“A noite não é eterna”, de Ana Cristina Silva, vence Prémio Fernando Namora

Ana Cristina Silva

 

 

A autora Ana Cristina Silva venceu com o romance “A noite não é eterna” a 20ª edição do Prémio Fernando Namora, por unanimidade do júri, que era presidido por Guilherme D ´Oliveira Martins. Este prémio tem um valor de 15 mil euros.

 

Para o júri a obra vencedora articula a realidade social com a política e humana das crianças romenas, e das suas famílias, no período da ditadura de Ceausescu. O júri também foi sensível ao facto deste romance ser uma belíssima composição narrativa com linguagem sóbria e cuidada, que valoriza em particular a narrativa de um drama pungente, num quadro político sufocante e obsessivo. É uma história construída sobre os labirintos da tirania, como podemos ler na acta que consagra “A noite não é eterna” como a grande vencedora do Prémio Fernando Namora.

 

 

Ana Cristina Silva, que é psicóloga e professora de formação, referiu numa entrevista dada recentemente que a infância tem muita influência na forma como somos capazes de nos relacionar uns com os outros e aquilo que acontecia nos orfanatos da Roménia necessariamente teve consequências na forma como vivem agora aquelas crianças. A autora também esclarece que podem ser encontrados neste livro dois níveis de opressão: O que se passa na sociedade e o que acontece em casa.

 

 

Na lista de obras finalistas estavam os autores: Álvaro Laborinho Lúcio (O homem que escrevia azulejos), Ana Teresa Pereira (Karen), Dejan Tiago Stankovic (Estoril  um romance de guerra), J.Rentes de Carvalho (O Meças) e Possidónio Cachapa ( Eu sou a árvore).

O primeiro livro publicado por Ana Cristina Silva foi Mariana, todas as cartas, editado em 2002, e foi finalista do Prémio Literário Fernando Namora com o romance Cartas Vermelhas, publicado em 2010. O livro “A noite não é eterna” é o décimo quarto romance editado pela autora. O Prémio Literário Fernando Namora será entregue em cerimónia a anunciar.

 

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