Irish Celtic: Whisky Irlandês servido com amor, no Tivoli BBVA

 

 

 

 

Irish Celtic, um pub sito em Cork, na Irlanda, abriu ontem portas no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, para uma curta temporada em Lisboa.

O proprietário Paddy Flyn, num português perceptível e aplaudível pelo arrojo, é o proprietário do bar e também o narrador de toda a história ao longo do espectáculo. As rugas denunciam a idade e é tempo de o filho, Dermuid, assumir a gerência do bar.

Até este momento, o epílogo do espectáculo, assistimos a coreografias com marcações firmes e correctamente executadas. Mas a diferença, para o habitual, reside na sensibilidade individual ao serviço da arte colectiva. Ao longo do espectáculo ficamos a saber que na Irlanda qualquer oportunidade é boa para ir ao pub e Pady diz mesmo, com humor, que “não sou alcoólico. Só bebo em duas ocasiões:quando tenho sede e quando não tenho”. Dá ainda a conhecer “uma coisa sagrada, criada por Deus, Whisky Irlandês. A primeira maravilha do mundo”. E relembra que “a história de Irlanda é triste. Feita de invasões”.

Mas a tristeza é nos contada pela alegria em palco, numa contradição emocional de dar a provar o inverso do que se pretende transmitir. Neste espectáculo destaca-se a virilidade feminina é sensualidade masculina. Não, não trocámos os adjectivos. É a arte que permite que a libertação física e emocional aconteçam com a mesma naturalidade com que habitam tais características no ser humano, independentemente do género.

A vertente musical, no aspecto instrumental, é extraordinária de início ao fim. As notas são emoções transmitidas através dos instrumentos. A vertente técnica entrelaça-se na sensibilidade humana de cada um dos executantes. O público fica com a parte fácil de ser o receptor de tal qualidade.

Um espectáculo em que todas as deixas são bem executadas, até mesmo para anunciar um intervalo. O público não mais esquecerá tal pub, não pela bebida sagrada, mas pelas emoções sentidas.

O espectáculo estará até 18 de Fevereiro e com forte procura do público, com o Tivoli BBVA a estar já esgotado.

 

Texto: Rui Lavrador
Fotografias: João de Sousa

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