Monda e António Chaínho: Matosinhos será palco de um espectáculo emocionante!

monda e chainho

 

 

O Teatro Municipal Constantino Nery, em Matosinhos, será palco do encontro entre o Fado e o Cante Alentejano, António Chaínho e os Monda. Dois patrimónios imateriais da humanidade num espectáculo único.

 

 

O Infocul foi ao último ensaio antes do concerto e falou com Jorge Roque (vocalista dos Monda) e António Chainho.

 

Os Monda são constituídos por Jorge Roque (voz), Pedro Zagalo (piano) e Der Medinas (contrabaixo). Ao que muitos poderão chamar de reinventar, preferimos chamar de renovar. Os Monda renovam o cante dando-lhe outros caminhos que não apenas os tradicionais. A sonoridade de world music revela sofisticação, bom gosto, mas acima de tudo um respeito enorme pela tradição, pelo cante e pelo Alentejo.

 

António Chaínho é um dos mais consagrados guitarristas portugueses, sendo reconhecido o seu trabalho com a guitarra portuguesa num percurso com mais de 50 anos de carreira.

 

 

Encontrámo-nos um ao outro. Através do meu agente, ele deu-me conhecimento que havia aí um grupo de muito nível e eu quis conhecê-los. Apareceram aqui há três semanas, fiquei com o disco e gostei muito do trabalho. Eu costumo dizer que já fiz de tudo um pouco, mas só por uma vez tive oportunidade de ter num disco meu, cante alentejano, compus uma música e participou o grupo coral de Serpa, no disco dos meus 50 anos de carreira. Reconheci neste trabalho dos Monda algo com muito nível, inclusive no instrumental. Não é fácil juntar uma musica tão simples como o Cante Alentejano com melodias de tão bom gosto” disse-nos o Mestre António Chaínho referindo que por norma o Cante não tem instrumental a acompanhar, é apenas voz, valorizando ainda mais, com essa observação, o trabalho dos Monda.

 

 

Para lá de todas as geografias estão os caminhos da alma, as histórias dos homens, por dentro da sua música. São essas histórias do campo, da cidade, de trabalho e celebração que mestre António Chainho e o projecto Monda reúnem neste espectáculo. Mais que celebrar dois Patrimónios Imateriais da Humanidade, exploram-se caminhos, encurtam-se distâncias e desenham-se novas rotas no mapa na geografia da música portuguesa.

 

 

Os Monda contam com quase dois anos enquanto projecto, António Chainho conta com 50 de carreira. Responsabilidade acrescida ou mais segurança para os Monda actuar com o Mestre? Para Jorge Roque, “é as duas coisas. Aumenta a responsabilidade mas dá-nos uma segurança e qualidade em palco acrescida naquilo que é o nosso trabalho. Depois há a ligação que o mestre falava, de uma coisa que é muito simples com uma guitarra. E essa era a única peça que faltava aqui no puzzle, não quer dizer que isso seja natural nem tem que ser, mas ‘casa’ muito bem e sobretudo quando é feito com gosto, fica sempre muito bem essa fusão”.

 

 

O alinhamento foi feito através do meu director musical, Ciro Bertini, vamos juntar algum trabalho dos meus primeiros discos” começa por nos dizer António Chaínho, acrescentando que “depois há uns temas bonitos dos Monda e será um casamento que acho bonito, talvez por ser Alentejano e desde miúdo me ter habituado a ouvir essa música. Estou muito feliz por fazer parte deste trabalho”.

 

 

Podemos cometer a inconfidência que a guitarra portuguesa viajará pelo cancioneiro alentejano e a voz de Jorge Roque viajará até ao fado. O palco promete ser um encontro de emoções, de historias, de talento e acima de tudo de muita sensibilidade artística.

 

 

Este será o primeiro de muitos, sendo que em breve anunciar-se-á mais datas de um encontro entre dois símbolos maiores da tradição musical portuguesa. Além destes espectáculo em conjunto, os Monda e António Chaínho continuarão com os concertos em nome individual.

 

 

Podemos ainda afirmar que os Monda encontram-se em recolha de repertório para o segundo disco, que tem data de edição prevista para a Primavera de 2018.

 

 

Matosinhos recebe amanhã pelas 21:30 um espectáculo que recomendamos que assista, pois emoção, qualidade e arte marcarão presença. Para abrir o apetite pode assistir a excertos do ensaio aqui .

 

 

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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