O Coliseu dos Recreios, em Lisboa, acolheu esta sexta-feira, 01 de Junho, o primeiro de dois concertos de Mariza, nos quais a artista apresenta o mais recente disco e ainda os temas que marcam uma carreira de 18 anos.

 

 

A artista, prefere segundo revela em entrevistas não ser chamada de fadista, apresentou-se ao seu melhor nível neste espectáculo. Por entre aa grandiosidade que os seus espectáculos transmitem, este teve o extra de mostrar o lado mais emocional e humano de Mariza.

 

Acompanhada por João Frade no acordeão, Pedro Jóia na guitarra acústica, José Manuel Neto na guitarra portuguesa, Yami Aloelela no baixo e Vicky Marques na bateria e percussão, Mariza soube transmitir cada palavra dos poemas que cantou, na dose certa. Foi provavelmente dos espectáculos onde menos falou, mas mais emocionou através do seu canto, da sua linguagem corporal e do olhar que disse tanto em tantos momentos.

 

 

Muitas vezes acusada de ser distante até ríspida em alguns momentos na forma como aborda o público nos espectáculos, Mariza teve uma noite em que tudo lhe correu bem, perfeita até nas imperfeições. Tudo soube a natural. Quase que poderíamos dizer que é um admirável, e belo, mundo novo de Mariza, não fosse o caso de durante o concerto pensarmos que são quase 20 anos a ouvir uma artista que é impar e que tem a sua marca na música portuguesa.

 

 

Os temas do novo disco, composto por clássicos e originais, estão já bem memorizados pelo público como “Quem me dera”, da autoria de Matias Damásio, ou “Trigueirinha”, de Jorge Fernando.

 

As primeiras palavras foram para cumprimentar e agradecer ao público, “Boa noite Lisboa. Que bom voltar a vê-los. Já tinha saudades. Sintam-se em casa. Cantem se vos apetecer e espero que tenham todos um momento muito agradável”.

 

Depois foi um desfiar de emoções, uma demonstração de interpretação, de valorização da palavra e uma demonstração de alguém que sabe todos os momentos de um espectáculo.

 

“Loucura”, “Meu fado meu”, “O tempo não pára”, “Quebranto”, “Semente viva”, “Oração”, “O melhor de mim”, “A Chuva”, “Barco Negro”, “Limão verde limão”, sendo que há a destacar a referência feita por Mariza a Maria da Fé, que estava na primeira fila e que no encore foi surpreendida pela artista e cantou, a referência a Celeste Rodrigues e a recordação, feita pela artista, do percurso artístico que a tornaram numa das mais internacionais artistas de sempre da música portuguesa.

 

 

“Fado Primavera” antecedeu o encore no qual Mariza cantou o muito pedido “Ó gente da minha terra”, entre outros temas. Uma noite em que o Coliseu se deixou render pelo talento da artista.

 

Texto: Rui Lavrador

Fotografias: João de Sousa.

 

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