Miguel Gameiro juntou a família da música e a sua “Maria” no Tivoli BBVA

 

 

Miguel Gameiro trouxe a sua, tour, “Maria” a Lisboa, subindo ao palco do Teatro Tivoli BBVA, esta quinta-feira, 23 de Novembro.

 

 

Perante sala muito bem composta, com as letras bem memorizadas, com vontade de cantar e dançar, Miguel Gameiro não teve dificuldade nenhuma em agarrar o público.

Alquimia” foi o ponto de partida para uma viagem por mais de 20 anos de carreira e que culminou com “Lisboa”. Mas antes de chegar a Lisboa, muita história, memória e emoção foi vertida, contada e sentida.

Miguel Gameiro é daqueles artistas a quem consideramos família. O primo que pega na guitarra ou se senta ao piano e nos toca “Aquela Canção” ou nos faz recordar aquele “Grito” de felicidade por agarrarmos a vida. É também o conselheiro que com as palavras servidas por inebriantes acordes nos dá aquele “Abraço” ao mesmo tempo que nos diz “Deixa o Mundo Girar”.

Miguel é daqueles artistas que com a sua obra nos faz viajar por diferentes momentos da existência terrena. As suas canções são as nossas, a Maria (imagem ilustrativa da mulher) é o mais fiel retrato das mulheres que nos marcam desde o berço até ao último suspiro.

 

 

 

A arte é a capacidade de um ser humano conseguir através do seu talento emocionar-nos. A arte de Gameiro humaniza-o e aproxima-o daqueles que o conhecem desde o tempo em que os Pólo Norte faziam “a primeira parte dos Delfins”, altura em que ele ficou a saber que as bandas “que fazem a primeira parte comem frango”, ou é pelo menos o prato que maioritariamente lhes era servido.

E porque “sou o Miguel Gameiro, tenho 44 anos, uma hérnia, e de vez em quanto faço o que quero”, cantou “Don’t Dream It’s Over”, para nos depois deixar a pensar sobre o que o “Amor é” e revelando “Porque é que a gente não se dá”, no qual fez dueto com Rita Marrafa de Carvalho. Pena os problema técnicos que impediram de apreciar o talento da apresentadora na totalidade da canção.

Nunca é tarde para se “Aprender a ser Feliz” nem para se elogiar a valia da banda que acompanha Gameiro. O palco ficou ainda mais preenchido com a “Dança” feita pelo público que foi ao palco, após convite de Miguel. “O teu nome”, “Se alguém perdeu” (será o genérico da primeira novela da CMTV) e “Pura Inocência” deixavam antever o término de uma noite em que já todos queriam que “Voltasse Atrás”.

 

 

 

Não voltou atrás mas prolongou-se num encore, no qual Gameiro começou por cantar apenas com a sua guitarra no meio do público dando assim mais um “Abraço” ao público e depois ao piano, no palco, dizendo-nos que “O tempo não pára”, tema que escreveu para Mariza.

Lisboa” foi ponto de encontro e de despedida entre Gameiro e o público. Uma noite em que a música portuguesa teve um dos seus mais dignos representantes em palco e em que todos ficaram com vontade de voltar a marcar serões em família com Gameiro…e a sua (nossa) Maria.

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Notícia publicada a 23/11/2018


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