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A edição deste ano do MEO Marés Vivas encerrou em festa com James a serem os reis de um trono que Rui Veloso não quis.

No último dia de MEO Marés Vivas, aquele em que o calor baixou um pouco depois de dois dias de sol escaldante, o grande destaque no palco MEO foi para James que encerraram o festival com um concerto electrizante.

 

 

O palco MEO abriu com a voz limpa e afinada de Beth Orton que infelizmente não teve muito público a assistir. A artista não se incomodou um deu um bom concerto mostrando as suas qualidades e agradecendo constantemente os aplausos que o reduzido público presente lhe dispensava. Com um alinhamento bem escolhido foi apenas e só prejudicada, pela falta de público.

 

 

Tom Odell trouxe sonoridades pop-rock à Praia do Cabedelo e apresentou dos melhores concertos do festival. Com o público sempre consigo destacam-se no alinhamento os temas “Another Love» e “Magnetized”. O músico mostrou ainda a sua qualidade ao piano para além de uma voz que cria impacto em quem o ouve. Lamenta-se que a sua back vocal tivesse uma postura fora de contexto em palco. Apresentou sempre as mesmas coreografias quer a música fosse mais calma ou não, não se percebendo qual o objectivo…

 

 

Rui Veloso jogava em casa e a expectativa era grande, contudo o portuense trouxe ao festival um alinhamento demasiado intimista para um festival, animando apenas no fim com temas como “Chico Fininho”. O músico começou por mostrar que não estava nos seus dias com algumas falhas nos tempos musicais logo a abrir o concerto, tendo-se recomposto mas com o alinhamento escolhido não fez o público vibrar como outrora. Rui Veloso é um génio mas tal como todos os génios, nem sempre brilham. Neste caso foi uma pena, pois condições não faltaram…

 

 

Se alguma desilusão existisse no público, algo que não aconteceu, ela desapareceria com o concerto de James. Naturais de Manchester, entraram em palco ao som do hino nacional português e com o trompetista usando uma camisola da selecção das quinas. Mas não foi por isto que foram aclamados. Foi pela qualidade musical e pela dinâmica que imprimem aos seus espectáculos. Não nos esqueçamos que James são adorados no Porto e esta comunhão voltou a ser visível neste sábado. O vocalista planou sobre o público algumas vezes e em alguns momentos do concerto a sua dança em palco transmitia a ideia de quase estar em transe.  Perante um recinto esgotado, os James foram os reis do último dia, fechando em beleza o festival e deixando um público visivelmente satisfeito.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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