Luís Rouxinol: “Quando acabar a rivalidade dentro da praça, penso que a festa dos touros acaba”

Luís Rouxinol é o cavaleiro tauromáquico campeão da regularidade. De há vários anos a esta parte, esta é talvez a característica que mais se tem destacado: a regularidade com que tem exercido a sua arte e a regularidade nos triunfos obtidos.

Nasceu a 8 de Agosto de 1968, signo leão, e tem como nome completo Luís Armando Ferreira Vicente. Montijo foi a cidade que o viu nascer. Rouxinol foi herdado do seu avô paterno e ficou como nome artístico.

O cavaleiro recebeu o Infocul na sua casa, concedendo uma entrevista na qual falou do percurso, da carreira, do filho Luís Rouxinol Jr. e dos ataques que a tauromaquia tem sofrido. Tempo ainda para uma peculiar história decorrida aquando de uma viagem para Baião.

A Temporada 2019

Sobre 2019, e a respectiva temporada, disse que “é um balanço positivo”. Explicou que “optámos por tourear menos espectáculos, estive nas principais corridas e feiras. Foi um ano de mudança em termos de apoderamento. Neste momento tenho um excelente apoderado, alguém que está dentro da festa de touros, foi toureiro e por isso sabe as dificuldades que um toureiro tem durante a temporada. Estou muito satisfeito com o trabalho que ele fez, tanto comigo como com o meu filho, na passada temporada” e deixando o auguro de que “temos uma equipa boa para dar frutos nas próximas temporadas”.

 

Os Apoderados

Ao longo do percurso, enquanto cavaleiro tauromáquico, há 3 apoderados que se destacam: Mário Freire, Francisco Penedo e agora Rui Bento Vasques. Três personalidades distintas, mas que têm em comum o apoderamento de Rouxinol em períodos distintos.

Convidámos o cavaleiro a falar um pouco sobre cada um dos apoderados.

O Mário Freire foi uma pessoa que me acompanhou durante 20 e tal anos, numa altura em que estava a ser difícil dar o salto, porque apesar das poucas corridas que eu fazia, as coisas até corriam bem mas os contratos não surgiam. Foi uma pessoa que me ajudou e apoiou muito, acima de tudo um grande amigo, como costumamos dizer um apoderado à antiga. Penso que hoje não há apoderados como o Mário Freire. Foi uma pessoa que me ajudou muito, eu penso que correspondi dentro de praça e penso que durante 20 e tal anos fizemos uma grande parelha”, começou por nos dizer.

Acrescentou que “o Francisco Penedo começou por nos acompanhar nos dois últimos anos de apoderamento do Mário Freire, era um bom amigo, não estava dentro do meio taurino mas era aficionado. Começou por nos acompanhar, aprendeu muita coisa, algumas delas com o Mário Freire. Na vida dele era um grande comercial e isso acabou por o ajudar muito no meu apoderamento. Quando o Mário Freire acabou por falecer, o Francisco assumiu a minha carreira e mais tarde a do meu filho. Era um grande amigo, como um irmão, vestia a camisola da casa Rouxinol. Um grande amigo que sem estar ligado aos touros conseguiu adaptar-se tão rápido e com o trabalho que fez, é de louvar. Foi uma grande perda, uma coisa que ninguém estava à espera. Mas costuma dizer-se que quando se fecha uma porta, abre-se uma janela e daí surgiu o Rui, que neste momento penso que é o único profissional a 100% no mundo dos touros e que está a fazer um excelente trabalho, não só comigo mas também com o meu filho. Nesta fase da minha carreira é o mais importante, eu quero lançá-lo e penso que tem valor para ser um grande toureiro”.

