José Manuel Neto sobre ser uma referência na guitarra portuguesa: “Estou a trabalhar afincadamente nesse sentido, pelo menos para dar o meu contributo à Guitarra Portuguesa”

“Tons de Lisboa” é o primeiro disco de José Manuel Neto e também o primeiro a ser editado pelo Museu do Fado através da sua novel editora. José Manuel Neto é um dos mais brilhantes guitarristas (de guitarra portuguesa) portugueses e em entrevista ao Infocul fala um pouco dos seus ídolos, do seu percurso, do disco e do fado.

A ideia de fazer um disco “comecei a pensar há muitos anos . Há muito tempo que sinto esta necessidade, mas devido a uma série de factores, só agora foi possível realizar” começa por nos dizer.

 

 

A reflexão sobre os temas a integrar no disco foi feita ao longo de algum tempo, em que  fui apurando e filtrando para tentar encontrar um resultado final interessante. A selecção foi sendo feita também em conjunto com as pessoas que me ajudaram em estúdio e assim fui construindo o produto final” do qual resulta “Tons de Lisboa, revela-nos.

 

Há cerca de 1 ano , uma feliz coincidência entre mim e o  Museu” diz-nos sobre a altura em que recebeu o convite por parte do Museu do Fado para editar o seu disco, sentindo-se “extremamente honrado e feliz” por ser o primeiro artista em Portugal a ter um disco editado pelo Museu do Fado.

 

 

Neste seu primeiro trabalho discográfico contou com um elenco de convidados de luxo, como  Mariza, Camané, Carlos do Carmo, Aldina Duarte, Joel Pina, Pedro Joia , Vicky Marques, Tiago Machado, Frederico Gato ,Ricardo Neto, Carlos Manuel Proença e Didi (Daniel Pinto).

 

 

No repertório do disco lamenta a ausência de “uma composição minha” mas que “ficará para o próximo trabalho”.

 

 

José Manuel Neto que tem como referências “o Armandinho, Carvalhinho, Manuel Mendes e José Nunes” revela-nos que “estou a trabalhar afincadamente nesse sentido, pelo menos para dar o meu contributo à Guitarra Portuguesa “ quando questionado sobre o facto de ele actualmente ser também uma referência na guitarra portuguesa.

 

 

Estamos numa altura de descoberta, caminhos, como sempre aconteceu ao logo do tempo com o fado” diz-nos sobre o actual momento do fado, deixando contudo o desejo que “esta quantidade se venha a traduzir em qualidade

 

 

A nível de espectáculos para apresentar o disco diz-nos que “já temos alguns agendados e muitos outros confirmados em breve” sendo que até lá quem adquiri o “Tons de Lisboa” pode encontrar “a minha musica e a minha expressão como guitarrista e a forma como sinto os temas que proponho. Espero que gostem”.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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