Jorge Palma rebentou com a escala qualitativa dos concertos no EDP Fado Café, no último dia de NOS Alive. Um homem e um piano/uma guitarra: um prazer supremo para os amantes da arte.

 

 

Jorge Palma apenas precisou de um piano e uma guitarra, em conjunto com a sua voz, para arrebatar a multidão que esgotou por completo o EDP Fado Café, tornando a Rua EDP quase intransitável junto deste palco. A expectativa para assistir a um espectáculo do genial músico é sempre elevada. Nunca se sabe o que dali sai, esperando sempre algo de surpreendentemente bom.

 

 

Começou ao piano, passou para a guitarra foi alternando entre estes dois instrumentos que fez uma viagem pelos maiores sucessos. Teve como convidados: Vicente Palma e Francisco Palma, porque o talento é genético e neste caso foi partilhado em palco.

 

 

Reconhecidamente como um dos mais importantes, e melhores, compositores e letristas nacionais, Jorge Palma renova-se a casa espectáculo, vestindo as canções de sempre com uma diferente roupa que fica sempre melhor que a anterior. Os momentos em que improvisa ao piano têm a capacidade de nos fazer voar sem sair do mesmo sitio, perceber que a genialidade por norma habita em seres ‘normais’, de carne e osso. Privilégio dos que podem usufruir de tamanho talento. No palco da energia, Jorge Palma foi luz inspiradora para quem viu, ouviu… e certamente aprendeu.

 

Do alinhamento constaram temas como “O meu amor existe”, “Minha Senhora da Solidão”, “Frágil”, “Jeremias”, “Só”, “Cara D’Anjo Mau”, “Dá-me Lume” ou “Deixa-me Rir”

 

 

Texto: Rui Lavrador
Fotografias: João de Sousa

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.