“O Futuro da nossa Cidade” em Leiria e Caldas da Rainha: François Matarasso abre e Tolentino Mendonça fecha

Cabe a François Matarasso abrir e a Tolentino Mendonça fechar, mas no programa de encerramento do congresso “O Futuro da nossa Cidade”, a decorrer nos dias 23 e 24 de outubro, em Leiria e nas Caldas da Rainha, os protagonistas são os 805 mil habitantes que vivem nos 26 municípios que, desde maio, em plena pandemia, têm participado, partilhado e contribuído para fortalecer a candidatura de Leiria (e 25 municípios vizinhos) a Capital Europeia da Cultura. Para os dois dias do congresso estão previstas ações tão diversificadas como concertos dos The Gift e da Orquestra Sinfónica de Tomar, a presença de Alexandre Quintanilha ou roteiros imersivos pelo território, exposições artísticas, debates geracionais… São dois dias que pretendem lançar as bases para um debate europeu sobre a importância da cultura, como elemento de coesão territorial, fundamental para o futuro das cidades, “tão importante para fazer face a situações limite como a que estamos a viver”, como adiantou o presidente da câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, na apresentação do programa, hoje, no Moinho do Papel.

As grandes cidades parecem menos capacitadas para uma crise que pôs à prova a nossa existência coletiva. Estão mais bem preparados aqueles se unem mais e é esse desafio que devemos abraçar”. As palavras de João Serra, presidente do conselho estratégico, na apresentação do programa de encerramento do congresso internacional, colocam a ênfase na mensagem que parte de Leiria para a Europa: é preciso pensar a cultura no futuro das nossas cidades. Para o presidente da câmara de Leiria, o congresso revela-se de “extrema importância na candidatura” até porque “é o exemplo maior de como se conseguem unir interesses de concelhos distintos para criar coesão através da cultura e é esta abordagem de coesão que nos tornará mais fortes quando apresentarmos a candidatura”.

O congresso internacional “O Futuro da Nossa Cidade”, presidido por Luís Filipe Castro Mendes, marca ano final da candidatura de Leiria (e 25 municípios vizinhos) a Capital Europeia da Cultura, e conta na equipa com Paulo Lameiro, Diretor do Grupo Executivo, para quem o congresso é “em continuo e felizmente não acontece em dois dias, mas em contínuo desde o dia 9 de maio, com um conjunto de ações e projetos que estão a alimentar o território muito além do sonho de ser capital europeia da cultura em 2027”. Castro Neves entende que o “congresso vai dar voz a um território que está em construção, que unido traz o futuro e a juventude”.

A palmilhar o território desde maio, a vice-presidente e vereadora com o pelouro da cultura da Câmara Municipal de Leiria, Anabela Graça, realça que “a candidatura e o congresso são as pessoas” acrescentando que “independentemente do futuro, ninguém nos vai tirar o que estamos a construir, a coesão de um território através da cultura e das artes”.

Em 2020, em contexto de pandemia, Leiria reiterou e reforçou essa vontade, com a convicção que só unidos será possível vencer e seguir em frente. Nasceu a Rede Cultura 2027 que tem Leiria como ponto de partida, mas agrega 25 outros concelhos que tecem uma malha diversificada e que totaliza quase 6.000 km2 de extensão e distância superior a 170km entre os seus extremos.

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