Luís de Matos: “Gosto de evoluir, superar-me e empurrar os limites que se me apresentam, na busca constante do instante memorável e extraordinário”

Impossível ao Vivo’ está de regresso e Lisboa, Coimbra e Faro receberão Luís de Matos e os seus convidados durante os meses de Dezembro e Janeiro.

O mágico português concedeu uma entrevista ao Infocul na qual abordou o novo espectáculo e o seu percurso.

Luís de Matos, depois do sucesso em 2018 com 24 mil espectadores a assistir, regressa com ‘Impossível ao Vivo’ no Teatro Tivoli BBVA, Convento de São Francisco e Teatro das Figuras.

Em palco estará acompanhado por Joana Almeida, Momentum Crew, Halim An, James More, Raymond Crowe e Topas.

 

O que está a ser preparado para este ‘Impossível ao Vivo’?

O espírito com que criámos o “Impossível Ao Vivo” reforça-se com a vontade que toda a equipa tem de superar tudo quanto apresentámos em 2018. A resposta do público foi surpreendente e não podíamos ter ficado mais felizes com a adesão e a resposta à nossa proposta. 24.000 espectadores esgotaram todas as sessões que tiveram lugar no Teatro Tivoli BBVA. Temos a esperança de que voltem e queremos estar preparados para surpreender ainda mais… [sorri]

Depois do sucesso do ano passado, o que muda este ano – além dos convidados?

Mudam os ingredientes, mudará o resultado final. O elenco é extraordinário e temos trabalhado afincadamente para que individualmente e em grupo possamos superar tudo quanto até hoje levámos à cena.

A escolha dos convidados foi pensada por algum critério específico?

A qualidade, a diversidade e a complementaridade de estilos está na base de todas as escolhas. De entre o que de melhor se faz no mundo, em termos de magia contemporânea, com estilos bem definidos e distintos entre si, fará parte da temporada 2019/2020 do “Impossível Ao Vivo”!

Qual é o truque para fazer magia com verdade?

A verdadeira magia acontece quando os espectadores nos confiam a sua capacidade de sonhar e permitem que estimulemos os seus sentidos fazendo com que vivam o “impossível”. Aquilo a que irão assistir não acontece de verdade, porém, todos os sentidos, e a forma como percepcionam o que lhes apresentamos, levam a experimentar o maravilhoso a supostamente acontecer de verdade.

Dizermos que Luís de Matos é o maior mágico nacional é um facto, uma opinião ou uma ilusão?

É só uma especulação sensacionalista… [sorri]

Eu só quero ser melhor do que fui ontem. Gosto de evoluir, superar-me e empurrar os limites que se me apresentam, na busca constante do instante memorável e extraordinário. É uma busca que não se extingue com qualquer conquista. É uma busca que se torna só mais ambiciosa e difícil de superar.

Qual é o legado que está a criar e deixará à cultura em Portugal?

Gosto de pensar que, a minha equipa e eu, deixaremos a magia num patamar diferente daquele em que a encontrámos. Depois de termos tido os nossos espectáculos a serem programados num Teatro Nacional, Inaugurado um Estádio de Futebol, criado Festivais Internacionais que perduram há mais de 20 anos, ter colocado, ao longo de décadas, a arte mágica no prime time da estação pública, ter actuado, ao vivo e em televisão, em mais de 40 países, acho que, de algum modo, temos contribuído para o elevar da arte.

Os seus espectáculos contam sempre com a participação activa do público. Presumo que mantenha essa interacção neste…

Sempre! A quarta parede não existe nos nossos espectáculos. A comunicação é uma constante e o apelo a todos os sentidos uma permanente realidade. Sem barreiras, com participação e absoluta interactividade.

O Luís é também um consumidor de Arte. O que diria o homem ao mágico?

Pedir-lhe-ia que jamais deixasse de tentar ir mais longe… [sorri]

Qual a reacção mais peculiar ou caricata que recebeu de um espectador a um espectáculo seu?

No final de todos os meus espectáculos passo sempre algum tempo com os espectadores que gostam de reforçar a experiência com uma selfie, um autógrafo ou com uma simples troca de palavras. Nessas ocasiões sou confidente das mais extraordinárias histórias, desde a pessoa que até àquele dia “detestava magia” ou a menina que me pede para fazer aparecer um peixinho para levar ao irmão que está doente em casa. Seria muito difícil escolher uma única situação…

Quais os projectos que está a preparar para 2020, depois deste ‘Impossível ao Vivo’?

O “Impossível Ao Vivo” estende-se por Janeiro de 2020, com a primeira semana do ano a acontecer no Teatro Tivoli BBVA, a seguinte no Convento São Francisco, em Coimbra, e a terceira no Teatro das Figuras, em Faro. Ainda em Janeiro, daremos início à digressão internacional com o espectáculo The Illusionists que, pelo oitavo ano consecutivo, nos mantém fora de Portugal por um período médio de 8 meses por ano.

Em Fevereiro estrearemos em Praga, seguindo para Bucareste, Atenas, Minsk, Kiev, Istambul, Paris, Budapest e Amsterdão, entre outras cidades ainda em fase final de agendamento.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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