José da Câmara: “Os degraus da fama, nós pisamo-los e partem-se com muita facilidade”

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José da Câmara encontra-se a celebrar 50 anos de vida e 30 de carreira. Numa grande entrevista ao Infocul, a qual publicaremos em duas partes, fala sobre o que está a ser preparado para celebração da efeméride, na primeira parte da entrevista, mas dá também a conhecer um lado mais pessoal e menos artístico.

 

 

Nasceu a 23 de Maio de 1967, no Hospital da CUF em Alcântara, em Lisboa, sendo filho de filho de Maria Augusta de Melo de Novais e Ataíde da Câmara e de D. Vicente Maria do Carmo de Noronha da Câmara. Desde cedo sempre cantou, mas a sua estreia como profissional aconteceu no Teatro ABC. O Fado está intimamente ligado ao seu percurso, sendo indissociável, mas os seus gostos musicais vão além da canção de Portugal. Um homem de respostas serenas, com ideias amadurecidas, com uma clareza enorme sobre o seu passado, mas ainda maior sobre o que quer e como quer para o futuro.

 

 

Além do Fado, é uma das vozes mais conhecidas, actualmente, da Rádio SIM.

 

 

José, estamos a celebrar 30 anos de carreira e 50 anos de vida. Tudo números redondos. Como é que isto tudo começou?

Isto tudo começou, como profissional, em 1986. O Fialho Gouveia telefonou ao meu pai para desafiá-lo a cantar numa revista chamada ‘Lisboa, Tejo e Tudo”, da autoria do Raul Solnado, Fialho Gouveia, César Oliveira e música de Thilo Krassman. Tudo gente de gabarito. O meu pai disse ‘Se tivesses ligado há 20 anos ainda tinha paciência, agora não. Mas olha, por acaso até tenho aqui em casa um filho que canta’. Desligaram o telefone, cinco minutos depois o Fialho Gouveia voltou à carga e disse ‘Traz cá o teu filho’. O meu pai perguntou-me se eu queria ir lá fazer,  nunca tinha ido a uma revista na vida, tinha 19 anos e entrei. Entrei numa sala com essas caras todas conhecidas. Cantei, eu lembro-me, ‘A moda das tranças pretas” acompanhado ao piano pelo Thilo Krassman e eles disseram ‘fica’. Só ai é que percebi que estava a fazer o tal casting e ai começa a minha carreira como profissional porque eu já cantava antes, já tinha até feito algumas coisas com alguma relevância, o Festival de Música Clássica nos Açores, com o meu pai, mas eu considero que sou profissional a partir do momento em que fiz disto profissão, que foi aos 19 anos no Teatro ABC,  ‘Lisboa, Tejo e Tudo’, e a partir dai obviamente que…e eu isso soube há muito pouco tempo numa entrevista que estava a fazer ao Jorge Fernando, que produziu o meu primeiro disco, que eu assinei contrato com a Valentim de Carvalho, foi ter comigo o Mário Martins, por sugestão da Amália Rodrigues, que é uma coisa que eu não sabia e que soube há coisa de 2 meses. Há dois meses estava a entrevistá-lo e ele contou-me isso como se eu soubesse. E a partir dai, em 87 assino com a Valentim de Carvalho e depois gravo o meu primeiro disco em 88 e pronto, depois as coisas começaram a acontecer naturalmente, não é?! O mundo do fado era muito mais pequeno do que é agora e eu era o jovem do fado. Não havia mais ninguém a cantar. Havia o Camané, que na altura o Camané já tinha feito muita coisa mas a nível nacional ainda não era conhecido, mas era o Camané que andava ai a cantar e eu. Havia muito pouca gente nova a cantar nessa altura.

 

 

Ao invés de agora que existe uma vasta nova geração que dura pelo menos há 20 anos.

Que?

 

 

Que dura pelo menos há 20 anos esta suposta nova geração.

Sim. Já. Que eu considero a geração ali do ano 2000. Todas estas vozes muito conhecidas e que estão em alta começaram curiosamente a partir dali do ano 2000. A Amália morre em 99 e no ano 2000 começam a aparecer a Mariza, começa a aparecer a Kátia Guerreiro, começam a aparecer todas essas vozes, tirando o Camané que já cá andava.

 

 

 

Sente que ao longo destes 30 anos de percurso o fado ganhou maior relevância e perdeu qualidade? Ou ganhou qualidade?