Ainda sobre Penedo, disse que “vou confessar-lhe uma coisa. O Penedo na última temporada que fez, devido à sua vida profissional (todos sabemos que o mundo dos touros é complicado e a vida profissional dele também o era), por vezes dizia-me ‘Estou farto dos touros e de muita desta gente dos touros’, embora não de toda a gente, e andava aborrecido. Dizia que para o ano que vinha sairia mas lá íamos falando com ele… Mas havia uma pessoa de quem ele falava sempre, principalmente para o Jr., e dizia-me ‘O único apoderado em Portugal que pode colocar o teu filho como figura do toureio é o Rui Bento’. Eu respondia para deixar estar o Rui Bento em paz e que era ele que ficava como apoderado ‘até que a morte nos separe’. E infelizmente foi a morte que nos separou… mas penso que era a vontade dele que o Rui Bento ficasse e acabou por acontecer”.

A Paixão pelos Cavalos e o Início como Toureiro

Alfredo Vicente, pai de Rouxinol, foi cavaleiro amador mas nunca seguiu carreira. É um exemplo de superação e de entrega e ajuda para o concretizar do objectivo do filho.

Luís recordou que “o meu pai sempre teve cavalos, chegou a ser cavaleiro amador, e portanto esteve sempre ligado aos cavalos. Eu comecei por montar muito jovem, o meu pai fazia umas brincadeiras no Carnaval e eu acompanhava-o sempre”.

Relembra que “eu acabava apenas por fazer as cortesias e depois ele participava nas vacadas. Estreei-me em Paio Pires, tinha 8 anos, numa vacada. Depois fui à Chamusca. Comecei a ganhar lentamente o gosto pelos cavalos. A 9 de Abril de 79 toureei uma garraiada do Liceu Gil Vicente, em Lisboa, e as coisas correram francamente bem. Nessa altura fui eu, o Rui Salvador, o Afonso Lopes e a pé era o Ernesto Manuel e outro que não me recordo do nome. E como as coisas correram bem, decidi que ia ser cavaleiro. Nessa altura havia muitos espectáculos de amadores, hoje infelizmente não há e fazem bastante falta para os miúdos que não têm qualquer tipo de oportunidade. Depois, mais tarde tive na casa do Sr. David Ribeiro Telles, depois estive com o Luís Valença, em Vila Franca de Xira, para aprender a equitação que me foi bastante útil”.

Luís alertou que “para tourear não basta pensar em tourear, agarrar num cavalo e ir para dentro da praça. Tem de se saber montar, saber interpretar os cavalos, que é muito importante”.

De regresso ao seu percurso, mencionou que “em 86 tirei a prova de praticante na Moita, com o João Salgueiro. Tirámos no mesmo dia. No ano seguinte, tirei a alternativa. Fui o triunfador dessa corrida, com a Praça de Santarém completamente cheia. Era uma coisa que jamais me passava pela cabeça. Tourear ao lado do Moura, do Bastinhas e do Salvador e a praça com 12 mil e tal pessoas. Acabei por ganhar o troféu e nem acreditava que aquilo tinha acontecido. Depois pensei que os contratos iam aparecer mas as coisas não aconteciam. Era bastante difícil naquela altura aparecer um jovem com valor. Havia excelentes cavaleiros como o Caetano, Telles, Moura, Salvador…e era difícil integrar os cartéis bons. Nas poucas corridas que eu fazia, as coisas até resultavam mas os contratos não apareciam. Acabei por ir para Espanha e França. Foi bastante importante porque não parei e quando apareciam cá as corridas eu estava rodado e as coisas acabavam por correr bem”.

A Corrida que lhe mudou a vida

Num percurso feito a pulso, e com vários obstáculos, Luís assume que “houve ali uma corrida muito importante, que me fez subir uns três ou quatro degraus, em Alcochete (em 94 ou 96). Era uma corrida Murteira Grave, daquelas corridas de Março da altura, o cartel até já estava feito e eu tinha ouvido falar no cartel. Um colega meu não quis tourear os touros da ganadaria Grave. Chamaram-me, fui o triunfador dessa corrida e passo a passo as coisas começaram a surgir. Tenho sido um cavaleiro, ao longo da minha carreira, com uma regularidade incrível”.

 

A importância da Rivalidade

Luís é um cavaleiro que entra sempre para triunfar e na entrevista que nos concedeu, falou sobre a importância da rivalidade na festa brava.

