NOS Alive: Marco Rodrigues abriu com qualidade elevada o EDP Fado Café

A 10ª edição do NOS Alive já está em marcha e são muitos os milhares de pessoas que já estão no recinto instalado no Passeio Marítimo de Algés. Uma das grands novidades desta edição é o Palco EDP Fado Café que neste primeiro dia conta com actuações de Marco Rodrigues, Raquel Tavares e Dead Combo e as Cordas da Má Fama.

O EDP Fado Café concerto teve como primeiro artista a pisar o palco o fadista Marco Rodrigues acompanhado por André Ramos na viola de fado, Pedro Viana na guitarra portuguesa e Frederico Gato na viola de fado.

 

 

Se aquando da entrada dos músicos em palco, havia pouco público, rapidamente o espaço localizado na Rua EDP encheu para assistir a um concerto bem conseguido do fadista nortenho que abriu o espectáculo com um enérgico instrumental fazendo com que quem passasse na Rua EDP se sentisse obrigado a entrar e a matar a curiosidade despertada.

 

 

Na primeira intervenção em que comunicou com o público aproveitou para o cumprimentar e expressar o desejo de que “se divirtam e aproveitem o festival. Há muita coisa por ver”. Na primeira de duas actuações (ou primeira parte visto que voltaria a subir a palco pelas 18:45), Marco Rodrigues mostrou algumas das características enquanto músico. Sabe quando prolongar ou atacar as notas, as alterações de registo são bem conseguidas e a afinação é constante. Junte-se a isto o fado que traz na alma, na voz e na guitarra que dedilha a preceito e estamos perante um dos melhores fadistas masculinos da actualidade.

 

 

Do alinhamento da primeira actuação constaram temas como “Ai se os meus olhos falassem”, “Trigueirinha”, “Acho inúteis as palavras” ou “Tantas Lisboas”, encerrando em bom nível com “Lisboa menina e moça” que convidou o público a cantar e com “Fado Corrido”.

 

 

Na segunda parte da sua actuação e com a lotação completamente esgotada, havendo muitas pessoas a ouvir do lado de fora do EDP Fado Café, Marco Rodrigues apresentou temas como “Loucura”, “Bairro Alto”, “Trigueirinha” ou “Fado do Estudante”. Uma tarde para mais tarde recordar de um fadista que continua o seu percurso ascensional, de uma forma consolidada e sem pressa.

 

 

Se poderia parecer estranha a aposta no Fado, inserido no NOS Alive, esta primeira actuação mostra que não só é uma boa aposta como pode ser um palco com forte potencial para crescer ainda mais.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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