Luís Garcia revela que “Artes à Rua este ano cresceu em tudo”

 

 

O Festival Artes à Rua aproxima-se do término da sua segunda edição e o Infocul entrevistou o programador e director artístico do certame, de modo a fazer um balanço de um festival que agrega em si várias áreas de expressão artística e cultural.

 

 

No passado domingo, 2 de Setembro, Luís Garcia começou por dizer que “sem grande rigor, o Artes à Rua este ano cresceu em tudo, cresceu em lugares onde aconteceu, cumprindo aquela função que nós definimos desde inicio que era no fundo devolver espaço público à cidade, devolver espaço público às pessoas, devolver lugares de património às pessoas, criando narrativas a partir da inclusão do objecto artístico em lugares onde não se pára”, antes de referir que “o objectivo do festival é levar o objecto artístico, sem nenhum tipo de limite”, ou melhor, “o limite é a qualidade”.

 

 

Quando questionado se este festival podia desempenhar uma função de dínamo no turismo cultural, esclareceu que “não fazemos o festival para os turistas. Évora está a ter um fluxo turístico enorme, temos cerca de 3 mil camas e temos um número imenso de dormidas por ano, já passou o meio milhão de dormidas por ano, numa cidade com 30 e tal mil habitantes, mas não fazemos isto para os turistas, sabemos que como consequência isto interessa muito a quem nos visita. O turismo para nós traz-nos cosmopolitismo e é muito importante esta relação entre quem nos visita e quem cá está”.

 

 

Aprofundando um pouco mais a componente da programação, diz-nos que “gosto de ter cá os criadores locais”, embora no Artes À Rua “haja espaço para todos”. Quando questionado sobre o orçamento do evento disse que “é significativo, há uma grande parte que é investida em criadores locais”, sem contudo adiantar valores.    

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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