Men On The Couch lançam ‘Senso Comum’: “O álbum retrata várias experiências vividas por nós”

 

 

Senso Comum’ é o disco que Men On The Couch editam a 11 de Outubro. A banda madeirense apresenta um trabalho com 11 faixas, tendo como single de avanço “Se eu morresse amanhã”.

Em entrevista ao Infocul.pt, a banda falou sobre o processo criativo, a mensagem do disco, os espectáculos já agendados e ainda sobre a Madeira, da qual são originários e de onde esperam partir para conquistar outras geografias.

Como definem este ‘Senso Comum’?

Senso Comum é um conjunto de músicas desenvolvidas ao longo dos últimos anos, que finalmente decidimos pôr em prática, neste primeiro álbum gravado em estúdio. O álbum retrata várias experiências vividas por nós, abordando amores e desamores, bem como as nossas perspectivas sobre o mundo que nos rodeia.

 

Para quem não vos conhece, como apresentam a vossa sonoridade?

Nós apresentamos um som leve, fácil de digerir, que tanto consegue pôr a malta a soltar a anca, como a reflectir sobre temas que nunca tinham pensado antes.

 

Quando surgiu este projecto e quais têm sido os maiores desafios?

O projecto nasceu 2013, como uma banda de covers de 4 amigos do Liceu. Entretanto começámos a compor alguns temas originais em inglês, a gravá-los com poucas condições e a colocá-los online. Para nossa surpresa, tivemos um feedback muito positivo por parte das pessoas e continuámos a fazer cada vez mais música. A certa altura, transitámos para o Português, e decidimos ir para estúdio gravar este álbum, e apostar tudo neste projecto. Os maiores desafios têm sido a nível de financiamento do projecto, e a dificuldade em gerir o tempo entre a banda e a faculdade.

 

São uma banda madeirense. É uma vantagem ou dificulta a divulgação do
trabalho, se por exemplo fossem de Lisboa ou Porto?

É um pouco dos dois. Por um lado, sendo a Madeira um meio pequeno, temos a sorte de ter um público que nos acompanha desde muito cedo, o que nos facilita na marcação de concertos, bem como na divulgação do nosso projecto nos meios de comunicação regionais. No entanto também dificulta a divulgação do nosso trabalho a nível nacional, principalmente pela falta de contactos em Portugal Continental. 

O disco inicia com ‘Introdução’ e culmina com ‘Conclusão’. Como definem,resumidamente, cada um dos temas?

São duas pontas que unem o álbum, e que fazem com o que disco seja um só e dê a volta completa.

O vosso processo criativo é aleatório ou por norma partem da melodia para a letra ou vice versa?

Regra geral, a melodia vem primeiro, seguida da letra. Mas numa fase mais avançada, vamos fazendo adaptações de forma a que as duas se conjuguem da melhor maneira possível, em prol do produto final.

 

Quanto tempo demorou a produção deste disco?

Tivemos 15 sessões de estúdio, distribuídas ao longo de 4 meses. No entanto tivemos muito trabalho antes e depois das sessões, como a idealização das músicas, pós-produção e planeamento da divulgação do álbum.

Há algum tema que tenham pena que tenha ficado fora do alinhamento?

Não. Neste álbum decidimos aprofundar ao máximo estes 11 temas desde o início.

 

Se morressem amanhã, o que fariam hoje? (Tendo em conta que o avançodeste disco foi o tema ‘Se eu morresse amanhã’)

Fazíamos um festão, com bolo de limão.

 

Quais os próximos espectáculos em que apresentarão este disco?

Até agora só temos uma confirmação, dia 24 de Outubro no Sabotage, em Lisboa. Mas estamos em processo de marcar mais datas no resto do país, para apresentar o projecto.

 

Quais as vossas grandes referências musicais?

Radiohead, Arctic Monkeys, Capitão Fausto, Beatles, Los Hermanos, Red Hot Chilli Peppers, e os grandes nomes da Música Popular Brasileira.

 

Em termos de redes sociais, dedicam muito tempo?

Não, na verdade devíamos dedicar mais tempo. Nós usamos principalmente as nossas redes sociais para a divulgação de concertos e das nossas músicas, mas esporadicamente tentamos fazer outro tipo de conteúdo para manter o contacto com o nosso público.

 

Onde pode o público interagir convosco?

Principalmente nas redes sociais, como o Instagram e facebook.

 

Qual a mensagem que deixam aos nossos leitores?

Ouçam o nosso álbum e sejam felizes.

 

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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