Penso que na festa de touros faz falta rivalidade. Acho que hoje em dia devia haver mais rivalidades” e, até dá como exemplo, “há cavaleiros com qualidade para rivalizarem uns com os outros e por vezes acomodam-se mais. Não querem ir com esta ou aquela ganadaria, querem ir com comodidade, e penso que isso é bastante prejudicial para a festa de touros. Tem de existir rivalidade, emoção, perigo. Para quem está na bancada arrepiar-se e ver que aquilo não é uma coisa a brincar, que é sério e que pode ali existir uma tragédia”.

Deixa ainda o alerta de que “quando acabar a rivalidade dentro da praça, penso que a festa dos touros acaba”.

 

O Percurso, o Estilo e as Referências

Antes da alternativa toureou em Espanha e França, como referiu anteriormente, algo que foi mudando à medida em que passou a ter mais corridas em Portugal.

Rouxinol assume que “foi opção” e justifica, “como sabemos, em Espanha também não é fácil. E naquela altura cheguei a tourear, lá, 20 e tal espectáculos. Mas foi opção. Acabei por tourear mais 2 ou 3 anos, no tempo do Sr. Manuel Gonçalves, em França”.

Aproveitou para destacar que “o Sr. Manuel Gonçalves foi uma pessoa muito importante na minha carreira! Antes da minha alternativa, toureei muito lá em França. E sempre me disse ‘ se as coisas correrem bem aqui, vou arranjar-te uma corrida forte em Portugal para tirares alternativa’. E fez! Contra muitas pressões, para que eu não integrasse esse cartel, ele deu a cara e contratou-me para essa corrida e penso que não o deixei ficar mal. Era uma corrida da Renascença”.

Sobre o tipo de touro, que prefere ter por diante, assume que “tenho tido, ao longo da minha carreira, boas actuações quer com touros bravos quer com mansos. Mas para o meu tipo de toureio, gosto daqueles touros que andem pelo seu caminho, que arranquem, que persigam o cavalo e é com esses touros que mais consigo chegar ao público e ter boas actuações”.

Assume-se como um cavaleiro “de técnica e de garra. Hoje em dia é preciso ter técnica, com o toureio que se pratica, mas tens também de ter garra”.

Tem como referências, “cada um com o seu estilo, mas gosto do António Telles; o Moura revolucionou o toureio a cavalo sem dúvida e penso que jamais irá aparecer um cavaleiro como ele. Dos mais antigos, o José Mestre Baptista foi um grande toureiro, o Zoio, o Luís Miguel da Veiga… Cada qual no seu estilo, mas foram referências ao longo da minha caminhada”.

Aproveitámos este momento para relembrar Rouxinol da lide a duo, na temporada passada, com António Telles em Salvaterra. “Tive noção que correu bem, pela reacção do público na praça e nos dias seguintes. Também através do Facebook e de mensagens que me mandavam. Foi uma coisa sem estar planeada, sem estarmos toureados, mas felizmente as coisas saíram bem. O touro também se prestou, isso é importante, era daqueles de casta portuguesa que perseguia o cavalo e penso que foi uma lide bastante boa. Ainda há pouco tempo tive com o António e comentámos essa lide”, disse-nos.

 

O Filho!

Luís assume que é exigente com o filho mais velho mas que tem também um orgulho imenso no trajecto que este está a desenhar.

Ele por vezes, com a vontade de triunfar e que tudo corra bem, vai com muita sede ao pote. Estou sempre a tentar controlar as coisas, ele é jovem e tem uma garra desmedida. Mas penso que me consigo controlar e não ter assim muitas emoções. Tenho-as depois, mas ali na corrida controlo”, disse-nos quando questionado se conseguia controlar as emoções ao ver o seu filho em praça.

Assume que “temos de ter exigência, nos treinos até grito um bocadinho mais mas é a minha maneira de ser. Os gritos que lhe dou, depois dentro da praça fazem efeito”.

