Julio Resende02

 

O Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém acolheu na noite chuvosa de sexta-feira mais um concerto inserido no cinclo Há Fado no Cais, desta vez a cargo de Júlio Resende.

 

 

O pianista apresentou o disco dedicado ao repertório de Amália Rodrigues, mas o maior destaque deste espectáculo foi o constante improviso de Júlio Resende ao piano e uma viagem por outras sonoridades que não apenas o fado.

 

 

O seu talento é reconhecido, tem uma sensibilidade única e atinge momentos geniais, mas peca por improvisar e prolongar demasiado os momentos musicais, tornando o seu espectáculo cansativo.

 

 

A sua relação com o piano é única, por vários momentos tornam-se num só. Júlio dá a sensação em vários momentos que entra num mundo só seu talvez por isso, imperceptível para quem assiste.

 

 

No espectáculo de ontem, temas como “Vou dar de beber à dor”, “Gaivota”, “Foi Deus”, ou o poderoso e arrepiante “Medo” com a voz de Amália Rodrigues foram sendo intercalados com temas de Zeca Afonso, Chico Buarque ou até do cancioneiro tradicional dos Açores.

 

 

A arte não tem que ser entendida nem apreciada da mesma forma. Júlio Resende admitiu que lhe “dá gozo” a forma como trabalha e apresenta os temas ao público, contudo num espectáculo é conveniente que haja dinâmica e ontem isso não aconteceu, pese embora, o público tenha aplaudido todos os temas interpretados pelo pianista e o tenha obrigado a encore.

 

Nota: Fotografia de Arquivo

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