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A Praça Duque do Saldanha está diferente e para celebrar a conclusão das obras que oferecem mais espaço de lazer e menos trânsito, a Câmara Municipal de Lisboa preparou um dia com muitas actividades e que teve na actuação de Raquel Tavares o seu momento alto. 

 

Depois de ter actuado no primeiro dia do ano na Praça do Comércio, Raquel Tavares voltou a cantar na cidade que adoptou com sua. Perante uma multidão inicialmente fria (o sol escondia-se atrás do Monumental e o frio impunha-se), Raquel Tavares, conseguiu com inteligência e um repertório dedicado a Lisboa, aquecer o público.

 

Com “Sombras da Madrugada” abriu o espectáculo e aqueceu logo a sua e a voz do público. “Obrigada. Boa tarde Lisboa. Até fiquei com calor…” foram as primeiras palavras dirigidas a uma plateia que ouviu ainda a fadista dizer que “pode haver quem goste tanto de Lisboa como eu, mas mais não há” antes de acrescentar que “quando a cidade fica mais bonita, eu fico mais vaidosa ao falar dela”.

 

Explicou ao público que para hoje tinha preparado um alinhamento dedicado a Lisboa, embora também fosse cantar temas do seu mais recente disco, “Raquel”.

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“Gostar de quem gosta de nós” e “Rapaz da Camisola Verde” anteciparam uma viagem pelo fado menor com letra dedicada a Lisboa e cantado por Beatriz da Conceição, uma das grandes referências para Raquel Tavares.

 

Relembrou Fernando Mauricio com “Ardinita”. Numa excelente interacção com o público, cantou “Fui ao Baile”, no qual colocou dois senhores ali presentes como personagens da história que é contada neste tema. Raquel sabe como agarrar o público, é genuína em palco e a verdade do seu fado é arrebatadora. Oito anos sem gravar um disco permitiram-lhe uma aprendizagem que lhe dão agora em palco uma panóplia de opções na forma como utiliza a sua voz e compõe os alinhamentos para os espectáculos. O fado é a sua raiz mas Raquel Tavares pode cantar o que mais lhe aprouver porque a verdade do seu canto fará de si uma das maiores referências da música portuguesa dentro de alguns anos.

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“Meu amor de longe” foi cantado e dançado por muitos dos que assistiam ao concerto de Raquel Tavares que terminou com marchas dedicadas a Lisboa. A fadista foi acompanhada em palco por quatro músicos de excelência: André Dias na guitarra portuguesa, Bernardo Viana na viola de fado, Yami Aloelela no baixo e Fred Ferreira na bateria e percussão.

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Além do concerto da fadista a autarquia lisboeta proporcionou diversas actividades aos lisboetas e a todos os que decidiram neste domingo, apreciar o novo “eixo central” que traz mais espaço verde e de lazer à cidade. Street Food, animação de rua, artesanato, eventos desportivos e Tai Chi e uma aula de zumba preencheram o espaço entre as Picoas e a Avenida da República ao longo do dia.

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Para a noite está reservada a inauguração de um monumento de homenagem ao “Senhor do Adeus”. João Manuel Serra era conhecido por dizer adeus entre a zona das Picoas e do Saldanha, a quem ali passava. Ninguém lhe ficava indiferente. Tornou-se um dos símbolos da cidade. Faleceu em 2010 com 80 anos. A escultura que lhe presta homenagem é da autoria do escultor José Aurélio.

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Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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