Inês de Medeiros sobre O Sol da Caparica: “Deixo aqui uma palavra de reconhecimento a quem pensou este festival que foi o António Miguel Guimarães”

 

 

 

Após a apresentação à imprensa da 6ª edição do festival O Sol da Caparica, a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, falou ao Infocul sobre esta edição.

Nós sempre dissemos que o festival O Sol da Caparica era para continuar, para continuar em grande, com um grande cartaz, com cada vez mais artistas e portanto é isso que está a acontecer com toda a naturalidade” começou por nos dizer quando questionada sobre o burburinho público que chegou a existir sobre a realização ou não do festival, acrescentando que “estou à espera obviamente do máximo número de pessoas possível para serem felizes, durante estes três dias”.

Sobre o festival, diz que “O Sol da Caparica já é quase um ponto identitário da nossa Almada, Como sabe Almada é uma cidade muito forte em termos culturais, temos grandes eventos, como por exemplo o Festival Internacional de Teatro de Almada que é único no país e não há nenhum que se assemelhe, temos agora o Sol da Caparica que eu acho que já é o maior festival de língua portuguesa, ou seja não é apenas com portugueses mas é esta língua que partilhamos com outros países”.

Refere ainda que “muita gente não acreditava que este modelo fosse possível, e mais uma vez deixo aqui uma palavra de reconhecimento a quem pensou este festival que foi o António Miguel Guimarães, e que tem provado edição após edição que é possível e é possível ir mais longe. E tornar-se cada vez mais forte!”.

Sobre o mentor do projecto e que este ano não será o produtor, pela primeira vez deste o inicio do certame, diz que estará para sempre ligado ao festival, “é evidente, foi ele que teve a ideia, portanto estará sempre ligado a este festival e é com pena que de facto não o vemos aí envolvido, mas era necessário mudar a forma de produzir este festival para garantir a sua continuidade”.

Esta mudança deve-se “aos custos para o município e sobretudo porque considerámos que não faz sentido isto ser uma produção apenas da câmara. Acho que é importante envolver os agentes que promovem os próprios músicos e que fazem viver a música portuguesa aqui mas também no estrangeiro”.

Sobre os encargos nesta edição diz que “há vários encargos. Diminuíram significativamente. Houve uma consulta pública por um valor que foi conhecido, de 70 mil euros, é evidente que a câmara depois tem outros encargos em termos de preparar as infraestruturas para o festival mas isso faz parte. Faz parte dos serviços que a câmara tem de fornecer seja qual for a iniciativa e estar associada aquilo que é também a promoção do nosso território”.

 

Fotografia: D.R.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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