Marta Pereira da Costa promete um “concerto muito especial e único” no Teatro Tivoli BBVA

Marta Pereira da Costa

 

Marta Pereira da Costa sobe ao palco do Teatro Tivoli BBVA para apresentar o seu mais recente disco, homónimo. Em entrevista ao Infocul, a guitarrista desvendou um pouco do que acontecerá na sala lisboeta.

 

 

A guitarrista portuguesa conta com várias participações especiais neste disco, entre os quais se destacam Camané, Dulce Pontes, Rui Veloso, Pedro Joía, o conceituado baixista de jazz Richard Bona e a surpreendente cantora iraniana Tara Tiba.

 

 

No Teatro Tivoli BBVA será a primeira vez que a guitarrista toca em nome próprio numa sala lisboeta e num espectáculo aberto ao público, com este novo disco.

 

 

Dos treze temas que compõem o álbum de esteia de Marta Pereira da Costa, três são da sua autoria a que se junta um quarto tema que assina em parceria com Pedro Pinhal.

 

 

Marta, quando começou este disco a ser pensado? 

 

A ideia de um disco começou a ser pensada em 2012 quando resolvi dedicar-me à guitarra portuguesa. Já tinha algumas músicas compostas por mim mas não tinha qualquer ideia definida do que pretendia fazer. Em 2014 as ideias que tinha começaram a ganhar forma, o conceito do disco começou a definir-se e procurei ajuda formar a equipa de produção, músicos, técnicos, designers, etc. 

 

 

 

Os convidados foram escolhidos antes da selecção de repertório, ou posteriormente? 

 

Os convidados foram escolhidos durante a concepção da ideia do disco. Foram escolhidos pela importância que cada um teve no meu percurso como músico desde a minha infância. São músicos que admiro imenso, são as minhas principais referências na música portuguesa e é um sonho realizado poder contar com as suas participações no meu primeiro disco. Lembro-me de serem do Rui Veloso as primeiras músicas que aprendi a tocar na viola. É o maior artista português, adorado por todos abrangendo várias gerações de fãs. A Dulce Pontes é a melhor voz portuguesa, tem um instrumento vocal único que apesar de não ser devidamente reconhecido cá, tem uma dimensão enorme lá fora e que devia orgulhar os Portugueses. O Pedro Jóia é um guitarrista fora de série, com uma técnica incrível e que eu admiro imenso. A Tara Tiba e o Richard Bona foram dois presentes que o destino me deu. Ainda tive a sorte de ter um tema do Mário Laginha, a presença do Camané (das minhas maiores referências no fado) e um tema do meu grande amigo Rogério Charraz. 

 

 

 

Como tem sido a reacção do público a este seu primeiro disco? 

 

Do que me vou apercebendo muito boa! O feedback que me tem chegado é muito positivo, o que me deixa muito feliz. O disco tem vendido muito bem, quer nas lojas quer depois dos concertos. Acho que é outro bom indicador.

 

 

 

Tem a responsabilidade de actuar numa grande sala em Lisboa, o Tivoli BBVA. O que está a ser preparado? 

 

Está a ser preparado um concerto muito especial e único. Será o primeiro concerto de apresentação do disco aberto ao público em Lisboa. Tenho a sorte de poder contar com convidados de luxo, que têm apoiado o meu caminho e irão partilhar o palco comigo. Será um espectáculo muito variado e dinâmico, onde a guitarra portuguesa, como no disco, se encarregará de ser o fio condutor dos vários estilos musicais. 

 

 

 

Quem a acompanhará em palco? 

 

Estará em palco a formação que me tem acompanhado ao longo deste ano: António Pinto na guitarra, Nelson Cascais no contrabaixo, André Sousa Machado na percussão, Alexandre Dinis no piano, João Frade no acordeão e José Quaresma na Viola de Fado. 

 

 

A Marta está muito associada ao fado, mas este disco alarga-se a outros géneros musicais. Este é um disco do mundo musical de Marta Pereira da Costa ou é uma forma de mostrar a versatilidade da guitarra portuguesa? 

 

É uma forma de mostrar a versatilidade da guitarra portuguesa. Quando se fala em guitarra portuguesa imediatamente associa-se ao Fado. Continuo a crescer nas casas de fado, e nos meus espectáculos faço sempre questão de acompanhar fado. Mas na minha opinião a guitarra portuguesa tem uma abrangência muito maior. Pode ser um instrumento solista, tem repertório próprio, e para além disso, com funções de solista e acompanhante, pode estar presente nos vários géneros musicais. Graças ao seu timbre único e tão bonito, a sua presença é notada a cada nota tocada, dando uma cor muito especial às músicas. 

 

 

 

 

Em termos de alinhamento para este concerto tocará apenas o disco ou haverá surpresas?  

 

Não tocarei apenas os temas do disco, tenho temas que já me acompanham em concerto e que gosto muito de os tocar, e claro, terei surpresas!

 

 

 

Como analisa o actual momento da música portuguesa? 

 

Penso que está a atravessar um período difícil, não há apoios nem financiamento. A crise afecta todas as áreas e infelizmente a cultura é a mais sacrificada. Há vontade de fazer, há excelentes músicos a surgir e há necessidade de procurar outros mercados como o estrangeiro. 

 

 

 

Como convida o público a esgotar o Tivoli BBVA? 

 

Prometo um concerto muito especial, quem já conhece os meus concertos sabe que todos são diferentes e preparados especialmente para cada ocasião. Neste caso a responsabilidade é maior, e dada a importância e dimensão da sala, também a vontade e necessidade de surpreender é maior. Estou bastante ansiosa e com muita vontade que chegue o grande dia. Convido todos a virem passar esta noite comigo, tenho a certeza que vão gostar muito. E vamos tornar a sala do Tivoli ainda mais bonita ocupando todos os seus lugares. 

 

 

 

Os preços para este espectáculo que se realiza a partir das 21:30 de 31de Maio, variam entre os 10 e os 20 euros.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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