Luís Represas e o espectáculo em Élvas: “Sei que estão a ser preparados momentos especiais mas eu próprio prefiro ser surpreendido”

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Luis Represas celebra 40 anos de canções a 22 de Abril com uma megaprodução no Coliseu Comendador Rondão de Almeida, em Elvas. Em entrevista ao Infocul fala sobre o espectáculo e também sobre o seu percurso artístico.

 

 

A celebrar quatro décadas de carreira, Luís Represas é um dos canta-autores mais acarinhados da música popular portuguesa e reconhecido pela composição de algumas das canções mais marcantes do imaginário de diferentes gerações.

 

 

Em termos de alinhamento, “pois aí é que está a dificuldade. E o desafio. Há que saber gerir o repertório tendo em conta o protagonismo das canções, aquelas que se adaptam melhor ao formato do espectáculo e, sobretudo, a eficácia do mesmo. Além disso há também que contar com os convidados e a forma como se vão integrar. É um desafio apaixonante”, começa por nos dizer sobre o que levará a palco em Elvas.

 

 

Com uma voz inconfundível, liderou um dos projectos mais icónicos da música portuguesa – Trovante – e assinou canções como Perdidamente, 125 Azul, Feiticeira e Da Próxima Vez pautando a sua carreira por cantar os poetas e a língua de Camões.

 

 

Em termos de produção, este espectáculo anuncia-se como o de maior produção realizado no Coliseu Rondão de Almeida.  Luís Represas, revela que “além do que está anunciado, e já não é pouco se tivermos em conta a Orquestra Ibérica, o Carlos do Carmo, a Cuca Roseta e o António Vitorino de Almeida, tudo o resto que acontecer também vai ser surpresa para mim. Sei que estão a ser preparados momentos especiais mas eu próprio prefiro ser surpreendido do que os saber de antemão e correr o risco de perder o enfoque no lado musical”.

 

 

Em pleno momento de celebração, Luís Represas surpreende-nos com a proposta de um espectáculo único onde os seus principais sucessos são apresentados com novos arranjos que contemplam as sonoridades Orquestrais cruzadas com o minimalismo puramente acústico de um piano e na perspectiva de como foram criadas.

 

Em termos de convidados, “seria impossível ter em cima do palco todos aqueles com quem me cruzei ao longo dos ano. Neste caso houve uma opção clara por “estreias”. O Carlos do Carmo é um amigo de há precisamente 40 anos e com quem nunca cantei. Parece impossível mas é verdade. O António Vitorino de Almeida é também um amigo de longa data mas com quem também nunca trabalhei. Com a Cuca Roseta aconteceu coincidirmos em vários momentos mas nunca partilhamos canções. É uma cantora muito versátil, da nova geração, que nos surpreende. E é disto que eu gosto”, acrescenta.

 

 Revela que classifica estes 40 anos, “fundamentalmente aprendizagem, formação, realização e felicidade. O privilégio de, até hoje, ter feito o que quis, com quem quis, como quis, onde quis, ou seja, ter dado os passos a que me propus. Para isso contei com quem comigo formou equipa, músicos, agente, técnicos, editoras, etc”.

 

 

Um percurso em os bons e maus momentos são avaliados da seguinte forma: “Os melhores foram todos. Os menos bons deixei para trás, aprendi com eles o que deu para aprender e reciclei o resto. Há que ser ecológico”.

 

 

Fui desafiado pelo Luís Zagalo que, depois de se ter esgotado com bastante antecedência o ultimo concerto em Elvas com a Orquestra, me propôs celebrar os 40 anos de música num concerto em espaço maior, no Coliseu, e que pudesse também envolver a Cidade de Elvas numa grande produção, apostando num claro exemplo de que a descentralização pode ser uma realidade. Apostar sem medo nas grandes realizações culturais nacionais no interior do País é um objectivo ao qual sou particularmente sensível.  Por isto tudo convido todos a juntarem-se a nós e a passarmos bons momentos aconchegados por muita música”, remata, explicando a escolha deste local para o espectáculo e convidando o público para o mesmo.

 

 

O espectáculo tem inicio pelas 22:00.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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