Eu não vou por aí. Eu acho que há fases e muito se fala e eu of the record tenho algumas opiniões que não as exponho em público pois acho que não devo fazer. Acima de tudo, o que deve prevalecer aqui é que o fado continua em alta e nunca nos podemos esquecer das associações…como é que se diz? As associações de fado que há por esse país fora que nunca deixaram o fado morrer nas piores fases, no pós 25 de Abril, nos anos 80, também o fado esteve pelas ruas da amargura. Portanto isto é uma coisa cíclica e portanto o fado às vezes está mais na moda, ainda bem. Agora está. Obviamente que há muita gente que vai…porque depois isto de gostar de fado… Estar no fado é uma coisa, gostar de fado é outra, que não é fácil gostar de fado. Eu próprio digo. Não é uma música que se goste à primeira. É uma coisa que se tem que viver, tem que se conversar com os mais velhos, ouvir muitas histórias. Infelizmente os mais velhos estão a desaparecer e por isso há que ir beber aos que ainda cá estão. Beber as histórias. Aquelas pessoas como a Celeste Rodrigues ou o Rodrigo, que fazem a ponte para um Filipe Pinto ou para um Alfredo Marceneiro, que com eles conviveram e portanto, saber as histórias dos grandes guitarristas: Jaime Santos, José Nunes, Raúl Nery, por ai fora. É muito importante. Para se gostar de fado. Para se viver o fado, vive-lo de uma forma intensa ouvindo as histórias, sabendo porque é que cá andamos, não é?!…Obviamente que depois há muita gente que vai naturalmente…pronto. O fado agora está em alta, e por um lado ainda bem. Eu lembro-me quando comecei a cantar não havia amigo nenhum meu que viesse comigo aos fados. Eu ia sozinho para os fados. Agora há grupos de rapaziada nova que vão aos fados. É mais divertido. Agora, quem depois cá fica?…Isso logo se vê. Mas agora que o fado ganhou…da quantidade extrai-se a qualidade e o gosto por… E daqui a uns anos…o fado tem estas linhas, as vezes para cima e às vezes para baixo. Como os interruptores. E por isso quando estiver mais em baixo as pessoas que realmente não são deste mundo, estão agora porque o fado está na moda, sairão naturalmente e os outros ficarão. Agora o fado continua. Ainda bem que houve este oxigénio, que já dura a alguns anos, desde 2011, se não estou em erro. Mas antes disso o fado já estava muito bem, Graças a Deus. O fado é património da humanidade muito antes de 2011. A Amália é que dá o pontapé de saída e quando começa a levar o fado (…) o Francisco José no Brasil mas essencialmente a Amália, e depois todos nós fomos atrás e andámos pelos quatro cantos do mundo e o fado realmente é património da humanidade muito antes de ser assinado o documento, é bom que se lhe diga isso.

 

 

 

Ao longo deste percurso de 30 anos em algum momento pensou em ir para outro género que não o fado?

Eu gosto e ouço muita música, curiosamente no carro ou em casa é muito raro ouvir fado. Eu sempre ouvi a minha música: pop, rock, country, música brasileira. Gosto de ouvir jazz. Gosto de ouvir todo o estilo de musica que considere boa e que me crie emoções. Gosto imenso de cantar outros géneros musicais, pego na minha viola e…portanto, gravei um disco em  2010 só com temas do Roberto Carlos. Eu estou sempre em contra ciclo. Quando estava mesmo na moda o fado muito tradicional eu gravei um disco, eu disse logo que não era um disco de fado, era um disco com músicas do Roberto Carlos do meu tempo acompanhado pelas guitarras (guitarra portuguesa, viola e viola baixo) e que me deu imenso gozo fazer mas pronto, foi uma coisa momentânea. Foi…naquele momento apeteceu-me fazer isso. Fiz na Tunísia um espectáculo de fusão com uma cantora árabe. Acho imensa graça que essas coisas aconteçam porque o fado é do mundo e gosto de fazer novas experiências, claro que sim.

 

 

 

Não o choca ver artistas estrangeiros a cantar fado?

Não. Já existiu uma japonesa. Em 1986 fiz um programa que era o “Piano Bar” da Simone de Oliveira e lembro-me perfeitamente que nessa tarde os dois convidados era eu e uma japonesa que vivia no Japão e que estava a fazer grande sucesso já em 86, à 31 anos, a cantar fado. Não me choca nada! Porque é que me há de chocar? Depois eu posso ter as minhas opiniões se gosto mais ou se gosto menos mas isso fica para mim. Eu só gosto de dizer bem…em público. Depois, em privado tenho outros feitios.

 

 

 

Falando de coisas boas. 30 anos. O que está a ser preparado para comemorar os 30 anos de carreira?

