Os Monda apresentaram-se na FNAC do Chiado, na tarde do dia 4 de Junho , aquele que foi o primeiro concerto de divulgação do disco do grupo constituído por  Jorge Roque, Pedro Zagalo e Herlander Medinas.

O concerto começou passavam cinco minutos das 17 horas. Na primeira fila esteve presente a fadista Katia Guerreiro que é uma das vozes que colabora no disco da banda e actuou com o grupo em duas canções :”Adeus Maria Até Quando” e “Não Quero Que Vás à Monda”, canção bastante popular no Alentejo.

 

 

É uma das vozes que temos no disco. Temos a sorte e a honra de poder contar com a Kátia Guerreiro, uma grande voz do fado. Também temos o Rui Veloso , que dispensa apresentações, e outros músicos portugueses como: o Tiago Oliveira, João Ferreira, Pedro Vidal, Os Cantadores de Portel ou o Rúben Alves ,que é o produtor deste disco e um grande pianista. Este trabalho contou com a generosidade de muitos amigos“, disse-nos Jorge Roque sobre a presença de Katia Guerreiro no espectáculo.

 

 

Os típicos cantares são apresentados de uma forma contemporânea. Com uma viola, um piano e um contrabaixo conseguiram imprimir ao Cante Alentejano uma sonoridade próxima da World Music. A base de trabalho da banda é assente no cancioneiro tradicional e na recolha de dizeres populares alentejanos que foram orquestrados de uma forma a não deturpar nenhum texto ou melodia original. O Alentejo é uma terra de encantos e a música é apenas mais um deles.

 

 

Reconhecido em todo o mundo, o Cante Alentejano é a identidade cultural do Alentejo e é reconhecido como património imaterial da humanidade desde 27 de Novembro de 2014. “Está vivíssimo. Está cada vez melhor. Cada vez há mais pessoas a cantar e muito bem e a trazer para a música portuguesa o cante alentejano que estava um pouco escondido“, conta Herlander Medinas, o contrabaixista ,s obre a evolução do Cante Alentejano desde o reconhecimento por parte da UNESCO.  

 

 

Cada vez há mais e melhores vozes com projectos muito interessantes. O nosso é mais um e esperamos que tenha o reconhecimento do público por ser um caminho diferente do tradicional sem nunca descurar o que é o cante alentejano na sua essência“, diz Jorge Roque.

 

 

O público que estava aqui até foi muito, não estava à espera. Foi um público bastante participativo e carinhoso. Esta foi a primeira divulgação que fizemos nas lojas FNAC e foi muito bom“, conta o vocalista da banda, Jorge Roque.

 

 

Em plena baixa lisboeta o grupo apresentou um alinhamento composto por seis modas. Estas músicas fazem parte do primeiro disco da banda Monda. Os três integrantes têm carreiras a solo que são pontuadas por participações em bandas sonoras de telenovelas ou colaborações com conhecidos artistas nacionais e estrangeiros, mas nesta banda exprimem uma identidade marcadamente alentejana que podemos encontrar ao longo do repertório que apresentam nos concertos pontuados por momentos de bom humor.

 

 

Os Monda deixaram o público lisboeta a sonhar com as vastas e tranquilas planícies alentejanas. A música dos Monda é para ser apreciada com calma e delicadeza, tal como quem degusta um bom vinho junto dos amigos.

 

 

Queremos abrir um pouco as fronteiras que por vezes existem em torno do cante alentejano e acho que a prova está dada. O disco passa muito além do que é o cante tradicional alentejano, o que é óptimo. Queremos transpor essa barreira e ir muito mais além. Queremos levar isto até onde nos deixarem ir“, disse o vocalista do grupo.

 

 

“Lindo Ramo Verde-Escuro” é o primeiro single do disco e uma das músicas mais bonitas do cancioneiro alentejano.

 

 

A voz de Jorge Roque fez o público sorrir em diversas modas, como na última música que interpretaram “Fui-te Ver Estavas Lavando”, onde ao fecharmos os olhos poderíamos visualizar as lavadeiras a lavarem à roupa à mão junto do Guadiana. Já em “Diz a Laranja ao Limão”, para além da música transmitir as emoções e imagens pretendidas, quase somos capazes de sentir os aromas dos limões e das laranjas que crescem nos pomares das herdades.

 

 

Este foi um concerto marcadamente intimista e aconteceu em plena FNAC do Chiado, local que encheu com um público composto por jovens, menos jovens e crianças.

 

 

Depois deste concerto, os Monda já têm confirmadas as seguintes datas: Rua das Pretas, Tivoli, a 24 de Junho ou 6 de Setembro nas Festas de Vendas Novas. A 15 de Novembro actuam no Teatro Tivoli BBVA, espectáculo este que vai contar com muitas surpresas. “O Tivoli vai contar com os convidados que participaram no disco. A 6 de Setembro, nas Vendas Novas, teremos connosco o Grupo de Cantadores de Portel e o Tiago Oliveira. Vamos ver o que pode acontecer. Ainda é um pouco cedo pois esta foi a primeira apresentação“, revelam sobre o que o público poderá assistir a 6 de Setembro e a 15 de Novembro no Teatro Tivoli BBVA.

 

 

Pela reacção do público e pela maneira como as pessoas ficam agradadas de nos ouvir numa coisa que é um pouco diferente do canto tradicional, nesse sentido tem sido uma experiência muito positiva e hoje não fugiu à regra. Esperamos que o resto da divulgação do nosso trabalho possa ser tão boa como foi hoje e que compram o disco. É isso que esperamos, que o público possa comparecer nos nossos espectáculos. Ao vivo é sempre diferente porque há imprevistos que dão um calor diferente ao espectáculo“, conta Jorge Roque. O disco saiu a 2 de Junho e é composto por 12 faixas mais uma de bónus “Solidão” (Calabaça).

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