Isabel Mesquita: “Quero muito partilhar música com artistas que me inspirem”

 

 

‘Ilhéu’ é o primeiro disco de Isabel Mesquita e nele podemos apreciar uma fusão de géneros musicais, tornando-o num disco eclético e de difícil caracterização quanto ao género musical.

 

A artista açoriana falou ao Infocul sobre este disco no qual podemos ouvir influências da música jazz, bossa nova e cabo-verdiana, entre outros tantos géneros.

Natural da Ilha de Santa Maria, contou neste disco com a produção de Yami Aloelela e com os músicos: Tiago Oliveira, Cláudio Andrade, Vicky Marques, João Frade e Yami. A gavação, mistura e masterização ficou a cargo de Rui Fingers e Luciano Barros.

 

Que sonoridade(s) tem este ‘Ilhéu’?

Este ilhéu viaja por diferentes sonoridades que fui absorvendo ao longo da minha vida. O jazz, a bossa nova, a música africana, o fado e até o tango estão presentes neste disco como influências e inspirações.

Como é que uma licenciada em engenharia aeroespacial vem parar à música? Qual dos dois gostos surgiu primeiro?

A música está sempre presente nas nossas vidas, desde que nascemos. Sempre foi algo muito especial para mim, apesar de ter crescido num lugar (ilha de Santa Maria, Açores) onde não tinha muitas possibilidades de aprofundar conhecimentos nesta área artística para além de esporádicos workshops. Só depois de regressar de Erasmus em Barcelona decidi ingressar numa escola de música em Lisboa.

Até onde quer voar no mundo da música?

Quero muito partilhar música com artistas que me inspirem e que isso também me dê vontade de compor, cantar e conhecer diferentes culturas.

Dizer que este disco tem uma grande quantidade de géneros musicais é errado?

É certíssimo. Tenho alguma dificuldade em classificar o meu álbum num só género. O ilhéu reflete a pessoa que eu sou, pois gosto de muitos géneros diferentes.

Como surge o Yami para produtor e qual a importância dele neste disco?

Conheci o Yami numa viagem a Cabo Verde onde ele liderava uma residência artística. O Yami foi uma peça fulcral neste trabalho, ele pegou nas minhas canções que eram pequenas sementes e as fê-las germinar guiando-as no seu crescimento.

Quais os músicos que a acompanharam neste disco?

Para além do Yami Aloelela a tocar baixo, tive o Vicky Marques na bateria e percussão, o Tiago Oliveira nas guitarras, o Cláudio Andrade no teclado e ainda o João Frade no acordeão como convidado na música Tango da Amargura.

Como foi a selecção de repertório?

Decidi ir para estúdio quando compus a música Canções de Amor. Depois comecei a organizar todas as canções que já tinha composto e seleccionei as que faziam sentido estar neste disco. Desde a primeira canção que compus aos 15 anos, Do sentimento trágico da vida, até à última mesmo antes de entrar em estúdio, Tango da Amargura, o Ilhéu é um disco que acompanha o meu crescimento na música, na minha descoberta por diferentes géneros e influências.

Qual a principal mensagem que quer transmitir com este disco?

É sempre difícil controlar o efeito que as nossas canções causam nas pessoas, porque vão interpretá-las de diferentes formas. No entanto espero que a mensagem que chegue às pessoas seja uma mensagem positiva, de amizade, amor e superação.

Em termos de espectáculos o que está marcado e o que pode anunciar?

Dia 15 de Agosto haverá um concerto de apresentação do Ilhéu nos Açores, na ilha de Santa Maria.

Qual o maior desafio, compor ou interpretar?

Acho que compor é mais desafiante. Interpretar também é muito divertido e podemos aprender imenso com o trabalho de outros artistas.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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