Descreve o filho mais velho como “um toureiro com muita garra e querer. Por vezes até com actuações muito positivas, ele quer mais. Dá-me um grande orgulho, vê-lo trabalhar todos os dias. Está sempre a pensar coisas novas, no treino com os cavalos, para depois as aplicar em praça. Tem uma motivação que hoje em dia não se vê em muitos jovens. Tem de se abdicar de muitas coisas para ser figura do toureio, sempre lhe disse isso, e ele esforça-se imenso. Penso que está no bom caminho”.

Quando questionado se o filho tem ideia da verdadeira dimensão do esforço que foi necessário para o pai conseguir alcançar o sucesso, disse que “valoriza e penso que tinha mesmo de valorizar. Ele tem a vida mais facilitada. Tem uma quadra de cavalos, que eu na altura não tinha. Por vezes saía com um, depois queria ir trocar mas o outro ainda era pior…mais vale acabar com este. Ele tem uma boa quadra de cavalos, temos esforçado muito durante o inverno, adquirimos um dos cavalos estrela da quadra do João Moura Jr. para reforçar a quadra do Rouxinol Jr. Ele está num momento em que não pode andar para trás”.

Sobre a quadra, desvendou ainda que “temos mais dois ou três cavalos para estrear esta temporada e estamos à espera de mais dois cavalos que adquirimos na Califórnia, que penso que chegarão a meio deste mês. As estrelas da companhia estão aptas”.

Temporada 2020

Luís Rouxinol estará presente na abertura de temporada da Praça de Touros do Sítio da Nazaré. Um convite que partiu da confraria. “O presidente da confraria disse ao Rui Bento, eu estava ao pé e ouvi a conversa, que queria que eu abrisse a temporada este ano. É uma praça que tem um ambiente espectacular, toureei lá muitos anos, tenho um grande carinho e tenho tido muitos triunfos lá. Há também já mais corridas como Alter do Chão, Évora e vários em que já estão tratados os contratos”, explicou.

Sobre a praça com o público mais exigente, foi claro: Vila Franca de Xira. “Vila Franca porque tem um público que é entendido e exigente. Mas isso é bastante bom. É uma praça em que tenho toureado muito e tenho triunfado em Vila Franca. Ainda no ano passado, o Jr. actuou lá e eu disse-lhe que ele tinha de fazer as coisas bem feitas, andar com cabeça, que aquilo lá é complicado. Ele chegou lá, ‘arrimou-se’ e o público esteve com ele. Mas penso que é dos públicos mais exigentes mas é uma exigência que é precisa ter com os toureiros, para não se aplaudir a tudo”, justificou.

 

O Pai!

Já aqui abordámos a importância do pai, Alfredo Vicente, no percurso de Luís Rouxinol. Mas a importância extravasa qualquer imaginário, porque “tem toda a importância. O meu pai era um simples agricultor, aficionado desde sempre. Foi cavaleiro amador mas não quis seguir carreira, nem tinha possibilidades para isso porque as coisas eram difíceis. Mas ia fazendo umas garraiadas pela sua aficion, mas nunca pensando fazer daquilo a sua vida. Mas sempre me apoiou! Tudo o que eu sou, devo aos sacrifícios do meu pai e da minha mãe. Sem eles nada disto teria acontecido, mas penso que também correspondi”.

Os Ataques à Tauromaquia

Ontem, foi aprovado na Assembleia da República o aumento do IVA nas Touradas para 23%. Luís Rouxinol assume que a tauromaquia tem sofrido vários ataques, mas mostra confiança na união dos aficionados.

Cada vez, vemos mais ataques à tauromaquia. Dizem que estamos num país livre mas penso que a liberdade cada vez é menor. O governo quer impor a ideia dele, desceu o IVA de 13 para 6% no ano anterior, agora aumenta para 23%. Penso que é tudo para complicar as coisas ao máximo, mas nós aficionados temos de nos juntar cada vez mais. O mundo tauromáquico é um bocado despegado, uns dos outros, mas penso que quando for necessário reunir a sério iremos juntarmos-nos e avançar para o que for preciso de modo a defender a festa de touros”, aponta.