Eu neste momento estou bastante animado porque não estou a trabalhar sozinho. Estou a trabalhar com duas encantadoras pessoas, a Vanda Salgueiro e a Cátia que me estão a ajudar. Um Homem precisa sempre do bom gosto de duas senhoras para poder arrumar a casa e neste caso…eu estava há uns tempos sozinho… e acerta-se um tiro e não se acerta dez e agora estou realmente empolgado e há uma data para festejar que são os 30 anos. Os meus 50 anos de vida, que dou graças a Deus por ter chegado até aqui e ter pela frente um projecto que é este espectáculo dos 30 anos que no fundo…Eu gosto de ir para palco contar histórias e gosto que o espectáculo tenha um fio condutor. Não gosto de ir para palco debitar fado. Gosto de chegar lá e que as pessoas percebam o que é, e quando se está a festejar 30 anos de fado há muita história para contar, há muita fotografia para projectar. É esse o conceito que eu juntamente com a Vanda e com a Cátia estamos a desenhar e já comecei em Novembro passado, há quase um ano, comecei os festejos no Teatro da Trindade num espectáculo intimista, a contar histórias, projecção de fotografias e é isso que vamos continuar a fazer neste próximo ano.

 

 

 

Em 30 anos há muitos capítulos para contar?

Então não há?!…Claro que tem que ser tudo resumido numa hora e meia de espectáculo. E é uma das coisas que eu sempre tive o pânico, que é ir massacrar as pessoas para palco e portanto tenho sempre esse cuidado. O espectáculo tem que viver ali vários momentos: mais altos, mais intimistas, mais alegres, pegar numa viola e cantar uma musica que não um fado, instrumentais, sei lá… O fado quando vai para palco tem que ter ritmo, tem que ter som, tem que ter luzes. Tem que ser um espectáculo onde não hajam paragens, ok? Uma coisa é eu estar a cantar numa Casa de Fados e outra coisa é eu estar em palco e quando se está em palco eu concebo um espectáculo com muito ritmo, com muito som e não me desviando do fado.

 

 

 

Qual é o capitulo mais difícil destes 30 anos? Apesar de só gostar de falar de coisas boas, teve certamente capítulos menos bons.

Claro que sim. Gosto mais de falar do pós menos bom, que é ter tido a força interior para ultrapassá-los. Essa é a parte fundamental porque se não há força interior, muitas vezes sozinho, desiludido, às vezes triste, porque não?!…

 

 

 

Revoltado?

Não. Revolta não. Revolta é um sentimento que eu…não gosto. Não gosto em nada. Triste, às vezes acontece. Gosto mais de falar do pós que é como é que eu saí daí. Tive força necessária suficiente, força de vontade para continuar em frente e feliz.  A história da minha vida mostra que eu estive bem a ter essa atitude e não…aquela coisa do coitadinho acho péssimo! Atrai…atrai. ‘Ai que não tenho espectáculos! Ai que não sei quê…ai que não sei que mais’. Não! Acontece em todos os planos da sociedade, acontece momentos melhores e momentos piores e num artista é a mesma coisa. Não vamos entrar em demagogias. Muitas coisas aconteceram mal também por minha culpa, porque eu geri mal a minha carreira naquele momento, naquela…ou porque pura e simplesmente não tinha ninguém que me ajudasse e eu também não tinha competência para chegar lá e portanto fiz muitas asneiras que também contribuíram para que houvesse piores resultados, portanto tudo se conjugou. O importante é que continuemos a caminhar para a frente e força de vontade e saber engolir alguns sapos na vida que não faz mal a ninguém.

 

 

 

É muito autocritico para consigo?

Sou. Às vezes mando-me um bocadinho abaixo demais. Agora não, agora com a companhia que eu tenho tido estou muito mais confiante em mim próprio mas às vezes não é fácil. Às vezes sou tão crítico…estava tão habituado a ter o meu pai ao meu lado e conversávamos muito sobre fado e sobre si que é que eu tinha feito e tinha sempre uma palavra. O meu pai era sempre bastante crítico relativamente a mim, sempre foi. O que eu agradeço. Critico positivo. Não era de deitar abaixo. Mas, pronto, o meu pai há não esta cá e portanto eu tomo as dores dele.

 

 

 

É quase como dar seguimento a uma geração?

Desde que eu comecei a cantar é dar seguimento, no fundo, ao que o meu pai fez toda a vida, o que a minha tia avó Maria Teresa de Noronha fez, o meu tio bisavô João Carmo de Noronha fez, mas não é por isso. Não é por eu ser filho de quem sou. Costumo dizer que se fosse filho do Eusébio se calhar era jogador de futebol mas do Sporting. Mas pronto, ou seja, sou o sexto filho. Os meus irmãos, tirando um que depois começou a cantar mais tarde, todas cantam mas outras coisas, não fado. Não necessariamente ser filho de quem sou teria que cantar fado. Os meus filhos…tenho três filhos fantásticos mas nenhum deu para o fado. Que sejam felizes.

