Mário Laginha Trio e Cristina Branco trouxeram repertório de Chico Buarque à Caparica

Cristina Branco e Mário Laginha

 

Cristina Branco e Mário Laginha Trio interpretaram no segundo dia do Festival “O Sol da Caparica” temas de Chico Buarque. No final do espectáculo falaram com o Infocul sobre as emoções sentidas em palco.

 

 

No palco principal do festival de verão da Costa da Caparica, Cristina Branco e Mário Laginha percorreram algum do vastíssimo repertório de Chico Buarque, apresentando temas como “O meu amor”, “Tanto Mar”, “Construção” ou “Valsinha”.

 

 

No final do espectáculo e em entrevista ao Infocul, Cristina Branco começou por dizer que sentiu o público “entusiasta”, tendo Mário Laginha acrescentado que “fiquei muito surpreendido pois tinha medo deste tipo de festival. O que fazemos é uma coisa mais introvertida, mais lírica mas as pessoas estiveram super atentas e entregaram-se. Foram calorosas. Foram muito calorosas”.

 

 

 

Sendo dois artistas com carreiras consolidadas a solo, questionámos como era partilharem o palco, tendo ambos respondido que é “muito bom”, com Cristina Branco a acrescentar que “quando se trabalha com gente talentosa e que têm coisas importantes a dizer, é como estar em família”.

 

 

E isto de interpretar Chico Buarque é “uma coia muito séria. A música pode ser divertida e alegre e eu gosto que seja mas isso não quer dizer que não se leva a sério e nós levamos muito a sério o que fazemos” diz-nos Mário Laginha, com Cristina Branco a acrescentar “é essencial que a gente se divirta e olhamos para isto como uma coisa muito séria. Não se brinca com um repertório destes. Jamais!”

 

 

Este espectáculo certamente voltará a acontecer num outro palco mas “será sempre uma coisa singular. Não queremos massifica-lo, nunca. Será sempre uma coisa muito exclusiva e será preciso vir até nós para ouvir Chico Buarque” diz-nos Cristina Branco.

 

 

O festival mereceu também rasgados elogios dos dois músicos pois “eu acho que é uma ilha porque há imensos festivais, e eu não tenho nada contra, mas privilegiam sempre bandas estrangeiras e eu acho que têm um papel fundamental haver um festival que diz que há muita música portuguesa e boa, de muitos estilos e que nos dão lugar para ela. É isso que faz este festival”, segundo Mário Laginha.

 

Fotografia: Festival O Sol da Caparica (ensaio de som)

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