Nuno Casquinha: “Ilusão imensa de regressar ao Campo Pequeno”

 

 

O Matador de Toiros português Nuno Casquinha apresenta-se esta quinta-feira, no Campo Pequeno, depois do importante triunfo de Vila Franca, na corrida do Colete Encarnado e também após uma série de triunfos entretanto alcançados no Peru, país que tem sido para ele como que uma “segunda pátria” e onde leva esta temporada 15 corridas toureadas, a esmagadora maioria delas com assinaláveis êxitos.

 

 

Na última quinzena, actuou a 16 de Julho em Lachaqui, onde indultou um toiro, recebendo como troféus as orelhas e o rabo simbólicos e saindo a ombros. Na passada quinta-feira, em Santiago de Chuco, nova saída em ombros, com o corte de duas orelhas e, este domingo actuou em Torokuma (Lima), onde, depois de uma grande faena, que malogrou com a espada, foi fortemente ovacionado.

 

Através de três questões, ao Campo Pequeno, Casquinha falou do seu momento actua, perspectivas e o significado da sua vinda ao Campo Pequeno.

 

Que importância tem tido o Peru na sua carreira?

 

O Peru tem sido um país importantíssimo na minha carreira. Fui para lá quando aqui em Portugal tinha poucas oportunidades e posso dizer que foi uma decisão totalmente acertada. Os primeiros tempos não foram fáceis, mas pouco a pouco consegui conquistar o meu lugar, até terminar por dois anos (2013 e 2017) em primeiro lugar do “escalafon”. Em relação à praça de Acho e da feira del Señor de los Milagros, alguns aficionados manifestaram nas redes sociais que eu deveria estar nos cartéis, não é fácil porque os cartéis são sempre feitos na base das figuras espanholas, mas acredito que num futuro próximo possa debutar nessa praça.

 

Que repercussões teve na sua carreira o êxito do Colete Encarnado?

 

O êxito na corrida do Colete Encarnado foi fundamental para confirmar o que já tinha mostrado na feira de Outubro do ano passado. Desta vez, as lides alcançaram outra importância pela casta e exigência dos toiros da ganadaria Palha. Creio que houve uma entrega e uma disposição muito sinceras da minha parte e isso o público captou desde o início. Fiquei feliz por este triunfo, ainda para mais sendo na minha terra, mas há muito para corrigir e o que me preocupa é continuar a evoluir como pessoa e como toureiro. Por outro lado, notei uma repercussão fantástica tanto na imprensa como nos aficionados em geral e até em contratos, porque graças a este triunfo, já fui contratado para tourear na importante feira da Moita, bem como na corrida do 117º aniversário da Praça “Palha Banco” (Vila Franca de Xira) a 30 de Setembro.

 

E o Campo Pequeno?

 

Tenho uma ilusão imensa em regressar ao Campo Pequeno. Uma praça importantíssima e com a qual me sinto em dívida, porque nunca tive um triunfo forte, espero que seja desta vez e assim continuar a dar razões aos aficionados para acreditarem em mim. Todos os dias treino a pensar em fazer essa faena especial dia 2 de Agosto em Lisboa, não me sai da cabeça essa corrida!

 

O cartel completo desta corrida é formado pelas cavaleiras Sónia Matias e Ana Batista, pelos matadores de toiros António João Ferreira e Nuno Casquinha, pelos Forcados Amadores das Caldas da Rainha, capitaneados por Francisco Mascarenhas, sendo lidados sete toiros de São Torcato, três para cavalo e quatro para pé.

 

Fotografia: Nuno Almeida

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