O Grande Auditório do Centro Cultural de Belém recebeu, esta terça-feira, Teresa Salgueiro, num espectáculo integrado no Misty Fest e que se integra na sua nova digressão intitulada #alegria , celebrando 12 anos de percurso a solo.

Apresentou-se no CCB com longo vestido branco e com o azul a dominar a iluminação do palco, abrindo espectáculo com ‘Maresia’.

Muito boa noite Lisboa” foi a saudação ao público, para logo de seguida continuar o espectáculo, no qual apresentou temas da sua autoria e também de alguns dos maiores autores de sempre, nacionais e internacionais.

Quero agradecer a vossa presença aqui hoje. É sempre uma grande emoção voltar a Lisboa”, disse antes de elogiar o CCB, acrescentando de que “estamos aqui hoje para vos apresentar, ou partilhar, alegria”. Explicou ainda ter feito “uma selecção de temas dos meus últimos 12 anos de percurso” e que era com “muita alegria vos recebo aqui”.

Por entre os temas seleccionados, há a destacar uma abrangência, quer geográfica quer temporal, e o já conhecido bom gosto de Teresa Salgueiro.

Do século XIII, de João Zorro, trouxe ‘En Lixboa sobre lo Mar’, logo seguido de ‘Por este rio acima’, de Fausto Bordalo Dias. Da vasta obra de José Afonso trouxe ‘Mulher da Erva’, um tema que estreou no seu alinhamento na noite anterior, aquando do concerto na Casa da Música, no Porto, assumindo que “gosto sempre de incluir um tema do Zeca”.

Era chegado, então, o momento de nos presentear com a interpretação que dá nome a esta nova digressão, “música que fiz para um poema de José Saramago”. Recordou que foi “estreada em Guadalajara, aquando da Feira do Livro” e onde esteve presente Pilar del Rio. Falo, claro, de #Alegria.

‘La Serena’, cancioneiro latino, antecedeu um dos momentos altos da noite com a interpretação de ‘Mar Azul’, celebrizado na voz de Cesaria Évora, e que assim nos levou até Cabo Verde. E numa viagem por terra e mar, ritmos e palavras, o Brasil chegou-nos com ‘Valsinha’.

Do Chile trouxe ‘Gracias a la Vida’ de Violeta Parra,recordando a poetisa, compositora e também o facto de esta ter percorrido as cordilheiras chilenas para gravar a música chilena batendo porta-a-porta, sendo assim de importância extrema para a história da música daquele país.

Em ‘Senhora do Tempo’ quis alertar-nos para a “voragem do mundo actual e a calma e sabedoria da natureza”, posteriormente a ter-nos encantado com ‘Cancion Mixteca’. Carlos Paredes foi recordado neste espectáculo através do tema ‘Verdes anos’.

O espectáculo primou pela escolha belíssima de repertório e por um desenho de luz (da autoria de Francisco Leston) e um som (a cargo de Maria João Castanheira) que ajudaram a elevar toda a qualidade de que o público pôde usufruir em extraordinário serão.

Destaque ainda para um encore pedido pelo público e no qual interpretou ‘Estrela do Mar’, de Jorge Palma’, e Fogueira.

Em palco foi acompanhada por Fábio Palma, no acordeão, Rui Lobato, na bateria, Óscar Torres, no contrabaixo, e José Peixoto, na guitarra.

Como nota negativa apenas o pouco público presente, sendo notadas as várias cadeiras vazias.

Texto: Rui Lavrador
Fotografias: Cortesia Ben do Rosário

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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