo facto de este não ser um espectáculo de magia convencional, é certamente muito diferente da ideia estereotipada que as pessoas têm desta área do entretenimento e de toda esta arte, portanto é importante expor o público a propostas claramente espectaculares, com toda a certeza nunca antes vistas, numa combinação que seja altamente poderosa, como era a do ano passado, e como é a de este ano, para começar a criar um conhecimento no público de toda esta multiplicidade de estilos e sobretudo que vejam magia feita no século XXI para o século XXI.”

Luís de Matos descreve este espectáculo como “familiar, para todas as idades” e garante que continuará a apostar na interacção com o público e a chamar pessoas ao palco até porque “é um ponto de ordem e faz parte da experiência do espectador em poder dar voz a essa vontade de dizer ‘ok, mas se eu pegasse naquele objecto…se fosse eu a escolher, se fosse eu a segurar naquilo, se eu estivesse a 20 cm de distância será que acontecia igual?’. É a única maneira de responder a esta dúvida dos espectadores ou que convidar que venham assistir e participar em partes do espectáculo em cima do palco. Isto cria um conhecimento, uma dinâmica, uma interactividade, que faz parte do lado mais memorável da experiência que é assistir a um espectáculo nosso.

E no dia que falhar uma modalidade de magia que conte com a presença do público, voltará a arriscar essa modalidade, até porque “a minha via é feita desse voltar a arriscar.”

O espectáculo estará no Teatro Tivoli BBVA, de 12 de Dezembro a 5 de Janeiro, e irá passar também por Coimbra (10 e 11 de Janeiro no Convento de São Francisco) e Faro ( no Teatro das Figuras).

Eu tenho a sorte de há 24 anos, a minha equipa permanente são 9 pessoas. Nove pessoas, em que vamos todos os dias trabalhar das 9 às 18, no estúdio. Não é um trabalho normal, mas ainda assim, em número de horas é o mínimo que fazemos. Mas durante essas horas estamos a desenhar, a construir, a testar, a deitar para o lixo. Testar, desenhar, construir, deitar para o lixo, muitas vezes…muitas vezes!”, diz-nos sobre o processo criativo da sua equipa.

Acrescenta que “conseguimos em cada 20 ideias malucas que eu tenha, haja 1 ou 2 que são fantásticas. Mas nós não nos cansamos de o fazer” e destaca que “neste espectáculo essas 9 pessoas não são suficientes porque é necessário alargar a quem escreve a música, a quem desenha a luz, a quem produz, aos próprios artistas que não são nossos vizinhos, não moram aqui ao lado. Vivem na Austrália, Coreia do Sul, Inglaterra, na Alemanha, e mesmo assim vamos ainda conseguindo encontrar em várias partes do mundo”.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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