Mariza anuncia que “vem aí disco de certeza” e confessa que lhe surgiu “uma ideia muito maluca para celebrar os 20 anos deste meu percurso”

Como já aqui noticiámos, Mariza recebeu esta terça-feira o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura 2018, no Mosteiro dos Jerónimos.

Após receber o prémio, em declarações ao Infocul, começou por dizer que “os prémios são todos eles importantes. Eu nunca estou à espera, fui apanhada completamente de surpresa quando ambos os ministros me ligaram”.

Explicou depois o espanto com que recebeu a notícia, “eu até questionei ‘Mas não é engano? Quem fala?’ e respondiam ‘É a Ministra da Cultura de Portugal’ e eu dizia ‘Mas estão a ligar directamente para mim? O que se passa?’. Eu pensei que tivesse acontecido alguma coisa grave. Depois, via um número espanhol, depois diziam que o Ministro da Cultura espanhol estava a ligar para mim e a mandar mensagens. E eu só dizia ‘Mas o que se passou?’ e de repente percebi que tinha ganho esta distinção, e é incrível”.

Diz que “nunca se faz uma coisa com a ideia de se receber uma distinção, mas sempre trabalhei com artistas espanhóis, porque gosto e porque sinto uma proximidade. A minha bisavó era espanhola, o meu avô viveu 38 anos na Venezuela, portanto existe uma proximidade à língua e também o eu gostar dos ritmos e tudo mais. Aqui, foi pelo filme do Carlos Saura, por cantar com José Poveda, com o José Mercé, e tantos artistas espanhóis que também me vão influenciando de alguma forma”.

Encara este prémio como “mais um incentivo, porque a responsabilidade sempre existiu de fazer melhor”.

Em 2020 celebra 20 anos de carreira. Sobre o que tem planeado disse, “eu vou confessar que me surgiu aqui uma ideia tão louca mas tão louca… Eu não gosto nada de partilhar, porque as ideias são o que são, porque muitas vezes fica-se apenas pelas ideias. Mas é uma ideia muito maluca para celebrar os 20 anos deste meu percurso, maravilhoso e fantástico, que passou tão rápido”, acrescentando que “os planos agora são acabar esta digressão mundial, que acaba dia 7 de Dezembro no Altice Arena. A ver se aguento o ritmo de trabalho porque tenho estado quase a desfalecer nos últimos tempos, já digo ‘Não me digam mais nada…’, porque também existe uma vida familiar à qual temos de dar atenção, e ao mesmo tempo projectar tudo aquilo que eu gostaria que acontecesse entre 2020 e 2021. Porque as comemorações não serão apenas em 2020, vão-se estender porque há coisas que não se consegue projectar em tão curto prazo e que demoram o seu tempo”.

Rematou dizendo que “eu ainda estou muito céptica quanto ao disco que quero fazer. Vem aí um disco de certeza mas eu própria ainda estou muito céptica. Eu passo algumas horas sem dormir a pensar o que vou fazer…”.

Certa é já uma grande digressão mundial que percorrerá as maiores salas de espectáculo do mundo.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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