O FMM Sines-Festival Músicas do Mundo 2016, que se realiza entre 22 e 30 de Julho em Sines e Porto Covo, vai acolher o primeiro espectáculo em Portugal do projeto Konono n.º 1 meets Batida.

A presença no festival de Konono n.º 1, o grupo lendário da música da República Democrática do Congo, já estava confirmada. Podemos agora anunciar que o concerto terá a participação do artista luso-angolano Pedro Coquenão, mais conhecido como Batida, recriando-se desta forma em palco o disco Konono n.º 1 meets Batida, lançado em abril.

 

 

Este disco, gravado em Lisboa e produzido por Pedro Coquenão e Vincent Kenis, assenta no parentesco entre as estéticas dos dois projectos. Embora com a sua base em Kinshasa, Konono n.º 1 tem origens na etnia Bakongo, que vive na região de fronteira entre a República Democrática do Congo e Angola. Daí derivam as semelhanças entre o som de Konono e expressões da música angolana em que Batida busca inspiração. 

 

 

Konono n.º 1 tornaram-se um dos grupos favoritos dos artistas e do público da música indie e da música eletrónica quando lançaram o seu primeiro álbum da série Congotronics em 2004. Já tocaram em alguns dos maiores festivais de rock do mundo, ganharam um Grammy e colaboraram com alguns dos melhores músicos europeus e norte-americanos. O grupo foi fundado nos anos 60, pela mão de Mingiedi Mawangu, falecido em 2015. O seu filho Augustin lidera a banda actualmente.

 

 

Batida é o nome com que Pedro Coquenão assina o que faz. Produtor de música, rádio e documentário, nasceu em Angola e foi criado em Lisboa. Este nome artístico foi inspirado no espírito das compilações piratas que circulam nas ruas de Luanda. Lançados pela editora britânica Soundway Records, os seus dois álbuns foram muito bem-recebidos pela crítica e por artistas de todo o mundo.

 

 

O FMM Sines é um festival aberto a todas as músicas: de raiz tradicional, urbanas, alternativas, experimentais, de cruzamento. Mais do que um festival de “world music”, é um festival que procura as músicas do mundo reais como são feitas e vividas no nosso tempo: músicas miscigenadas, marcadas pelos contactos entre artistas de origens geográficas e culturais diferentes, devedoras dos movimentos de ideias e pessoas que definem a contemporaneidade. O principal objetivo é transcender a perspectiva etnocêntrica que domina a oferta “mainstream” e promover a liberdade e a igualdade na circulação artística.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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