Joana Rios destaca importância dos festivais de fado e revela que terá novo disco em 2019 (C/Som)

 

 

 

Durante dois dias, 28 e 29 de Setembro, Alfama enche-se, ainda mais, de fado. São muitos os fadistas que ali actuam, no Santa Casa Alfama, mas também muitos os que vão ver e ouvir. Joana Rios foi um desses casos, tendo o Infocul aproveitado a presença da fadista para a entrevistar sobre a importância deste evento e também sobre a sua carreira.

 

 

 

Sobre a importância do Santa Casa Alfama, diz que “é uma importância extrema, porque temos de alimentar o Fado, temos de dar visibilidade ao nosso fado e estes festivais acabam por fazer isso mesmo, por dar um destaque ao Fado que normalmente ele não tem, ou seja, tira o fado do nicho, mostra o Fado aos grandes públicos e também põe o fado em palcos diferentes que é sempre um desafio para os fadistas, mas na minha opinião só tem aspectos positivos”.

 

 

Por falar em locais inesperados, recentemente a fadista actuou em Bueño, Espanha, tendo ali ocorrido uma situação peculiar. “Foi interessante, chegamos lá fizemos a ensaio de som, como é normal, era um espaço ao ar livre que teria talvez [a dimensão] do Largo do Chafariz dentro, era um espaço que deveria ter umas trezentas pessoas e quando entrámos para o palco ficámos sem som e então fizemos o concerto acústico que foi um desafio, mas acho que foi um desafio superado, as pessoas acabaram por fazer um silêncio magnifico, era uma praça mágica, numa vila perto de Oviedo chamada Bueño e são estas coisas, que acontecem, que tornam os concertos especiais e tivemos que dar a volta ao texto e foi muito interessante”.

 

 

Já sobre um novo disco, começou por revelar que “estou a pensar neste novo disco já há algum tempo, já fiz uns ensaios de gravação, porque gostava que este disco fosse o mais verdadeiro possível com o próprio fado e fizemos alguns ensaios a experimentar algumas fórmulas de fado e acabámos por encontrar um registo em que todos estamos na mesma sala em que os microfones estão a funcionar como se fossem o público a captar o nosso som e penso que em Janeiro vamos começar a gravar o disco de forma mais sistemática, a fazer sessões corridas e depois escolher os takes dessas sessões, não gravar o disco de forma clássica, a ideia é sempre essa, penso que a ideia de todos os fadistas é conseguir nas gravações, extremamente difíceis para o fado, encontrar aquele ambiente e encontrar aquele lugar do fado, que temos numa casa de fados”.

 

 

 

Questionada se 2019 trará novo disco, respondeu afirmativamente.

 

 

Fotografia: Cátia Sofia Luís

 

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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