Luís Montez e o balanço do Santa Casa Alfama: “Um bonito festival”

Luís Montez, da Música no Coração, falou ao Infocul para fazer um balanço da 8ª edição do festival de fado que anualmente se realiza em Alfama, agora intitulado de ‘Santa Casa Alfama’.

Sobre os desafios para colocar este festival de pé, em tempos de pandemia, disse que “foi um Fado! Foi um fado composto por uma série de restrições. Logo à cabeça a lotação, depois foi convencer a freguesia…Um dos objectivos deste ano era dar trabalho a músicos, técnicos e toda a comunidade. Outro objectivo era manter o mesmo número de fadistas, 42, e depois como havia as limitações dos espaços fechados, tivemos de distribuir os que estavam nas colectividades (Boa União, Adicense e Magalhães Lima) pelos palcos em espaços ao ar livre. Para os artistas foi bom porque em vez de actuarem em espaços para 50 pessoas, actuaram para espaços com maior capacidade“, começou por dizer.

Acrescentou que “depois outra das dificuldades deste festival é gerir os músicos, têm de andar a correr de um lado para o outro para acompanhar os vários fadistas. Mas há sempre desafios. Mas como eu considero que este é o melhor festival de fado do mundo, com este cenário verdadeiro que é Alfama, não podíamos passar ao lado do centenário de Amália. Amália faz 100 anos este ano, não em 2021“.

Sobre o papel dos patrocinadores no festival, tendo em conta a menor receita de bilhética devido a limitação de lugares, disse que foi “crucial. Sem a Santa Casa era impossível. Claro que Ermelinda de Freitas, Tranquilidade, todos ajudaram, mas aqui a grande força veio da Santa Casa, que também desde início percebeu que não podíamos deixar de dar trabalho a esta gente e deixar de manter a chama e marca deste festival. Do ponto de vista da receita foi muito reduzida, para o trabalho que deu. Mas também para a minha equipa que teve todo o verão sem um único evento, foi importante voltar a trabalhar. E eu não estou nada arrependido de ter feito o festival, antes pelo contrário. Estamos a fazer um bonito festival e espero que para o ano tenha mais gente“.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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