 

 

 

Isso deixa-lhe alguma tristeza ou não?

Não. Fiz o que devia ter feito. O meu filho mais velho teve vontade quando tinha 8 anos, 9, queria aprender guitarra portuguesa. Fui com ele para o Conservatório, durante três anos ali três vezes por semana a apanhar grandes secas a espera dele debaixo de chuva, Bairro Alto, nada fácil, mas houve uma altura que mudaram de professor e depois aquilo complicou-se. A afinação já não era a mesma e ele desistiu. Obviamente que gostava imenso que um filho meu tocasse guitarra portuguesa mas, enfim, fico muito contente também com os resultados que eles têm tido no râguebi, no surf e nas aulas. Nenhum chumbou. Isso é muito bom.

 

 

 

30 anos. Está a ser preparado um grande espectáculo. Já está a trabalhar com a sua equipa de management. Vai haver digressão ou vai ser resumo do tudo num único espectáculo numa grande sala?

Neste momento estamos a começar a trabalhar…A fazer uma continuação deste projecto. Portanto a ideia é digressão, a ideia é haver muitos espectáculos mas para isso é preciso um trabalho de fundo, coisa que eu só estou com a VS Management, é assim que se chama, há coisa de 2/3 meses e portanto ainda falta muito trabalho para que as coisas…eu não tenho…foi logo o que eu disse à Vanda e à Cátia, eu não tenho muita pressa. Eu quero é que as coisas se façam bem, devagar, e depois os resultados aparecem e eu acredito e isso aqui…é muito raro eu dizer uma coisa destas mas eu acredito que tenho valor, muitas vezes senti-me completamente fora do fado, já ninguém me quer e não sei quê. Não é bem assim. Às vezes estamos com piores resultados e não sei quê e não sei que mais mas eu acredito que quando estou em palco… as pessoas na rua me perguntam ‘quando é que faz mais espectáculos? Quando é que aparece mais?’. Isso acontece-me quase todos os dias e por isso, para dar respostas a essas pessoas e também para dar resposta ao meu anseio de voltar aos palcos como sempre andei, é preciso algum trabalho, é preciso alguma disciplina. Cá estamos nós para trabalhar e os resultados vão aparecer, aliás, já estão a começar a aparecer, já há algumas coisas marcadas e a ideia é 30,35,40 anos e por ai fora.

 

 

Essa tranquilidade que transmite no discurso e no pensamento pode ser traduzida por um respeito enorme pelo público, por uma necessidade que tem de chegara num palco e apresentar um grande espectáculo e não apenas chegar lá e  ‘estes são os 30 anos de carreira e vim aqui tocar para vocês’…

O público é realmente crucial. Sem público não existe nada. Cantávamos para as paredes, o que era bastante desagradável. O público é que tem aguentado, sempre aguentado, no bom sentido é que nos tem ouvido, é que nos tem compreendido. Marcam presença quando nós vamos cantar. Sem ele nada existia. Por isso o respeito pelo público é uma coisa crucial. Nunca mais me esqueço de uma conversa, de um daqueles desabafos que tinha com o meu pai, numa altura menos boa, e eu dizia ‘Ó pai, estou um bocadinho farto disto e tal e coiso’. O meu pai dizia com a sua calma e serenidade ‘Ó filho, eu nunca tive um disco numa montra, nunca tive um disco de prata ou ouro mas cá ando. O que é preciso é ter muito respeito pelo público e realmente assim o público respeita-nos a nós’. E é um facto. Eu via o meu pai a entrar em palco e as pessoas rendiam-se à sua simplicidade, à sua humildade, mas até aos 88 anos foi sempre muito respeitado e é esse o caminho que eu quero seguir. Não me deslumbra, e como deve calcular depois de 30 e tal anos a cantar não me deslumbra certas coisas. Há certas coisas que não me deslumbram. Os grandes picos. O importante é ter uma coisa séria, verdadeira, sustentada. Subir cada degrau. Os degraus da fama são degraus de um vidro muito fino, quase cristalino. Os degraus da fama, nós pisamo-los e partem-se com muita facilidade e depois cai-se. Eu procuro outro tipo de degrau, o degrau do respeito e da notoriedade. E depois há um degrau que ainda não se cheguei ao primeiro, esse da notoriedade acho que já subi alguns, devagarinho, e há um degrau da santidade e esse ainda não consegui chegar ao primeiro mas pronto, talvez um dia, sei lá.

 

 

 

Amanhã publicaremos a segunda parte da entrevista com José da Câmara, abordando uma componente mais pessoal.

 

 

Fotografia: D.R

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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