“Luanda como Ela era”: O novo livro de Rita Garcia

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Rita Garcia é licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa e é a autora da obra “Luanda Como Ela Era”. Durante 288 páginas e contado os últimos anos do colonialismo português em Luanda, uma cidade irresistível. Um livro que retrata as palavras daqueles que lá viviam, os cinemas onde todos queriam ir e os espectáculos mais badalados nos últimos anos do colonialismo português.

 

 

Em “Luanda Como Ela Era” é feito um roteiro completo sobre os cantos e recantos, locais e paladares de uma necessidade que teve de responder ao esforço da Guerra Colonial e foi influênciada pela cultura anglo-saxónica que chegava da África do Sul e inundaram a capital da Província de uma modernidade que estava sempre ao virar da esquina.

 

 

Em Luanda, havia biquínis, mini-saias e roupas coloridas, a vida corria ao som de sambas e rebitas, e os dias de trabalho árduo morriam em serões suaves ao som da rádio ou em casa de amigos em farras sem data marcada.

 

 

No tempo em que as meninas usavam bata nos Liceus e os caloiros do Salvador Correia deixavam rapar a careca no primeiro dia de aulas, a cidade deliciava-se com muambas, paracuca, baleizões e pés-de-moleque comprados a vendedores ambulantes.

 

 

Aos Sábados, a Baixa agitava-se junto à montra da boutique Mariarmanda para ver os novos modelos que a melhor costureira da cidade tinha para mostrar.

 

 

E aos domingos, Luanda encontrava-se em peso nas praias da Ilha ou do Mussulo para um dia de descanso e convívio junto ao mar. Quando o calor apertava, havia sempre uma Cuca ou uma Coca-Cola, a bebida proibida na Metrópole que fez furor em Angola desde os anos 60.

 

 

O livro custa 21,90€.

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