Mariza encerrou digressão com casa cheia, volta olímpica e anúncio de disco dedicado a Amália

Mariza encerrou este sábado, 7 de Dezembro, a sua digressão mundial. A Altice Arena, em Lisboa, foi o palco no qual ao longo de mais de duas horas, cantou os temas mais destacados da sua discografia e fez um surpreendente anúncio.

Mariza subiu a palco com longo vestido branco, o qual após cinco temas foi despido e substituído por um outro (que se encontrava debaixo) de cor verde e destacando-se por linhas justas e decote sensual.

No dia anterior, Mariza actuou, e esgotou, importante sala na cidade de Hamburgo, na Alemanha. Este sábado, foi “na minha cidade”, em Lisboa que encerrou uma digressão de 2 anos e com qualidade!

Em palco esteve acompanhada por João Frade (acordeão), Pedro Jóia (guitarra clássica), José Manuel Neto (guitarra portuguesa), Yami Aloelela (baixo) e Vicky Marques (bateria e percussão).

Abriu com ‘Loucura’ e logo de seguida para um ritmado ‘Sou’, antes de dirigir-se ao público pela primeira vez.

Destacou o seu guitarrista, José Manuel Neto, e saudou: “Boa noite. Boa Noite Lisboa.(…) É uma honra, um prazer estar aqui na Altice Arena a cantar para todos vós”, enquanto pedia permissão para “beber um bocadinho do meu chá”. “Obrigado por terem aceite este convitepara o “encerramento da tour, de dois anos de estradae deixou o público à vontade para cantar, “cantem, porque cantar faz bem à alma”.

Seguiu-se um tema, da autoria de Miguel Gameiro, que “fala daquele amor que quando não está parece que tudo fica pela metade”, referindo-se a ‘Sem ti’. Meu Fado Meu’, “fala da minha Mouraria, daquilo que me tornei o longo dos 20 anos e daquilo que tem sido aquilo que é cada vez mais o meu fado, Meu Fado Meu”.

De Flávio Gil apresentou ‘Semente Viva’, de Matias Damásio apresentou o já bem conhecido ‘Quem me dera’, no qual voltou a conversar com o público para fazer um pedido: “hoje quando subi a palco disse que estavam à vontade para cantar. Será que vos posso pedir?”. O público aderiu e cantaram, em uníssono, o refrão.

Em “O Melhor de mim”, voltou a puxar pelo público: “Altice, Altice, Altice! Eu acho que vocês hoje estão tão tímidos… Ou será que o palco está demasiado longe?e o público voltou a cantar com a artista.

Recordou que “nasci numa ex-colónia portuguesa. A minha mãe é Moçambicana e o meu pai é tipicamente português”. Serviu de mote para apresentar, segundo alguns musicólogos, “um primo direito do fado, a morna”, que este ano foi também elevada a Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO. “Esta Morna em especial faz a ponte entre Lisboa e São Vicente”, disse, referindo-se a “Beijo de Saudade”.

Destacou ainda o facto de ler poesia há muitos anos e de ter indo ganho o gosto pela escrita, embora considerasse que não chegaria ao nível dos escritores contemporâneos e eruditos. Contudo, no último disco conta com um tema que tem letra da sua autoria e música de Tiago Machado. “E hoje canto-o para vocês”, referindo-se a ‘Oração’

Dedicou ‘O Tempo não Pára’ ao “meu amor maior, Martime logo de seguida presenteou o público com os temas ‘Chuva’ e ‘Barco Negro’.

Para a parte final do espectáculo deixou temas como “Trigueirinha”, Fado Errado”, “Rosa Branca”, “Fado Primavera” e no encore houve tempo para “É Mentira”, uma volta olímpica à Altice Arena na qual cumprimentou António Costa, Fernando Medina, Ana Moura, João Rolo, Mário Pacheco, várias personalidades e anónimos antes de fazer um surpreendente anúncio.

Tendo por base os seus 20 anos de carreira, a celebrar em 2020, lançará novo disco: “Mariza Canta Amália” e contará com Orquestra. Recordar que em 2020 celebra-se o centenário do nascimento de Amália Rodrigues.

Terminou o concerto com ‘Ó Gente da Minha Terra’ e com o público de pé e em aplausos prolongados. Uma noite que ficará gravada, na memória do público e em vídeo.

Texto: Rui Lavrador

Fotografias: Carlos Moita Pedroso.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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