Noa: “A dor é uma forma de aprendizagem. Não sei se é a melhor forma mas que é eficaz, é.”

 

 

 

Noa actua a 26 de Janeiro em Gaia dando assim inicio a uma digressão de concertos inclusivos e na qual dará a conhecer o seu mais recente disco, ‘Cicatriz’. Em entrevista ao Infocul, a cantora revelou os desafios do disco, a iniciativa de puxar para a sua digressão uma causa solidária e ainda os próximos espectáculos.

O primeiro concerto de cariz inclusivo e social será no dia 26 de Janeiro, às 21:30, no Auditório de Vila Nova de Gaia e contará com a participação especial de Nuno da Câmara Pereira, Nuno Barroso, Fernando Girão, André Sarbib, Mónica Pais e Paulo Bastos.

 

 

 

Quando começou a pensar neste disco?

Este álbum “Cicatriz” começou a ser pensado durante a promoção do primeiro “As Coisas Boas”. É inevitável continuar a criar, a ter ideias. Quando se vive dentro de um mundo artístico, é mais forte que nós. Depois juntando às vivências do dia-a-dia que nos servem de inspiração…voilá! Temos os condimentos todos juntos.

Cicatriz por norma é uma marca que pode ou não ser resultado da dor. Qual o significado de o disco ser intitulado ‘Cicatriz’?

Sim, de facto a dor é uma forma de aprendizagem. Não sei se é a melhor forma mas que é eficaz, é. Chama-se Cicatriz porque as músicas originais são fruto de marcas do meu percurso, das minhas escolhas. A consequência dessas escolhas são como que pegadas na minha pele mas não só: na forma de pensar, de agir, de falar e comunicar até. Tenho orgulho dessas Cicatrizes. As músicas que escolhi para homenagear são canções que cicatrizaram em mim durante a minha infância e que as trago sempre junto aos lábios.

Quais os músicos que integram este disco e quem esteve na produção e masterização?

Os músicos que me acompanham sempre: Rodrigo Barcello, Ricardo Massa, Pedrinho Drums, Marcus Levy também como produtor e quem fez a masterização e outros músicos convidados como Samuel Cabral na guitarra portuguesa, a minha irmã Leonor Gesta, o André Sarbib pianista de jazz do Porto. O meu pai que, não sendo músico, me acompanhou na concepção de algumas dessas músicas.

Haverá um concerto em breve e com vário convidados. Onde será, quem são os convidados e onde pode o público comprar os bilhetes?

Sim! O próximo concerto será dia 26 de Janeiro pelas 21:30, no Auditório Municipal de Gaia. Poderão adquirir os bilhetes no local ou através do número 223771820. Tenho a honra de receber Nuno da Câmara Pereira, Nuno Barroso, Mónica Pais, André Sarbib, a Leonor Gesta e bailarinos: António Silva e Beatriz Gesta. Mas este concerto é especial também por outro motivo. Ele vai ser o primeiro de uma série de Concerto Inclusivos, onde decidimos incluir a “diferença”. Sendo assim, convidamos um bailarino com paralisia cerebral de nome Paulo Bastos. E em cada concerto inclusivo abrimos espaço para receber pessoas com o mesmo amor à música do que nós mas que se exprimem de outra forma, diferente. Por 10 minutos em palco, estes bailarinos, cantores, músicos vão poder experienciar um palco verdadeiro, com músicos verdadeiros, com um público verdadeiro o que se calhar de outra forma seria mais difícil de conseguir. As próximas datas serão em Fevereiro com os alunos da APPACDM da Trofa e em Março com os alunos da APPACDM do Porto.

Quais foram os maiores desafios neste disco?

O maior desafio foi não assumir a pressão do primeiro. Sabia que seria inevitável a expectativa de ter uma música tão forte como a “7 da Manhã – Nha Nha Nha”, mas esse álbum “As Coisas Boas” foi editado em 2015, pertence já a outro tempo, a outras vidas. Em 2018, mau seria se não fosse uma pessoa diferente. O desafio foi mesmo esse: continuar o percurso e não estagnar no confortável.

Há algum tema que seja o mais pessoal?

Talvez o primeiro: Cicatriz. Foi escrito numa noite de fados no meu restaurante “Taberna do Cais das Pedras” no Porto. Fruto de uma relação que me marcou muito e que certamente me deixou uma cicatriz.

Em termos de digressão o que já pode anunciar e quais as datas?

Os próximos concertos serão na Trofa com data a anunciar, mas que será em Fevereiro, e em Março, no Porto, também com data fixa a anunciar. Ambos incluídos neste projecto dos Concertos Inclusivos. Aliás, deixo ficar o desafio no ar: para quem trabalhar directamente ou estiver envolvido ou responsável por alguma instituição “diferente” ( paralisia cerebral, autismo, Asperger ou outras) pode propor e entrar em contacto através do email geral@musicnoa.com aceder através do site www.musicnoa.com. Este retorno à sociedade é algo que deve ser transversal a toda a gente porque toda a gente tem essa capacidade: devolver o bem.

 

 

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