O Campo Pequeno recebeu em véspera de Dia da Liberdade, a drag queen brasileira Pabllo Vittar. Perante milhares de pessoas, que não esgotaram o Campo Pequeno, Pabllo Vittar deu um espectáculo…peculiar.

A liberdade existe e o direito de opinião também. Escrito isto, este espectáculo existe e a liberdade de considerar que a qualidade é má também.

Um espectáculo musical, mal cantado, com um som sofrível e imperceptível. Uma performance em que os gritos foram dominantes e a interpretação demasiado má. Contudo não foi uma catástrofe completa, nem perto disso. Os bailarinos que acompanharam Pablo Vittar estiveram num ritmo frenético e com qualidade. E é na vertente dança em que devemos destacar positivamente a performance de Pabllo Vittar. As coreografias foram sensuais, bem desenhadas e que elevaram um espectáculo que mais não é do que um extraordinário produto de entretenimento e marketing mas que não pode ser considerado cultural.

Phabullo Rodrigues da Silva é Pabllo Vittar. Lidera nas redes sociais, sendo a drag queen mais seguida do mundo, nestas plataformas. A comunidade LGBTI idolatra-a, idolatração essa que se alastra a vários sectores da sociedade e não apenas aos grupos LGBTI.

Sendo homem, Pabllo, veste-se e comporta-se como mulher e os seus temas referem-se a si como tal. Em palco mostrou a sua boa forma física no já afamado twerk, que ainda recentemente dançou com a apresentadora Maria Cerqueira Gomes em directo, e uma efusiva alegria para com o público. Ergueu bandeira gay, puxou por Lisboa e o público português, maioritariamente jovem, foi caloroso e muito participativo.

Alguns efeitos visuais bem conseguidos e uma vertente de imagem e vídeo positivas mas sem grande destaque. Pabllo Vittar regressou a Portugal, após ter actuado no Arraial Pride no ano passado, e conquistou o público, num serão de entretenimento mas não cultural.

 

Texto: Rui Lavrador
Fotografias: Arlindo Homem

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