João Loy apresenta ‘História de uma Chinela’ em dueto com Filipe Duarte: “Era quase impossível não o gravarmos”

D.R.

João Loy lançou recentemente um single, ‘História de uma Chinela’, no qual conta com a participação de Filipe Duarte.

O cantor, e também actor, concedeu uma entrevista ao Infocul para falar sobre este tema e ainda sobre um novo disco.

‘História de uma Chinela’ conta com letra de Eduardo Damas e música de Manuel Paião, tendo João Loy e Filipe Duarte sido acompanhados instrumentalmente por Luís Ribeiro, na guitarra portuguesa, e Jaime Martins, na viola de Fado.

O tema foi gravado por Bruno Xisto, no Black Sheep studios (Sintra), tendo a mistura e masterização sido feita no EP studios (Sintra). Loy faz ainda um agradecimento especial a Rui Diogo e Fábio Powers.

 

João, novo single e com participação de Filipe Duarte. Quando surgiu a ideia?

A ideia surgiu faz quase 3 anos. Eu estava quase todas as quintas-feiras com o Filipe na Nini, sempre o admirei como pessoa e como fadista. Falávamos muito durante a noite e um dia porque não gravarmos este tema os dois?

 

Que tema é este e porquê a sua escolha?

Não há sítio nenhum em que o Filipe vá cantar que o público não passe a noite a pedir a ‘História de uma chinela’. Eu ao ouvi-lo e vê-lo cantar este tema vejo o quanto ele fica feliz. Era quase impossível não o gravarmos.

 

Este tema antecipa um novo disco? Que novidades discográficas tens idealizadas?

Sem querer desvendar para já muita coisa posso dizer que será um CD com Duetos. Serão Duetos não só com intérpretes, mas essencialmente com músicos. Alguns temas originais e outros serão desafios a músicos para transformarem canções que para mim são fado com a sua linguagem. Por exemplo “Sempre Ausente” de António Variações. Só não te digo quem o irá transformar.

 

Um próximo disco de duetos pode ser o teu novo trabalho?

Garantidamente será.

 

Já voltaste a trabalhar normalmente depois do confinamento?

Normalmente é impossível. A maior parte das casas de fado estão fechadas. Os restaurantes que dão fado com a lotação reduzida ainda têm medo de arriscar. Mas já se vai cantando por aí.

 

De que forma a pandemia afectou o teu trabalho?

Ui… Não imaginas a quantidade de trabalho, e claro de dinheiro, que se tem perdido desde Março até agora. Posso adiantar que estou num projecto que inclui espectáculos de teatro e de fado a ser feito pelo país e que está parado porque as câmaras e os seus responsáveis têm medo de abrir os auditórios.

 

Como tens visto todos estes movimentos na cultura em busca de melhores condições?

Eu tenho uma maneira muito própria de ver a luta pela cultura. Não sou nada de se lutar por sectores. Acho que somos todos agentes culturais: técnicos, artistas, agentes, produtores, etc. E que devemos a uma só voz lutar e mostrar à sra. Ministra que além de nada perceber sobre cultura, a cultura não é nem pode ser em função do seu gosto pessoal.

 

 

Quais os próximos espectáculos que já podes revelar?

Em termos de auditórios, todos os espectáculos foram cancelados ou adiados sem data marcada. Até nisso eu fui prejudicado porque no final de 2019 lancei o meu segundo Cd “Prisão de mim” e 2020 era para percorrer o país a divulgá-lo.

 

Onde podem as pessoas interagir contigo?

As pessoas podem interagir comigo através das redes sociais e a partir de Outubro volto a estar em antena com o programa “Sou do Fado” na Rádio Movimento.pt que é outra das minhas paixões, agora nas novas e maravilhosas instalações em Arroios.

 

Que mensagem deixas aos leitores do Infocul?

Aos leitores do infocul só tenho uma coisa a dizer: continuem a ler e a seguir o Infocul pq poucos são os jornais sejam eles no formato original seja online que divulguem tanto a cultura como vocês o fazem. Agradeço ao infocul, na tua pessoa, o facto de gostarem de CULTURA.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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