O Flamenco e o Fado marcam presença no Caixa Alfama com José Gonçalez e Sangre Ibérico

Jose Gonçalez e Sangre

 

O Caixa Alfama está prestes a iniciar a sua quarta edição e o Infocul foi falar com os intervenientes de um dos concertos que marcará a diferença nesta edição. José Gonçalez e os Sagre Ibérico juntam num só palco o fado e a rumba flamenca. Caso para dizer que de Espanha virão bons sons e um óptimo casamento com o Fado.

 

 

No dia 24 de Setembro pelas 21:30 subirão ao palco Casa Ermelinda de Freitas no Largo das Alcaçarias para mostrarem o melhor do fado lusitano e da rumba flamenca, vinda de Espanha mas tocada e cantada por portugueses.

 

 

José Gonçalez conta com mais de 25 anos de carreira e com um percurso sólido na canção nacional. Natural de Estremoz é também o programador do Festival Caixa Alfama, função na qual tem tido um desempenho muito meritório. Os Sangre Ibérico são constituídos por Alexandre Pereira (Voz e Percussão, Cajón Flamenco), André Amaro (voz e guitarra) e Paulo Maia (guitarra) e deram-se a conhecer ao grande público no programa “Got Talent” da RTP 1. Desde daí são muitos os concertos que este grupo tem dado de norte a sul do país, mostrando uma interessante fusão entre a rumba flamenca e o fado. O poderio de uma voz, o suave dedilhar apoiados numa percussão servida de modo equilibrado são os ingredientes destes  três bons rapazes.

 

 

Para o festival revelaram-nos que estão a preparar “uma noite muito especial, este será um concerto irrepetível. Será um concerto em conjunto, em que iremos cruzar as nossas músicas. Embora com uma influencia comum, existem linguagens musicais diferentes, o fado e a rumba flamenca, o concerto rodará à volta da abordagem que cada um de nós, José Gonçalez, e Sangre Ibérico, do Fado, e da musica em geral, e cada um dá-lhe a sua cor”.

 

 

A menos de uma semana para o espectáculo confessam “claro que o alinhamento está definido. Jamais se pode partir para um festival com esta responsabilidade sem um alinhamento previamente definido, mas no alinhamento existem surpresas!”

 

 

A ideia de actuarem em conjunto no Caixa surgiu “quando realizámos um concerto comum em Mourão. Percebemos que num festival como o Caixa, que não se fecha em si propicio, faria todo o sentido este cruzamento! E no fundo podermos ter um cantor de rumba a cantar pelo menos um fado, e ter um cantor de fado a cantar pelo menos uma rumba”, dizem-nos.

 

 

Este espectáculo juntará portanto melhor da cultura musical dos dois países. A rumba flamenca e o fado. Isto mesmo é confirmado pelos intervenientes: “Será isso mesmo! Com as nossas linguagens, com os músicos de cada um. Tudo em conjunto, e cruzado. É arriscado, mas é um risco assumido. Afinal, é preciso provocar, para fazer mexer, e para poder abrir portas, e mentalidades”. E que bom é poder ver os músicos arriscarem novos mundos e novas pontes entre culturas.

 

 

Sobre o Caixa Alfama, consideram-no “extraordinário, sobretudo pelo facto de não se fechar em si próprio, e permitir que músicos com outras linguagens, ainda que gostem de fado, possam fazer a sua música com identidade própria e sem desvirtuar o fado. Mais, respeitando o Fado!”

 

 

Os Sangre Ibérico que nos revelaram ainda que “estão nesta altura já a gravar o primeiro disco que sairá no inicio de 2017”.

 

 

Convidam o público a assistir a este espectáculo por ser “um concerto único, diferente, em que o fado, e as rumbas se irão cruzar, sempre cheirando a fado, e a flamenco!

 

 

Para quem quiser comunicar com José Gonçalez e os Sangre Ibérico, “hoje em dia isso é muito fácil, basta ir ao facebook e procurar “Sangre Ibérico” e “José Gonçalez” e facilmente nos encontram, e poderão seguir”, deixando ainda um agradecimento que aqui transcrevemos “Muito obrigado por esta oportunidade, por se terem lembrado de nós, e até ao Caixa! Bom festival!”.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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