Assume que “é muito caro, desde a alimentação, depois tenho dois empregados o ano inteiro a tomar conta dos cavalos, os treinos com vacas que nos custam largos milhares de euros. Não tenho dúvidas em dizer -te que no escalafón há 3 ou 4 cavaleiros que conseguem ganhar dinheiro para conseguir manter esta actividade. Aos outros é completamente impossível”, quando questionado a despesa que os cavaleiros têm anualmente com os cuidados e bem-estar dos cavalos.

Explicou-nos ainda de que “passou-me pela cabeça parar, há alguns anos, quando as coisas resultavam em praça e eu estava melhor que os meus colegas, mas as oportunidades não surgiam. Mas com as minhas forças e ajuda de alguns amigos, como falei o Mário Freire foi muito importante, consegui com muito trabalho subir degrau a degrau”. E nessa altura foi a fé, uma das bases a que se agarrou. Assume-se como homem de fé e “sem dúvida que também foi a ela que me agarrei”.

 

Uma história peculiar…a caminho de Baião

Há uns anos, no tempo do Mário Freire, tínhamos uma corrida em Baião, na praça desmontável. Eu ia no meu carro, com o meu pai e o meu bandarilheiro da altura, o José Carlos Nicolau. Nessa tarde actuava também um matador mexicano, que o Sr. Mário tinha trazido para actuar em Baião, e ía no carro comigo. Íamos 4. No carro atrás vinha o Mário Freire e o Manuel António, que fazia parte da minha quadrilha, e outro bandarilheiro. Nessa altura eu estava com uma grande gripe e tomei dois comprimidos. Esses comprimidos davam sono. Quando cheguei ali na auto-estrada, perto de Aveiro, dá-me o sono e adormeço ao volante. Quase a bater no separador, quando o meu pai se apercebeu deu-me um grito. A tendência foi puxar o carro para dentro da estrada e despistei-me. Tivemos um acidente e parti o carro todo. O Zé Carlos foi o que ficou pior, a pancada foi do lado dele, foi hospitalizado mas nada de grave. O meu pai estava caído no chão e gritava ‘ai que estou morto, ai que estou morto’. O Mário Freire chegou lá e perguntou ‘Então está morto e está a falar?’. O meu pai respondeu ‘Óh senhor Mário cale-se, que ainda estou quente’ [risos]. Apesar da tragédia foi uma coisa que nunca mais esquecemos. Fui tourear à mesma, com alguns hematomas”, disse-nos quando convidado a contar uma história peculiar que tenha vivido ao longo de todos estes anos.

 

A Imprensa e O Veganismo

Quando questionado se as críticas que possa receber da imprensa o magoam, explicou que “há uns anos, algumas críticas podiam incomodar. Mas hoje estou vacinado. Há certos órgãos de comunicação que já sabemos como funcionam. Há 3 ou 4 credíveis e o resto nem vale a pena”, mas assume que já lhe apeteceu apertar o pescoço a alguns jornalista: “Não tenha dúvidas que sim. [risos]”.

Quando questionado sobre o afastamento da imprensa generalista da tauromaquia, atribui culpas à “pressão dos antis e à pressão que existe contra os touros”.

Provocámos Luís Rouxinol, perguntando se era capaz de tornar-se vegan e a resposta foi rápida e clara: “De maneira nenhuma”.

 

Luís Rouxinol, além de Luís Rouxinol Jr., tem ainda um segundo filho (Simão, com 11 anos) que estuda e joga futebol.

Tirou alternativa a 10 de Junho de 1987, na Praça de Touros Celestino Graça, em Santarém. Foi seu padrinho João Moura e teve como testemunhas Joaquim Bastinhas e Rui Salvador. Lidaram-se touros da ganadaria João Moura (pai). Pegaram os Amadores de Montemor e Vila Franca de Xira.

Texto e Entrevista: Rui Lavrador
Fotografias: Diogo Nora.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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