D.R.

 

Texto: Infocul/Lusa

Faleceu, hoje, Eugénio Pepe, reconhecido compositor, aos 84 anos, na Casa do Artista.

Nascido a 12 de Outubro de 1934 teve um vasto percurso na cultura portuguesa. Foi cvcalista, pianista e compositor.

O primeiro disco em que surge como titular é editado em 1965 pelo selo Alvorada, da Rádio Triunfo, e inclui as músicas ‘Só Bossa Nova’, ‘Agora Choro à Vontade’, ‘O Zé da Ribeira’ e ‘Noiva do Alentejo’, todas de sua autoria“, pode ler-se na página da RTP, que realça que, no ano seguinte, Pepe fundou a editora Riso & Ritmo, com os actores Armando Cortez e Francisco Nicholson.

No disco seguinte, “O Fado em Bossa Nova”, Pepe apresenta arranjos em bossa nova para clássicos como “Lisboa à Noite”, “Rua dos Meus Ciúmes” ou “Rosinha dos Limões”, seguindo-se em 1966 um EP que contém “Pepe Fado” que, já neste século, seria alvo de uma versão pelo Real Combo Lisbonense.

Nos anos 1960, Carlos do Carmo, Tony de Matos ou Ada de Castro tinham sido alguns dos nomes a darem voz às suas composições“, refere ainda o “Gramofone”.

Em 1969, a canção infantil “Vamos Dormir”, com letra de Alexandre O’Neill e música de Eugénio Pepe, é publicada em ‘single’, levando uma geração de crianças a ir para a cama e sendo precursora da música do famoso boneco Vitinho.

Em 2009, Eugénio Pepe foi distinguido pela Sociedade Portuguesa de Autores e em Março último foi premiado pelo Teatro Maria Vitória com as Máscaras de Ouro.

Helder Freire da Costa, produtor no Teatro Maria Vitória, deixou sentida e emocionada mensagem na sua página de Facebook:

MORREU EUGÉNIO PEPE

É um momento muito triste para todos os que trabalham no Teatro Maria Vitória e com ele conviveram ou com ele trabalham há já alguns anos. Acabou de falecer um destacado pianista e compositor, homem do disco, da televisão e do Teatro, cuja carreira profissional foi sempre desenvolvida com muita competência e dedicação pelos mais diversos sectores musicais. Com os saudosos Armando Cortez e Francisco Nicholson, criou a produtora Riso & Ritmo que apresentou diversos programas de sucesso na RTP ao mesmo tempo que criaram, com a mesma marca, uma produtora de discos, por onde passaram alguns dos nossos cantores de nomes mais sonantes e não só. De trato afável e generoso, desenvolveu nos últimos anos a sua actividade no Teatro Maria Vitória, para onde compôs lindos fados e outras melodias. Actualmente fazia parte da parceria que musicou a nova revista que neste Teatro se estreará já no próximo dia 4 de Setembro, mas a sua actividade foi muito extensa, pois colaborou, como compositor, em diversas revistas nos diferentes teatros para além das muitas músicas que compôs para as Marchas de Lisboa e outras.

É uma grande perda para o Teatro e para todos os seus inúmeros amigos que lhe dedicavam grande estima e consideração. Como pianista, deixou o seu nome ligado a um conjunto musical a que deu o nome “Eu génio Pepe”. No Dia Mundial de Teatro (27 de Março) deste ano, fora distinguido com as Máscaras de Ouro do Teatro Maria Vitória.

Nesta hora de grande tristeza, apresentamos a toda a sua Exma. Família, onde se incluem a Esposa e filhos, as nossas mais sentidas condolências .

DESCANSE EM PAZ

HFCosta

2019/08/22

MORREU EUGÉNIO PEPEÉ um momento muito triste para todos os que trabalham no Teatro Maria Vitória e com ele conviveram…

Publicado por Helder Freire Costa em Quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Já Nuno Henriques escreveu:

Sentidos Pêsames a toda a família de um amigo e maestro e autor de tantos êxitos da cultura portuguesa. Um verdadeiro artista que merece todas as notas musicais, ao grande génio Eugénio Pepe, um aplauso enorme do tamanho do seu talento e até sempre!

Sentidos Pêsames a toda a família de um amigo e maestro e autor de tantos êxitos da cultura portuguesa. Um verdadeiro…

Publicado por Nuno Henriques II em Quinta-feira, 22 de agosto de 2019

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