Ministra da Cultura acerca da exposição sobre Fernando Namora no Museu do Neo-Realismo: “Aqui descobrem-se perspectivas ou detalhes e dados novos”

D.R.

 

 

O Museu do Neo-Realismo em Vila Franca de Xira recebeu, esta sexta-feira, o segundo dia do Congresso Internacional Fernando Namora “É não sei se o mundo nasceu”.

 

Este congresso foi realizado em Lisboa, Vila Franca de Xira e o terceiro dia, este sábado, em Condeixa-a-Nova.

No primeiro dia no Centro de Estudos Comparatistas (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), no segundo dia no Museu do Neorealismo e no terceiro dia na Casa-Museu Fernando Namora (Condeixa-a-Nova).

No período da tarde, no segundo dia, destaque para a presença da Ministra da Cultura, Graça Fonseca em Vila Franca de Xira.

Pelas 14:30 realizou-se ‘A reflexão sobre a escrita e o escritor na obra autobiográfica de Fernando Namora. Foi oradora Yana Andreea (Universidade de Sófia, Sveti Kliment Ohridski, Bulgária).

Antes, tempo para ouvir Armindo Pires Nunes (Universidade aberta) sobre’ Monsanto, inquietação e redenção para Fernando Namora’.

Após chegada da Ministra da Cultura, decorreu uma visita pela exposição com curadoria de António Pedro Pita.

No final da visita, a Ministra concedeu entrevista ao Infocul, destacou a “importância de revisitar a via e obra de Fernando Namora, como disse durante a visita, para quem visita esta exposição vai encontrar, mesmo para quem conhece Fernando Namora ou as gerações que cresceram com Fernando Namora e eu sou de uma geração que já cresceu com Fernando Namora como leitura, aqui descobrem-se perspectivas ou detalhes e dados novos. Por exemplo, a faceta Fernando Namora enquanto pintor é algo que não nos é tão familiar. Não é algo que esteja na forma como olhamos para Fernando Namora, o Fernando Namora para nós é, automaticamente, escritor. É a literatura! E aqui é importante por termos uma nova perspectiva”.

Celebram-se 100 anos do nascimento de Fernando Namora, e para Graça Fonseca “aquilo que um ciclo de comemorações de um centenário nos permite, e estamos num ano de também Jorge de Sena e Sophia de Mello Breyner Andersen, é de alguma maneira, e todos os anos existem momentos na literatura portuguesa, com prémios e reconhecimentos importantes. Mas quando se celebra um centenário ou quando se prepara um centenário, procuramos todos descobrir algo que não conhecíamos antes, que é também uma forma de celebrar uma data especial. E por isso, este ciclo de celebrações tem a capacidade de projectar para o futuro, para as novas gerações, aquelas que cresceram já com Fernando Namora tão presente no seu dia-a-dia, par as novas gerações lerem e conhecerem o pensamento, por um lado, e por outro para nós próprios olharmos de uma forma diferente. Ao longo deste ano de 2019, com três centenários, parece-me que este é um ponto muito importante. Estamos a redescobrir e a olhar para estes três grandes escritores sob perspectivas que nunca tínhamos pensado antes, e julgo que isso é muito importante”.

Na sua intervenção abordou a temática da autonomia que deve ser dada aos museus, de forma a potenciá-los e projectá-los. Sobre esta questão disse ser uma “política pública importante a relacionada com os museus. Hoje em dia, Portugal é muito mais do que Lisboa, Porto e Coimbra, algo que há 40/50 anos atrás era muito estes três eixos. Hoje em dia quem viaja pelo país descobre, ainda bem, uma oferta cultural mais diversificada, mais espalhada pelo território e há algo fundamental que temos de fazer com a política pública que é por um lado capacitar, dentro do que for possível a todos estes museus, dei aqui o exemplo do programa ProMuseus que foi reactivado, aliás os resultados deste ano são cerca de 650 mil euros de investimento em projectos que museus de todo o país apresentaram para modernização das suas colecções, transformação digital, melhoria do espaço de visita… Ou seja, é um projecto importante para a capacitação de museus, por um lado, mas por outro lado também a importância da rede portuguesa de museus e de redes territoriais para ligar os vários museus. Porque a ideia que existe, por entro, é de que existe muita oferta mas ela precisa ser projectada de forma integrada” dando a receita através de “gerir e projectar em rede”.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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