Marcha dos Mercados desfilará na Avenida demonstrando o amor pelos Mercados apadrinhados por Margarida Martins e Tó Romano

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No dia 12 de Junho a Avenida da Liberdade em Lisboa veste-se de gala para ver as marchas dos bairros lisboetas desfilar e competirem entre si pelo estatuto de rainha de Lisboa. Fora de concurso mas nem por isso com menos pressão está a Marcha dos Mercados que pretendem levar para a Avenida o amor a uma das forças vivas da cidade de Lisboa: os Mercados. O infocul foi assistir a um ensaio da Marcha no Mercado do Forno do Tijolo e falou com a ensaiadora e com a presidente sobre todo o processo desde o primeiro ensaio até ao desfile na Avenida da Liberdade.

Os Mercados marcaram, marcam e continuarão a marcar a vida da cidade de Lisboa. Já sem os pregões de outrora, mantém-se o espirito de entreajuda entre os comerciantes e o público que acorre a estes locais é tratado como se de família se tratasse, num ambiente de grande proximidade.

 

 

No dia 12 de Junho, a Marcha dos Mercados promete levar este espirito e este amor aos Mercados para a Avenida da Liberdade, no habitual desfile das marchas inserido nas festas de Lisboa.

 

 

No penúltimo ensaio, efectuado no Mercado do Forno do Tijolo, na freguesia de Arroios, o Infocul foi ver os últimos preparativos e falar com a ensaiadora Vera Gromicho e com a presidente da marcha, Luísa Carvalho.

 

 

Vera Gromicho começou por nos revelar que “nós tivemos a primeira reunião em Fevereiro, portanto o primeiro ensaio deve ter sido no ultimo fim-de-semana de Fevereiro ou no primeiro de Março” sendo que “os maiores desafios são conseguir conciliar as disponibilidades de 48 marchantes, que são pessoas que voluntariamente dão o seu tempo e a sua disponibilidade mas que têm as suas vidas, os seus trabalhos, a sua família…Portanto é difícil conseguir mover um grupo tão grande em termos de disponibilidade e termos cá todos. Temos o desafio de serem pessoas que têm boa vontade e por isso conseguem com todas as suas limitações de ritmo, todas as capacidades para se dançar e de resto não há dificuldades, só coisas boas”.

 

 

Este ano a Marcha levará à avenida como tema “o amor pelos mercados, mostrar que os mercados existem, que têm que continuar, mesmo renovados têm que continuar” para além claro daquele “amor e dedicação aos mercados” respondeu-nos Luísa Carvalho. A ensaiadora Vera Gromicho acrescentou “o nosso tema é sempre trazer as pessoas aos mercados, apaixonar os lisboetas pelos mercados de Lisboa”.

 

 

Os marchantes contam com “uma ligação directa ou indirecta aos mercados, ou pelo menos alguém que tem ligação aos mercados os trouxe, portanto acaba tudo por girar à volta dos mercados” revelou-nos ainda a ensaiadora, complementada por Luisa Carvalho que nos referiu “nós vamos mantendo os marchantes de ano para ano e como diz a canção ‘traz um amigo também’ portanto não tivemos esforço, felizmente, para arranjar marchantes. Foram eles que nos procuraram, a maior dificuldade é nos homens, mas não tivemos problemas” visivelmente satisfeita.

 

 

Antes de marcharem na Avenida da Liberdade, as marchas passam pelo MEO Arena na primeira aparição publica. Questionámos a ensaiadora qual cria mais pressão: a apresentação no Meo Arena ou o desfile na Avenida, tendo-nos indicado que “a primeira no MEO Arena, por vários motivos: primeiro porque é a coreografia extensa ou seja no Meo Arena apresentamos cerca de 17 minutos e na Avenida 7 minutos, depois na Avenida temos dois pontos de luz antes de chegar à tribuna portanto acaba por funcionar um bocadinho como ensaios e eu ainda lhes posso dar indicações enquanto no Pavilhão chegamos e o que aconteceu está feito. Depois quando fazemos o Pavilhão ainda estamos a meio do processo, já na Avenida é uma noite agridoce porque é a noite pela qual esperámos tantos meses mas também é a noite em que nos despedimos e sabemos que só para o ano voltamos a estar juntos, uma noite um bocadinho melancólica em que não tem só o sabor da pressão mas também o da amizade, de tudo o que vivemos e passámos”.

 

 

A coreografia foi toda pensada e planeada por Vera Gromicho mas “ouço opiniões e compro ideias e eles dão ideias óptimas e são uma ajuda preciosa” revela-nos a ensaiadora. Os dados estão lançados e a Marcha dos Mercados promete trazer alegria ao público na Avenida da Liberdade até porque “sempre tivemos esse ensejo de estar integrados nas Festas da Cidade, porque os santos sempre se festejaram nos mercados, principalmente no Mercado da Praça da Figueira” revelou-nos Luísa Carvalho.

 

 

A Marcha dos Mercados conta este ano como padrinhos com Margarida Martins e Tó Romano, uma escolha justificada por Luisa Carvalho: “Foi um projecto diferente, não por a Margarida Martins ser Presidente da Junta de Freguesia de Arroios, onde temos a nossa sede e onde ensaiamos, mas porque o projecto do Tó Romano de florir Portugal e principalmente Lisboa,nós quisemos abraçar esse projecto também e ajudar a promover. Como a Margarida e o Tó Romano para além de amigos tiveram na génese da Abraço, para eles também foi interessante abraçar esta causa 20 anos depois” disse-nos visivelmente satisfeita acrescentando que “ainda há gente a ir aos mercados, não tanto quanto nós gostaríamos”.

 

 

Os saberes e sentires das gentes dos Mercados prometem marcar presença na noite mais longa de Lisboa, véspera de Santo António, o patrono das Festas de Lisboa.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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