Novidades literárias para Abril…

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Em Abril, a Leya, a Casa das Letras e a Dom Quixote vão apresentar várias novidades editoriais, como é o caso de “Maio de 68, uma Contrarevolução Conseguida”, do francês Régis Debray, “A Ordem do Dia”, de Éric Vuillard, “Sonhos Públicos – O Imaginário Colectivo em 100 filmes do Século XX”, de Joana Amaral Dias (Dom Quixote) e “À Conversa sobre Negociações – um diálogo sobre a arte negocial ao longo da História”, de José Miguel Júdice e Pedro Fontes Falcão e “Lisboeta”, de Nuno Mendes.

 

 

 

A 10 de Abril, a Dom Quixote vai por à venda “A Ordem do Dia”, de Éric Vuillard. Este é o relato inquietante sobre os meandros do início da II Guerra Mundial e a implicação dos empresários na ascensão de Hitler ao poder. A 20 de fevereiro de 1933, um dia comum em Berlim, teve lugar no Reichstag uma reunião secreta que não estava na ordem do dia, na qual os industriais alemães, entre os quais se contavam os donos da Opel, Krupp, Siemens, IG Farben, Bayer, Allianz, Telefunken, Agfa, BASF e Varta, doaram enormes quantias a Hitler para conseguir a estabilidade que ele prometia. A partir desse ano, Hitler preparou uma estratégia para a comunidade internacional para anexar “pacificamente” a Áustria; para isso, enquanto procurava o consentimento ou o silêncio dos primeiros-ministros europeus, manteve uma guerra psicológica com Schuschnigg, o chanceler austríaco, até que a invasão (uma vanglória do lendário exército alemão, que escondia graves problemas técnicos) foi um facto.

 

 

 

“Sonhos Públicos – O Imaginário Colectivo em 100 filmes do Século XX”, de Joana Amaral Dias e com prefácio de Paulo Branco vai estar à venda a partir do dia 17 de Abril. Neste livro, a psicóloga quer perceber melhor porque é que zombies & vampiros são um fenómeno do cinema do século XXI, tanto quanto os filmes apocalípticos ou a pornografia? Porque é que gostamos de terror e melodramas se, na “vida real”, evitamos medo e sofrimento? Como é que o cinema lida com o politicamente correcto, o consumismo, a influência dos “mass” media? O que é que esta arte diz sobre o nosso inconsciente colectivo? Como seria a sua lista de 100 filmes do século? Que critérios empregaria? Quer espreitar por outra janela “Mulholland Drive”, “Birdman”, “The Royal Tenenbaums”, “Disponível para Amar”, “Inteligência Artificial”, “Meia-Noite em Paris”, “Kill Bill”, “Dogville”, “O Lobo de Wall Street”, “Cidade de Deus” ou “O Despertar da Mente ou Memento”.

 

 

 

“À Conversa sobre Negociações – um diálogo sobre a arte negocial ao longo da História”, de José Miguel Júdice e Pedro Fontes Falcão vai ser colocado à venda a 24 de Abril. A relação de amizade e o gosto de ambos pela temática da negociação levou Pedro Fontes Falcão a desafiar Jose Miguel para escreverem um livro em conjunto. Baseada em conversas informais nas quais descrevessem alguns episódios da história e da actualidade portuguesa e internacional numa perspectiva negocial, retirando-se daí ilações e aprendizagens sobre negociação. As conversas abordam temas variados que vão desde a criação do Condado Portucalense até a situações muito actuais como a geringonça e Donald Trump.

 

 

“Maio de 68, uma Contrarevolução Conseguida”, do francês Régis Debray foi publicado originalmente em 1978, dez anos depois do conhecido movimento estudantil. Considerado um clássico de leitura imprescindível para compreender os costumes e a mentalidade da sociedade actual, o filósofo Régis Débray alerta para que o Maio de 68 não trouxe a feliz libertação das pessoas e da sociedade em geral do jugo do Big Brother, antes significou o abandono do indivíduo à “tirania do dinheiro, da opinião e do instante”. Uma aliança entre o liberalismo económico e a moral libertária, o “espírito de Maio” abriu as portas da sociedade francesa ao neoliberalismo. A partir de então, escreve, “a vanguarda francesa será a cauda do vagão americano”. Esta obra estará à venda a partir do dia 30 de Abril.

 

 

Lisboa não é só sardinhas e o chef Nuno Mendes vai provar-nos isso mesmo em “Lisboeta”, onde vai partilhar as suas receitas dos pratos que mais gosta. Aqui descobrimos os segredos dos mais deliciosos pastéis de nata da cidade e das bolas de Berlim, que se vendem no areal das praias da região. O almoço poderá ter algum sabor a mar, provando umas lulas com alhos e coentros, ou umas sardinhas assadas com salada de pimentos. À medida que a noite se aproxima, Nuno Mendes oferece-nos receitas calorosas e enriquecidas, como a sua versão da chanfana ou da sua carne de porco à alentejana – que poderão ser seguidas de um prego suculento ao fim da noite. Em Lisboeta encontramos os pratos vibrantes, que nos aquecem o coração, típicos de uma cidade dona de um panorama gastronómico moderno e efervescente, mas assente em tradições seculares. A esta viagem dos sabores somam-se os deliciosos retratos delineados pelo autor, que intercalam a sucessão de receitas, dos elementos que caracterizam e definem a cidade de Lisboa: a influência dos Descobrimentos, a cultura dos cafés, as tascas, o Santo António e as sardinhas, as praias e o peixe. Este livro estará à venda a partir do dia 30 de Abril.

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Notícia publicada a 28/03/2018


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