No Coliseu de Lisboa ouviu-se esta noite “Eusa”, o novo álbum não editado de Yann Tiersen

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Yann Tiersen esgotou duas vezes o coliseu dos Recreios, no mesmo dia, porque tem a capacidade de criar música no seu estado mais natural e ao mesmo tempo complexo, marcante. Através da sua música, o instrumentista francês mergulha no estado mais nostálgico e íntimo do eu, proporcionado momentos de beleza onde as palavras se tornam secundárias e a música nos envolve.  

 

 

Yann Tiersen apresentou-se hoje, em Lisboa, para dois concertos intimistas. O espectáculo que procura dar a conhecer o novo livro de partituras “Eusa”, composto sob influência de uma ilha em Bretanha, terra natal do músico, traz-nos um registo já conhecido do compositor francês, através da apresentação de dez temas inéditos, ainda não editados.  

 

 

Eram 18h e o coliseu ainda estava a meio gás, por entre a multidão que já compunha as bancadas, deixavam-se antever alguns lugares vazios, o que durante o espectáculo acabou por mudar dando origem a uma sala completamente preenchida e esgotada. A música ecoa na sala por volta das 18:10h e a multidão ansiosa pára, para ouvir as primeiras notas no piano. 

 

 

O músico auxiliado por um universo multi-instrumental, que o próprio cria, levou a multidão numa viagem. O público escuta-o, observa-o, de forma silenciosa e serena. A música no seu estado mais natural, sem palavras, só acordes e notas, ocasiona um ambiente nostálgico, reconfortante e sossegado por todo o coliseu. O concerto seguiu, natural e familiar, por entre as mudanças constantes e vertiginosas de instrumento e por um e outro “Thank you”, única palavra proferida pelo músico durante todo o concerto. Para gáudio do público, o compositor encontrou ainda espaço para tocar duas músicas da banda sonora do filme “Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain”, algo inédito nos últimos concertos dados em Portugal. O espectáculo que demoraria pouco mais de uma hora e vinte minutos, para decepção de muitos, terminaria desta forma: com o recordar de músicas que lhe derem o sucesso internacional e que são sempre muito desejadas nos seus concertos. 

 

 

Yann Tiersen esgotou duas vezes o coliseu dos Recreios, no mesmo dia, porque tem a capacidade de criar música no seu estado mais natural e ao mesmo tempo complexo, marcante. Através da sua música, o instrumentista francês mergulha no estado mais nostálgico e íntimo do eu, proporcionado momentos de beleza onde as palavras se tornam secundárias e a música nos envolve. 

 

Fotografia: Facebook Oficial Everything Is New

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