O norte-americano Kyle Eastwood irá actuar em diversas localidades portuguesas, com o Misty Fest, apresentando o seu novo álbum de estúdio “Cinematic”, que fora lançado dia 8 de Novembro. Na entrevista concedida ao Infocul.pt, o cantor falou sobre os seus dois maiores amores: a música e o cinema. 

 

Kyle Eastwood actuará em Coimbra no Convento de São Francisco (15 de Novembro), Auditório de Espinho (16 de Novembro), na Casa da Música, no Porto (17 de Novembro) e no Casino Estoril (18 de Novembro).

 

Qual foi o processo usado para a escolha das músicas no seu novo álbum Cinematic? 

Há alguns factores que usei para escolher as músicas, partes de músicas dos meus compositores preferidos, em particular compositores de filmes. Isso foi a primeira coisa. A segunda foi que tive que escolher partes que se conseguissem adaptar à minha banda. Também queria escolher alguns temas que fossem conhecidos pelas pessoas, que fossem reconhecidos de maneira imediata. E também alguns que eu gosto que são menos conhecidos. 

Que características é que um filme tem que possuir para ser um dos seus preferidos? 

O filme obviamente tem que ser bom, tem que ser forte e ter uma boa história e bons actores e um bom director, é uma das partes mais importantes. E ficam sempre melhores com música que seja original, e que adicione apoio emocional, ajuda muito com a atmosfera do filme. 

Algumas das músicas do álbum são também da sua escrita. Como é que se inspira para criar essas músicas? 

Primeiro vejo sempre o filme completo, e depois revejo cenas em particular que acho que devem ter música. Geralmente meto-as num DVD e vejo as cenas em casa, enquanto estou no piano a tentar escrever alguma coisa que lhes fique bem.  Mas isso é muito diferente do que fazer jazz, aí tenho muita mais liberdade. 

Já que refere o Jazz, porque é que escolheu primeiramente esse estilo musical ? 

Eu cresci a ouvir muita música em casa e os meus pais eram grandes fãs de Jazz. Mas também cresci a ouvir todo o tipo de músicas. Nasci nos anos 70 e 80, portanto gosto muito de Soul, R&B, Funk. Todas estas coisas têm influenciado a minha música, mas Jazz foi o primeiro amor. 

Na sua opinião, quais são as principais diferenças entre o seu primeiro projecto e que saiu no passado dia 8 de Novembro? 

É uma boa pergunta. Eu espero ter crescido como músico, porque já se passaram tanto anos. Fiz o meu primeiro disco em 1998, e espero ter crescido como artista e definitivamente cresci como compositor. E espero continuar a crescer. A música é um processo em crescimento contínuo, e toca-se e aprende-se com pessoas diferentes, e espero que nunca fique aborrecido. 

Quais são as vantagens de ter uma banda a acompanhá-lo ao longo dos anos? 

Para mim sempre foi importante desenvolver uma banda, até porque os meus álbuns preferidos são feitos por grupos de artistas, que estavam juntos durante um período de tempo e criaram um diálogo musical juntos. Isso para mim é a coisa mais importante, até porque o Jazz envolve muita improvisação. Quando começamos a conhecer as pessoas muito bem, é quase como se estivéssemos a ter uma conversa. 

 

Comparando os Estados Unidos à Europa, quais são as maiores diferenças entre a reacção do público ao Jazz?

As audiências podem ser boas em ambos os locais, acho que são especialmente boas na Europa. Eu acho que o Jazz é mais apreciado na Europa do que nos Estados Unidos. Há boas cidades para o Jazz nos Estados Unidos, como Nova Iorque, Chicago, Detroit. Mas acho que na Europa, especialmente em Portugal, Espanha, França, Reino Unido há bons públicos para Jazz. 

O que mudou desde a última vez que esteve em Portugal? 

Já cá estive antes como turista, talvez há 6 ou 7 anos atrás, e já tinha tocado no Porto e em regiões próximas algumas vezes, portanto conheço melhor a zona Norte. Mas Lisboa parece ser mais mexida, e é bom ver isso. Desejava poder ficar cá mais tempo para ver a cidade. 

O que é que o público português pode esperar dos seus espectáculos? 

Vamos tocar várias músicas do novo álbum Cinematic, e talvez alguns temas dos meus outros álbuns. É uma banda muito boa e são todos músicos jovens, e todos temos uma boa energia, e temos tocado juntos já durante algum tempo. 

Tem alguma mensagem que gostaria de deixar aos nossos leitores? 

Estou muito feliz e desejoso de cá voltar para tocar, esta vai ser a minha primeira vez a tocar alguns concertos pelo país. É também estou muito desejoso de poder ver mais do país e conhecer as pessoas, e de ter a chance de cá estar mais vezes.

Mariana Nave

Em Fevereiro de 2019, começou a trabalhar com o projecto Infocul.pt, sendo este também o primeiro projecto com que colabora. Apesar de ainda não ter um longo percurso, continua a trabalhar sempre com o objectivo de melhorar as suas capacidades no ramo da comunicação social.

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