joana rios

 

O Teatro- Cine em Torres Vedras acolheu ontem “O Fado de Cada Um” de Joana Rios, num espectáculo inserido na digressão do mais recente disco da artista.

 

 

Já dizia a Lei de Murphy que “Qualquer coisa que possa ocorrer mal, ocorrerá mal, no pior momento possível”. Ontem, Joana Rios enfrentou carnaval e futebol e mostrou a sua qualidade vocal.

 

 

Torres Vedras já anda em folia. Pelas ruas e estabelecimentos comerciais é fácil encontrar pessoas usando as suas fantasias carnavalescas, fazendo da vida o que ela deve ser, uma festa. A juntar a isto, ontem o país parou para assistir a um jogo de futebol que opôs o Futebol Clube do Porto ao Sporting Clube de Portugal.

 

 

Estes factores foram captadores da atenção dos torrienses. Contudo foram ainda alguns que optaram por ter um serão ao som da canção nacional. O fado com a alma e sentimento de outrora na voz de Joana Rios acompanhada por Bruno Mira na guitarra portuguesa e Pedro Pinhal na viola de fado.

 

 

Joana Rios que lutava audiência com o carnaval e o futebol, teve ainda que lutar contra o som na sala de Torres Vedras. A má qualidade do som não facilitou a vida à fadista que naquela que pode ser considerada a primeira parte do espectáculo interpretou “Fado de Cada Um”, “Se tu fosses Lisboa”, “À janela do meu peito” ou “Encontrei uma guitarra” entre outros. Pouco comunicativa com o público e com o som a atrapalhar a sua actuação, há que rever alguns aspectos.

 

 

Bruno Mira e Pedro Pinhal mostraram depois a sua qualidade na habitual guitarrada de fado e que parece ter servido de bálsamo à fadista que regressou a palco com mais garra, poder interpretativo e começando a conquistar um público que se mostrava frio.

 

 

Aqueceu o ambiente com “Fado da Vida Airada”, “Maria Lisboa” e ainda “Fado Celeste”, “Los Peces” e Marcha de Alfama no encore, este ultimo acompanhado a palmas.

 

 

Joana Rios tem uma voz segura que sabe modelar tanto no ataque como prolongamento das notas. Tem o fado na alma e na voz, contudo deverá rever um alinhamento que não estando mal construído pode não se adaptar a todo o tipo de público.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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