Janeiro é para descobrir artistas no Algarve, peças de piano raras e pequenos movimentos

Conhecer por dentro o trabalho dos artistas em residência no LAC – Laboratório de Actividades Criativas, escutar peças para piano raramente tocadas e descobrir de que micro-movimentos são feitos os gestos humanos são as propostas do 365 Algarve em destaque para Janeiro.

A 17 e 18 de Janeiro o LAC Open Days dá a conhecer, em Lagos, toda a dinâmica desta associação cultural incluindo as actividades desenvolvidas pelos artistas em residência permanente, distribuídos por 20 projectos nas várias disciplinas das artes plásticas e visuais, música e artes performativas.

A programação integra exposições, concertos, apresentações, performances, workshops e aulas abertas, sendo o público convidado a visitar o atelier de trabalho de cada artista e projecto que desenvolve.

Formado em 1995, por pessoas com actividade em diversos sectores da cultura (Escultura, Pintura, Cerâmica, Música, Arquitectura, Cinema, Museologia, Defesa do Património), o LAC – Laboratório de Actividades Criativas tem como objectivo dinamizar e promover a criação artística na região.

LAC Open Days 2020

Ainda a 18 de Janeiro regressa o 4.º Festival Internacional de Piano do Algarve que, nesta 4.ª edição do 365 Algarve, tem por tema “Ilustres Desconhecidos”.

No TEMPO – Teatro Municipal de Portimão vai ser possível escutar o Concerto para piano e orquestra de um dos maiores compositores portugueses, Joly Braga Santos, que raramente é tocado.

Esta obra é executada pelo solista Goran Philip, na primeira parte do concerto. Na segunda parte, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida pelo maestro Pedro Amaral, interpretará a Quarta sinfonia, de Brahms.

Também em Portimão, mas a 25 de Janeiro, é tempo de escutar a interpretação do Concerto n.º 2 para piano e orquestra de Saint-Säens pelo pianista António Rosado, acompanhado pela Orquestra Académica Metropolitana de Lisboa, sob a direcção de Jean Marc Burfin.

Maestro Pedro Amaral

António Rosado

No fim-de-semana de 18 e 19 de Janeiro, em Aljezur, há teatro para toda a família com A Grande Viagem do Pequeno Mi, uma criação de Madalena Vitorino a partir da obra de Sandro William Junqueira.

Mi, neste caso, é uma abreviatura de micro-movimento. Ou seja, a fonte que sustenta todo o espectáculo, conforme se lê na sua sinopse:

Em cima de uma mesa grande, uma bailarina dança. Dança em silêncio. O público, sentado à sua volta, observa-a de perto. Ela dança para que se decifre como são e de onde vêm os seus passos, os seus gestos, a sua figura em movimento. Estará a pensar na geografia de um corpo que vê à sua frente, numa equação poética que lhe vem, de repente, ao pensamento? Numa sopa de legumes quase pronta para o almoço? Como se juntam aspevtos do que a bailarina vê no momento em que dança para um grupo de adultos e de crianças, com os micro-movimentos, olhares e poses do público enquanto vê?“.

Um espectáculo com a assinatura Lavrar o Mar.

A 4.ª edição do 365 Algarve decorre até maio de 2020 e o ciclo de programação parte de uma ideia de território enquanto paisagem à escala humana, que se pode percorrer a pé. Um conceito desde logo associado à Europa, um continente onde as ligações são feitas à distância de uma caminhada, e que constitui o fio condutor desta edição: a profunda ligação humana ao território, quer física quer metaforicamente.

São mais de 400 iniciativas culturais que o 365 Algarve promove por toda a região e que incluem mais de uma centena de concertos, cerca de 50 espvetáculos de teatro e cerca de cem avções relacionadas com o património da região, entre outros eventos.

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