Mértola: Terras sem Sombra “permite que um conjunto de pessoas tenha acesso a este bem cultural”

Foto: Terras sem Sombra

Mértola recebeu este fim-de-semana, 15 e 16 de Fevereiro, o Festival Terras sem Sombra (3º fim-de-semana da 16ª edição).

A vereadora da Cultura, Rosinda Pimenta, em entrevista ao Infocul, começou por estacar a import^ncia do Festival Terras sem Sombra para o território.

Muito importante e é mais do que apenas preencher um espaço na programação cultural. Um evento desta natureza traz a Mértola e a territórios como Mértola, artistas, interpretes de renome internacional e permite que um conjunto de pessoas tenha acesso a este bem cultural, acesso que não seria possível se não houvesse esta organização” e que “se ele não tivesse este carácter itinerante e se não tivesse também a qualidade artística que no fundo aqueles intérpretes que constituem o programa lhe dão”, começou por nos dizer.

Acrescentou que “para um território como Mértola e para o Alentejo é importante, porque quando nós falamos em desenvolvimento e coesão territorial, não estamos apenas a falar no desenvolvimento económico puro e duro e actividades económicas puras e duras, estamos a falar também de cultura. Cultura que traz riqueza aos territórios e hoje tivemos o exemplo disso, tínhamos uma casa cheia com pessoas de Mértola e muitas pessoas de fora. Pessoas que certamente passaram o dia em Mértola, que ficaram a conhecer o território, que estiveram nos restaurantes, que estão nos alojamentos, e por isso cultura também é desenvolvimento nesse sentido e também produz riqueza”.

Destacou ainda que “a cultura e a diversidade que o festival oferece traz, às pessoas, novas sonoridades, novos ritmos, enriquece-as, porque nós também somos feitos disso, dessa diversidade, e quanto mais diversidade cultural formos sujeitos, certamente seremos pessoas mais ricas, mais tolerantes à diferença, mais abertas ao diálogo”.

Resumindo, “um festival desta natureza ultrapassa aquilo que é a simples programação cultural, porque traz desenvolvimento, traz riqueza ao território, traz diversidade, contribui para a literacia cultural das pessoas e portanto torna acessível um bem que é a cultura e portanto estamos satisfeitos e aliados a esta iniciativa, porque no fundo é tarefa dos municípios e do poder local permitir que as pessoas tenham acesso a concertos e a iniciativas desta monta”.

Além do Terras sem Sombra, Mértola com diferentes eventos e que abrangem várias áreas, alo que segundo a vereadora é, “no fundo parte, também de um objectivo do município. O Festival Terras sem Sombra tem dois pilares centrais que é a da cultura e a biodiversidade, e é interessante como o município considera a sua estratégia muito assente nesses dois pilares, a cultura e o seu património cultural e o seu património natural e a sua biodiversidade. Quando falamos de cultura em Mértola, falamos do património histórico edificado, falamos de arqueologia, falamos do projecto museológico de Mértola, mas falamos de inúmeras iniciativas culturais e também falamos da capacitação de públicos. E essa consegue-se sobretudo através de uma programação cultural rica, e através de programas de formação através de várias linguagens artísticas para que as pessoas e as comunidades possam não ter uma mera acção contemplativa e passiva em relação à programação cultural que lhe oferecemos, mas também possam interpretar e possam beneficiar de uma forma mais plena do acto cultural”.

Assim, “a diversidade resulta muito disso, é de que querermos que as pessoas tenham o máximo de oportunidades e que não se sintam limitadas por viver na periferia e no interior e é isso que pretendemos, uma diversidade de linguagens artísticas. sica, teatro, cinema, e acima de tudo dar conteúdo à programação cultural de forma a que não estejamos apenas entretidos, mas que com esta programação capacitemos as pessoas, para que tenham uma interpretação mais plural da vida, mais capacitada e portanto também com maior discernimento em relação aquilo que está à sua volta, porque hoje em dia temos sujeitos a todo o tipo de informação e o que mais tempos à nossa volta é informação, mas se a informação se não for acompanhada de conhecimento pode ser perigosa e a cultura é isso, é dar conhecimento às pessoas”.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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