Luiz Caracol: “Metade e Meia” é um disco “Mestiço”

Luiz Caracol2_creditos Alfredo Matos

 

“Metade e Meia” reflecte não só esta mestiçagem de Luiz Caracol e da sua música, como toda a mistura de influências que em si se encontram.  Em entrevista ao Infocul, Luiz Caracol desvenda um pouco mais deste segundo disco da sua carreira.

 

 

 

Neste segundo trabalho continuam a poder encontrar-se muitos destes elementos que o caracterizam e caracterizam a sua maneira de fazer música, em que as texturas e as sonoridades de uma Lisboa marítima, portuária e mulata se misturam com as palavras e as histórias de Luiz Caracol, assim como as de outros parceiros autorais como Zeca Baleiro, José Luís Peixoto, Fred Martins, Fernando Terra, Edu Mundo, Paulo Flores ou Biru (A.F. Diaphra).

 

 

Em estúdio, para a gravação do disco, estiveram com ele alguns novos cantores e autores luso-africanos que falam português e crioulo – Aline Frazão, Remna Schwarz (filho do lendário compositor guineense José Carlos Schwarz), Biru e o escritor José Luís Peixoto, que não canta mas dá voz a parte do seu poema “Tempo”, a faixa escondida do álbum).

 

 

E músicos de enorme qualidade que, ao lado de Luiz Caracol (voz, guitarras, cavaquinhos, percussões, baixo, bandolim, kalimba, guitalele, glockenspiel, synth pad…) reflectem também uma diversidade de géneros assinalável: Ivo Costa (bateria), Miroca Paris (percussões), Carlos Lopes (acordeão), Ruca Rebordão (percussões), Diogo Santos (órgãos Hammond, Rhodes, Moog e Wurlitzer, piano e synth pad), Tomas Rosberg (guitarra eléctrica), Ciro Bertini (acordeão), Diogo Duque (trompete), Gonçalo Pimenta (loops), Paulo Soares (bulbul tarang) e Sandra Martins (violoncelo). E, nos coros, António (TC) Cruz, Ricardo Oliveira Alves, Patrícia Antunes e Patrícia Silveira.

 

 

 

 

Luiz, quando começaste a pensar neste disco? 

 

Há mais ou menos dois anos, que foi quando comecei a compor para o álbum. 

 

 

Porquê este título? O que representa? 

 

Este é um disco feito de metades, misturas e algumas coisas mais e o titulo representa exactamente isso, pois reflecte o que o álbum é.  

 

 

Qual a principal mensagem que tentas transmitir com este trabalho? 

 

Não tenho uma mensagem em particular, pois escrevo sobre muitos assuntos, desde o amor ao desamor, passando pelo cotidiano ou pela maneira como vejo o mundo e o que me rodeia, pois talvez seja isso o que mais inspira a escrever. 

 

 

Aline Frazão, Remna Schwarz e Biru são os convidados deste disco. Os temas foram feitos a pensar neles ou só depois do tema estar feito é que pensaste nos convidados? 

 

Só depois dos temas estarem praticamente prontos e depois de já os ter ouvido bastante, é que de algum modo comecei a visualizar as possiveis  participações deles. 

 

 

Assinas muitos dos temas, contudo tiveste também pessoas a escrever e compor para ti. Quem foram essas pessoas

As parcerias autorais que tenho no álbum são com o José Luís Peixoto, com o Zeca Baleiro, com o Edu Mundo, com o Fred Martins, com o Fernando Terra e com o Biru. 

 

 

O Amor continua a ser o motor da tua inspiração? 

 

O amor nunca teve mais ou menos peso que outros assuntos sobre os quais escrevo, pois escrevo tanto sobre o amor como escrevo sobre todas as outras coisas que me rodeiam. O amor é apenas uma delas. 

 

 

Quais as grandes diferenças deste disco relativamente à discografia anterior? 

 

Acho que este segundo álbum é tão autêntico quanto o anterior, mas talvez seja mais maduro e mais consistente que o primeiro, mas faz parte do processo de evolução fazer por ir mais longe e por ser e fazer melhor.  

 

 

Em termos de espectáculos o que estás a preparar? 

 

Sendo que este é o meu segundo álbum, para estes concertos tenho cantado canções dos dois álbuns para que as pessoas possam ouvir e conhecer não só o primeiro trabalho, como também o novo, o que faz com os meus concertos passem por muitos momentos e muitas emoções diferentes.  

 

 

Para quem quiser interagir contigo onde poderá fazê-lo? 

 

Ou indo aos concertos ou através da minha página do facebook .

 

 

Dedicas muito tempo às redes sociais? 

Dedico algum, mas acho que não é tempo a mais. 

 

 

Quem é Luiz Caracol fora do palco e o que gosta de fazer? 

 

Acho que sou uma pessoa mais ou menos comum, interessado por várias coisas, com hobbies e gostos vários. Gosto de ler, de sair, de estar em casa, de desporto, pois corro com alguma regularidade e jogo futebol com amigos todas as semanas, assim como gosto de me manter informado e atento, entre muitas outras coisas como tanta gente. 

 

 

Numa única palavra como classificas este disco? 

Mestiço 

 

 

Podemos classificar este disco num único género musical ou terá que ser obrigatoriamente um disco de fusão? 

 

Vou deixar essa resposta para serem vocês a dar quando ouvirem o álbum.

 

Fotografia: Alfredo Matos

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

Rui Lavrador has 6768 posts and counting. See all posts by Rui Lavrador

Rui Lavrador

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.